sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quem era quem na turma ou o Higino Atlético Clube

A minha turma,conhecida na Tijuca como a turma da José Higino,na década de 50,cujos componentes duradouros já citei,vai sofrer agora o debulhamento da forma de ser,enquanto adolescente,de cada um,sem qualquer ordem,apenas na realidade como ficou marcado em minha lembrança.Também vão ficar clareados os apelidos.Começo pelo Nelson,companheiro fiel,padrinho de batismo da minha filha Flavia,inteligente,amigo de ficar agarrado,vascaíno,peladeiro de primeira,goleiro malandro,apesar de roliço,era de enervar o adversário,peitudo,sem medo de divididas e que como eu não gostava de perder nem porrinha,piadista,filho único de uma figura adorada por todo nós,Seu Félix,que era o porteiro da sede social do Jockey Clube,no centro do Rio,na avenida Rio Branco e que vestia um unifome que mais parecia o de um almirante,sendo tremendamente afável,parando para conversar conosco sempre que vinha chegando em casa,era morador da vila.Nelson era dotado de um inglês excelente e fez carreira profissional,na maturidade,em cargos gerenciais na Cia de Cigarro Souza Cruz,na Usina da Tijuca.Osvaldo,o "olhão",por ter os olhos salteados,para fora,botafoguense,magrinho,companheiro sempre presente,tocava uma bola redonda,sempre de primeira,também morador na Vila,depois enveredou pela carreira de bancário e hoje é Diretor Social e Esportivo no Tijuca Tenis Clube,o clube da elite tijucana,próximo a Praça Saens Peña,que tinha um irmão,menor,Paulo Roberto,que adorava ficar junto com nós e por ser menor foi apelidado de Bebê,que por sinal já faleceu.Nilton e Nelio Nobre,irmãos,filhos do então Rei Momo,que à época era vitalicio,ambos botafoguenses,o primeiro peladeiro de escol,zagueiro e o Nelio,mais novo,goleiro,já falecido.Nilton fez carreira na área de representação comercial farmaceutica.Os irmãos Toni e Carlos Roberto,apelidos "Vaco" e "Santos",botoguenses,alunos do Colégio Militar,peladeiros,sendo o Toni,um atacante do tipo chuta tudo que vem pela frente,pois era muito forte,moradores da Vila,netos de ingleses,morando com eles a avó britanica.Os apelidos eram porque o Toni,cujo nome era William Anthony Smith chamar uma pessoa curta de "vaco",ao invés do tradicional "burro",Já o Carlos Roberto só falava do Nilton Santos,zagueiro do Botafogo,imitando-o ao jogar bola,daí Santos,para nós ou "caroaberto",quando chamado pela avó inglesa,que não conseguia falar Carlos Alberto.Sergio Gomes,ou Sergio da Sorte,pois qualquer que fosse o sorteio ele ganhava,além de achar dinheiro na rua e fazer goals impossíveis,que carambolavam em vários outros jogadores e acabavam entrando.Tricolor,companheirão,irmão da musa da Vila,onde morava,pois tinha uma das irmãs alta e muito bonita,mais velha,parecida com a Sofia Loren.Fez carreira na área ótica,sendo um técnico excelente,sempre na mema ótica,na Praça Saenz Peña.Luiz Carlos,o "melequinha da primavera",apelido por ter uma carne esponjosa em uma das narinas,que a primeira vista parecia uma meleca,morador da Vila,meio doidão,brigão,onde ia passear ou jogar arrumava briga.Forte e genioso,depois perdemos contato com ele.Era o nosso goleiro do juvenil do HAC(Higino Atletico Clube),dono de nenhuma técnica,mas de uma coragem indescritivel.Aliás o juvenil do HAC só tinha figuras dificeis.Formado pelo Meleca ou José Heitor no goal,Damião e Inácio,na defesa e eu e Toni na frente.Então o futebol de salão era jogado no doisxdois,ficando na reserva o pessoal do infanto que tinha feito a preliminar.José Heitor,estudava no Colégio Militar e foi o único desses que lá estudaram que fez carreira militar.Damião era um português,baixinho,vascaíno,morador na Vila,grosso,mas esforçadíssimo,que trabalhava com sapatos com o pai dele.Inácio era um mulatinho alto,espigado,muito magro,botafoguense,que morava com duas tias solteironas,pelo que sabiamos órfão,excelente companheiro,zagueiro rebatedor,que bebia muito já naquela idade e cachaça,em especial,"samba em berlim".Como é óbvio faleceu cedo de cirrose hepática.Neste time entrou depois,aliás foi entrado(depois virou a comida do time,pois era viado),um novo morador na Vila,Antonio Carlos,que jogava muito bem e que depois foi jogar na Portuguesa Carioca e me levou para lá.Canhoto,dono de um bom drible e chute a gol,era um excelente companheiro,que ficava dentro do armário,pois então não podia ninguem assumir sexualidade diferente.Depois de todo mundo da turma comê-lo deu mais trabalho mantê-lo dentro do armario.O infanto era composto pelo Nelson no gol,Nelio na reserva,Osvaldo ou o Jacques,morador de outra vila,que como bom judeu fez carreira no comercio e hoje é rico,dono de uma grande rede de lojas de móveis com e Nilton ou Sergio Eiras,"o tomate",na defesa e Luiz Carlos,o"cacau"ou o Hertz,outro companheiro já falecido,flamenguista chato e Sergio Gomes,o "da sorte"na frente.Sergio Eiras era um moreno que jogava muita bola e chutava muito forte e que dizia que ia dar um tomate,um chute forte,daí o apelido e o Cacau era apelido de familia.Flamenguista roxo,jogava muito bem,com um bom drible,mas um chute muito ruim.Tinha um irmão mais velho o Vitinho,que também jogava bem,mas que nunca quis jogar com a gente.Ambos também estudavam no Colégio Militar.Na reserva do infanto tinha o Paulo Roberto,o "Bacalhau",por não ser muito chegado a um banho,que jogava bem.Como membros da tuma,mas que acabavam por se distanciar por não jogarem bola,tinha o Raul,que ainda pelo menos ia aos jogos,estudante da Escola Técnica Federal,flamenguista,que foi inclusive presidente do HAC,o Abelardo,aluno do Colégio Militar,o José Carlos,o "alicate",pelas pernas arqueadas.Alguns outros passaram pela turma,meteoricamente,por terem morado pouco tempo na Vila ou nas proximidades,como os irmãos Edmar e Alcides,que moraram na casa da esquina da Vila,o Jacozinho,que morava em um outra vila próxima,a mesma em que morava o Raul,no número 270.Portanto foi em torno do futebol que uniu-se esse grupo de adolescentes,para jogar uniformizados,organizadamente,nas quadras dos clubes sociais do Rio,como no campo do Juca,um campinho de pelada de terra,de cinco contra cinco,mais goleiro,que ficava no fim da rua Uruguai e que depois transformou-se em um clube o Tijuca Country Club,em jogos amistosos,disputando inclusive torneios,para jogar peladas em terrenos baldios(chegamos a construir campinhos de seis/sete jogadores,com autorização dos donos) e depois chegamos a ter quadra alugada mensal para nós,um tempo foi o ginásio do Colégio Batista,bem próximo,no alto da própria rua José Higino,outro foi no Confiança e para juntos ir assitir jogos no Maraca,ir ao cinema na Saenz Peña,ir a zona do mangue,ir a praia de Copacabana,a Quinta,ao Alto,ir aos bailes de debutantes,enfim a viver uma adolescencia gostosa,sacana,mas sem maldade e violência,aprendendo a diferenciar o bem do mal,o bom do mau,através da troca de opiniões e vivencias,parcas,mas intensas e compartilhadas,conforme ainda vou descrever.Madeira

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A minha turma:a turma da José Higino

Paralelo as atividades escolares,nesse ciclo ginasiano,de tanto passar pela rua José Higino fechei conhecimento com os também adolescentes que residiam na mesma e que iam a padaria de meu pai comprar balas,pão e outros para suas casas.À época,apesar de não haver perigo como atualmente no Rio,era de costume uma comunhão entre os vizinhos,todos conhecendo-se e relacionando-se,resolvendo-se tudo no bairro,salvo as compras de roupas,móveis,outras grandes,que eram feitas em lojas tradicionais no centro do Rio,onde se ia de bonde,tranquilamente e de forma rápida.Então,conheci e fiquei amigo de todos ao redor,em especial dos moradores da travessa José Higino,situada no número 237,uma grande vila,com muitas casas,onde moravam é lógico muitos jovens e logo unidos pelos gostos comuns,em especial pelo futebol.Formavam a turma da José Higino,que se reunia de dia na entrada da vila,para bater uma bola no meio da rua de paralepipedos,normalmente bola de borracha,ou na porta da padaria Laís,a noite,onde eu descolava umas balas ou chocolates para eles,que eram o Nelson,companheiro especial,que tinha os mesmos gostos que eu e que sempre saíamos juntos,os irmãos Osvaldo e Paulo Roberto,o bebê,Sergio Gomes,o Sergio da Sorte,Inácio,Hertz,Damião, Jacques,o Jacó,Sergio Eiras,o tomate,os irmãos Smith,Tony e Carlos Roberto,o Santos,Luiz Carlos,o melequinha,José Heitor,Raul,Zé Carlos,Luiz Carlos,o Cacau,Paulo Roberto,o Bacalhau,que foram os que mais tempo moraram e conviveram comigo.O melequinha,assim apelidado por ter uma pequena carne esponjosa na ponta de uma das narinas era um figuraço.Dele foram alguns dos melhores momentos vivenciados então.Algumas deles:certa vez,por um acaso tinhamos mais um pouco de dinheiro e fomos para os puteiros da rua Alice,uma rua na zona sul,que é uma ladeira e fomos no carro do pai dele,um velho "studebaker",na volta com ele dirigindo loucamente,em uma das curvas,passou por nós uma roda,com pneu e desatamos arir,até o carro arriar e notarmos que o pneu era do nosso carro;outro foi em um jogo de futsal em que ele goleiro do juvenil do Higino,no que não era bom,mas era louco,raçudo,se atirando em todas as bolas e com isso salvando muitos gols,ele pegou uma bola em cima da linha do gol e o time adversario reclamou,colocando o juiz em dúvida:rapidamente,melequinha,com a bola nas mãos e o jogo correndo,mostrou ao juiz que a bola não tinha entrado,através dele entrar para dentro do gol,na explicação:de imediato o juiz então marcou o gol;outro foi quando ele se apaixonou por uma dama da noite(uma puta) e a gilete escreveu o nome dela na perna,tatuando-se assim a sangue:detalhe o nome dela(devia ser de guerra)era Jeanete Charlene...Foram anos memoráveis com aprendizagem no Externato e amizades no bairro,ou melhor,à época na rua,pois tudo era muito ligado a rua onde ficava a casa,pois prédios de apartamentos não existiam.Meu dia útil dividia-se em frequentar o colégio pelas manhãs,chegar,de bonde por volta de meio-dia e pouco,ficar na esquina da Conde de Bonfim com a José Higino,junto a carrocinha de Kibon do vendedor de nome Arnaldo,onde chegavam todos até a uma hora e se reuniam,para combinar o resto do dia,que incluía sempre bater uma bolinha,no meio da rua,de inicio,pois após passamos a descobrir terrenos baldios e a "construir" campinhos de futebol,depois iamos todos almoçar em suas casas,fazer os deveres escolares,correndo,logo após o almoço,na faixa de três horas a nos reunirmos para o racha,mais tarde ao escurecer o banho e depois ficar na esquina ou da padaria,Antonio Basilio com José Higino,quando eu tinha de ficar ajudando o pai ou na esquina de Conde de Bonfim com José Higino,na porta do bar Elba,sempre jogando conversa fora.Às vezes,quando tinhamos dinheiro, iamos a um cinema na praça Saens Pena ou ver um jogo no ginásio de esportes do Colégio Batista,no alto da José Higino.Isto tudo enquanto não chegamos aos quinze anos,na época idade básica para o adolescente poder sair só e prolongar a noite,sem maiores problemas,após o qual começamos voos mais altos,como ir para o Maracanã sós,nas noites de jogos(quartas e sabados),a Praça Quinze,centro do Rio,de lotação,para comer um angu no carrinho do Angu do Gomes(eu só acompanhava pois não suporto angu) e ir aos inefáveis bailes de debutantes.Aos sabados,após as aulas(então havia aulas aos sabados),domingos, feriados e férias aí era um sem fim de ideias,tais como descer o rio Maracanã,desde a Usina da Tijuca,pelo seu leito pedregoso,pisando nas pedras,passeios ao Alto da Boa Vista,Quinta da Boa Vista,Praia de Copacabana,muita pelada,enfim uma adolescencia espetacular,movimentada,ao mesmo tempo pura e sacana,como vou descrever mais a frente,o contrário da infância,preso e só em casa,mas que também valeu.Algumas figuras bizarras marcaram esse tempo;um era um coroa doido,ex combatente,que chamavamos de "coronel",que de terno andava pelas ruas,contando as historias de guerra e que quando começava a encher o saco,nós o colocavamos para correr imtando barulho de bombas:ele colocava as mãos nos ouvidos e saía correndo com medo das explosões;outro era o "Pedro Maluco",um doidinho,de seus trinta anos,que usava as calças altas e andava quicando e com quem batiamos altos papos´só de asneiras e de preferncia de sexo.Também tinhamos o mau costume de passar trotes,em especial para um açougue,de um luso,que tinha o número de fone do estabelecimento de 2-2222 e que atendia o fone dizendo"é tudo dois" e nós diziamos separar e enfia no rabo ou perguntavamos áí para qualquer açougue,se tinha coração de galinha,pé de porco,orelha de porco e com as respostas positivas,diziamos a gracinha:então o senhor é um monstro,pois tem coração de galinha....Como era de se esperar tanta pelada redundou na criação de um clube,o Higino Atletico Clube,o HAC,que tinha como escudo essas letras dentro de um losango e tinha as cores verde e amarelo,imitando,em um rasgo de criatividade,as cores da seleção brasileira e a distribuição igual,camisa amarela,calção verde e meias zebradas verde e amarelo,que tinha dois times um juvenil e outro infanto-juvenil,conforme o tamanho e idade dos jogadores.A frente vamos esmiuçar mais isso tudo.Madeira

As marcas maristas em lembranças agradaveis

Seis anos marcantes,bem vividos,gostosos,plenos de aprendizagem,de amizades, respeito,esportes,enfim sempre lembranças de coisas boas.As instalações a um tempo sóbrias e acolhedoras,os professores,competentes,a um tempo sérios e amigos.Os professores titulares,do primeiro,no admissão,o Irmão Renato,jovem,louro,de topetinho,nos acompanhava e torcia nos jogos interclasses,ao último,o querido Irmão Ruperto,o "bule",apelido que ganhou pela maneira de comportar-se ao escutar as perguntas,encostando uma das mãos no quadro negro e a outra na cintura,lembrando um bule de café,passando pelos professores irmãos Fidelis,de matemática;Demetrio,de ciências,com sua famosa frase"o que fazer com um montalhão de lampadinhas esmagalhadas",após uma demonstração na aula;Fabiano,de música e outros, outros,inclusive,então,o único que não era irmão,era leigo,o professor Tarlé,a quem devo todos os meus,para o atual nível de estudo,elevados conhecimentos de geografia e história.Colegas,inesquecíveis,dos quais não conseguirei citar todos,sendo mais ligados a mim os esportistas,que praticavam algum esporte comigo ou que moravam próximo,o que levava a companhia a se prolongar fora de aula e nas férias.Vamos citar alguns,sem que não signifique menos importância dos não citados:os irmãos Sampaio,Fernando,goleiro rival,entre aspas e Betinho,que moravam na Dona Delfina e onde nas horas vagas eu ia bater uma bolinha na rua;idem o Gustavo Cicconi,morador da rua José Higino,a cem metros de minha casa,com quem jogava gol a gol sempre;o Ronaldo Bastos Braga,idem,que infelizmente faleceu na adolescencia,na casa de quem também eu ia bater uma bolinha;Paulo José,depois comandante do Corpo de Bombeiros/DF;os irmãos Teixeira,Sergio e José,craques de bola;Pedro Paulo,Palito, Armando,Murilo,os irmãos Lage,sendo o Flavio das nossas turmas,os irmãos Nogueira,Paulo Cesar e Ricardo,Brandão,Plácido e dentre os não boleiros mais muito ligados a mim por serem da parte bagunceira,em especial o Vicente Bozó,autor de um jornal feito aa mão,em tirinhas,"O Murrinha",distribuído em sala,com desenhos sensacionais.E as seleções esportivas do colégio,das quais sempre fiz parte,com seus jogos contra outros colégios,como Colegio Militar,São Bento,Santo Inácio,contra este sempre jogando na Gávea,campo do Flamengo,Internato São José,juvenil do América e a de voley,idem.As missas,aos domingos,antes da entrega das cadernetas semanais e do boletim mensal,as quermesses nas datas festivas,enfim um desfiar de recordações todas super agradaveis.Obrigado,Externato São José.Madeira

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Eu e o catolicismo

Para não ficar mal explicada minha situação de conflito,desde à época de aluno marista,com os príncipios da Igreja Católica,vou clarear todos os pontos.De inicio meu respeito a Igreja e a seus seguidores e minha gratidão pelos ensinamentos valiosos dela recebidos,tais como os de amar a Deus,nosso Pai Maior,respeitar os nossos pais terrenos,não furtar,não matar,enfim os básicos presentes no dez mandamentos,bem como as virtudes pregadas.Isso tudo é muito verdadeiro e importante.Os meus embates e discordâncias estão basicamente no enclausuramento das verdades por ela pregadas,ou seja,pelo arraigamento de ideias,para mim,ultrapassadas e principalmente pelos tais dogmas,ou seja pela impossibilidade de se estudar aprofundadamente,de se discutir as versões dela sobre fatos,muitos até de carater histórico.Existirá atrás disso o que?Medo de ter de mudar sua versões?De se concluir que o Papa e ela erram,como erraram nas cruzadas e na inquisição?A mim me incomoda que o Vaticano,que já se modernizou em algumas coisas,resista,com argumetos pífios a muitas outras.Assim,minha inteligência não concorda,ou pelo meno gostaria muito de ver discutidas questões tais como o celibato do sacerdotes;a não permissão de mulheres como sacerdotizas;o fato de igrejas e padres,que não maioria não tem outra atividade,terem horário de funcionamento das mesmas,sendo comum encontrar-se igrejas fechadas;as atividades politicas de sacerdotes;a tal de vida oculta de Jesus Cristo,que nos ensinou por palavras e mais por atos como comportar-nos;a santíssima trindade e a confusão(não para mim)de Cristo ser filho de Deus e Deus;a perene culpa lançada sobre cada um de nós do pecado original(por que eu tenho de já ao nascer ter culpa pelos possíveis erros de Adão e Eva);por que um padre,homem como eu,tem o poder infinito de me ouvir em confissão e perdoar minhas culpas,em troca de orações recitadas monologamente e por que se eu morrer repentinamente,sem um padre próximo e sem poder receber a extrema-unção vou para o inferno,enquanto outro que falece com tempo a recebe e vai para o chamado céu?Aliás,esta outra dificil de engolir.Céu e inferno???Que Pai é esse que não perdoa e só o faz enquanto você está na vida terrena e através de emissários?Depois é só porrada!!E demonios?Que diabos é isso?Deus deixa,conforma-se com a existencia de seres eternamente maus??Entendo que no século XXI desejar ter e manter fiéis pelo medo é meio ignaro...Lugares de paz,dentro de seus templos,hinos religiosos lindos,tradição secular,heróis e heroínas,fatos históricos marcantes,tudo isso tem a Igreja Católica,só falta um toque de modernismo,abrir as portas as pesquisas cientificas,atualizar-se,modificar a forma de conquistar e manter os fiéis,discutir,sem medo e mudar algumas verdades,que hoje soam mal,creio ser o melhor caminho para estancar a perda acentuada de seguidores e principalmente recuperar a credibilidade abalada por escandãlos sexuais e financeiros sucessivos,além de eliminar a figura social do católico "não praticante",como aqueles nela criados denominam-se,face a não comparecerem ao seus oficios...Madeira

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Discordâncias com os Maristas

Na realidade nunca tive discordâncias com os Irmãos Maristas,em seus aspectos educacionais,todos do mais alto nível,mas com os dogmas católicos.Sempre fui contestador e só concordo com o que me convence e não com o que me dizem simplesmente.Como toda organização religiosa,em especial a católica,apostólica, romana,ou você aceita,no todo,o que lhe é dito ou está cometendo algum pecado,alguma heresia.Bem,desde que me entendo,que não concordo,ou melhor não concordava(pois hoje posiciono-me religiosamente como espirita,pois esta antes de ser religião é filosofia e ciência,tendo a coragem de recomendar aos seus seguidores que,em caso de conflito entre o dito pelo lado religioso com o dito pela ciência,que se acredite nesta),como com a história dos dogma,ou seja,de que você tem de simplesmente crer,sem discussão.Eu,a partir de sete,dez anos,já implicava com algumas colocações,de crença obrigatória,tais como "fogo do inferno",obrigatoriedade da confissão ao padre,com algumas rezas para ser perdoado,que a hostia é o corpo e o vinho o sangue de Cristo,a infabilidade do Papa e outras baboseiras.Meu raciocinio lógico impedia-me de crer em um Deus,Pai Eterno,implacável,que perdoava o tempo todo,através de um padre confessor,mas que Ele não perdoava,caso você morresse sem a extrema-unção,mandando-o direto,por toda a eternidade para um inferno,comandado por um rival Dele,o aterrorizador diabo!!!Brincadeira,em pleno século XX,ameaças e medos colocados para o fiéis.Tudo era pecado,ou venial ou mortal,mas pecaminoso e proibido.No colégio essas aberrações eram colocadas nas aulas de religião,após ser rezado o terço,isto diariamente e após o recreio maior,de meia hora,onde jogavamos animadas peladas,estando portanto suados e excitados.Resultado é que era o momento máximo de minhas esculhambações,distrações,papos,desenhos sacanas ns folhas dos meus cadernos,enfim algo ridiculo para mim e no qual algumas poucas vezes,por respeito ao professores ou aos colegas carolas,fiz questionamentos aos professores,tais como,porque Deus permitia haver tanta maldade,tanta dor na Terra e vinha a resposta cretina de que era tudo por culpa de Adão e Eva,do chamado pecado original... Brincadeira...O resultado só podia ser esse a minha descrença em uma religião de ameaças,de respostas inadequadas,sem sentido,sem lógica,onde por ausencia de argumentos vinha logo as ameaças de você estar pecando,de ser dogma e assim não ter de ser explicado e sim acreditado,na marra.Com isso,certa vez fiz a minha traquinagem máxima,acho que foi no terceiro ginasial,quando a nossa sala era do lado de uma horta e do galinheiro que abastecia a cozinha dos irmãos e então antes da entrada do professor,pulei a janela,peguei uma galinha,amarrei o bico e trouxe para a sala,soltando-a depois,no auge do terço,em sala,o que redundou em uma baita punição e uma bela surra em casa.Também havia um rodizio para ser sacristão na missa dos domingos e em todos os anos de colégio só uma vez testaram-me nessas funções,pois imaginavam que eu faria merda e não deu outra,toquei a sineta nas horas erradas e me enrolei todo na entrega dos apetrechos da consagração,ou seja das hostías e do vinho.Mesmo assim foi muito bom,pois aprendi muito historicamente sobre o Catolicismo e sua principal figura,na qual acredito,que é Jesus Cristo,mestre e que não fundou nenhuma religião e sim propôs e exemplificou uma filosofia de vida terrena,bastando conhecê-la e seguí-la para termos a consciência tranquila ao findar nossas vidas.Ah,aí vai mais uma história em que não acredito e concordo,a das três pessoas em uma só,ou seja de que Jesus e Deus,sejam apenas uma pessoa espiritual,o que aliás ele mesmo o negou ao chamar o Pai no auge das dores da crucuficação.Madeira

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Concordancias com os Irmãos Maristas

Durante os anos em que fui aluno marista,no Externato São José/RJ,tive muito mais motivos de alegrias e acertos com a instituição do que de discordancias.As concordancias foram com o ensino,excelente,professores bem preparados,dedicados,que sabiam ensinar e cobrar,inclusive com as hoje tão mal faladas decorebas,mas indipensáveis para algumas áreas,como a aritmética,onde saber a taboada de cór é um imperativo e que até hoje me auxilia,fazendo eu as contas antes de vendedores acabarem de as lançar na calculadora.Na disciplina também eram muito bons,com variedade de punições e calibradas pelas reincidencias,sendo as mais aplicadas,como já dito as famosas linhas,com frases curtas sobre o erro cometido e que iam aumentando a medida que repetiam-se os erros(por exemplo,escrever cem linhas sobre"não devo falar em aula"),sendo zerada a punição a cada mês,após o lançamento da nota mensal de comportamento.Aqui havia um comercio de troca de linhas entre os punidos,pois sempre se escrevia a mais,guardando para a próxima alteração ou para trocar ou até vender para um colega,que a colocava no meio das escritas por ele.Também o eram o ficar em pé no fundo da sala,se quieto de frente assistindo a aula,se continuasse perturbando de costas para a turma.Dentro da graduação ainda tinha a de ficar após a aula,em pé,de frente para uma árvore,por nós chamado de segurar árvore,por quinze ou trinta minutos depois da saída.Por fim a terrível suspensão das aulas por três dias,acompanhada do retorno com os pais.Esta era precedida pela famosa frase:"Fulano saia da sala e apresente-se ao reitor".Nessa area eu só não concordava e não concordo quando,ocorreu umas duas ou três vezes,vinham as tais punições coletivas,ou seja quando ocorria um alteração disciplinar em sala e não identificado o autor,o professor queria punir toda a turma,tirando o recreio(esta não era punição habitual) ou prendendo todos após a hora da saída.Nestes momentos sempre rebelei-me e criei caso até ou aparecer o autor,por vontade própria ou o professor voltar atrás.Minhas notas sempre foram muito boas,pela facilidade de aprendizagem e pela excelencia do ensino,sendo ruins,o que sempre me impediu de ser um dos tres primeiros(minha melhor colocação mensal foi um quarto lugar,ficando sempre entre o sexto e o oitavo lugar em turmas de quarenta alunos),as disciplinas complementares,tipo desenho(sempre marquei a folha de baixo,pela força com que desenhava);trabalhos manuais(eu me colava todo ou serrava a madeirite errado)e canto orfeonico,onde eu sempre definava.Na disciplina sempre ficava no regular!!!Fora isso só tenho excelentes recordações do ensino marista,dos professores e colegas com quem convivi e com quem aprendi muito,mas muito mesmo.Madeira