As historias que rolavam sobre o futebol profissional carioca eram muitas e terríveis e obviamente de dificil comprovação e por isso nunca comprovadas.Dentre as que corriam e de que me lembro cito as referentes ao técnico Yustrich,ex-goleiro do Atlético Mineiro,muito grande e forte e era de que ele batia em jogador que não se esforçasse em campo ou que não cumprisse suas ordens a risca;havia também a de que
o goleiro Veludo do Fluminense,muito bom goleiro,mas eterno reserva de Castilho,o maior goleiro de clube que eu vi jogar,titular em um clássico contra o Flamengo,levou seis gols suspeitos e que teria sido comprado em troca da mobilia da casa dele,pois estava se casando e não a tinha;de que o goleiro titular da Portuguesa,de nome Antoninho,com quem eu treinava,excelente goleiro,elástico e corajoso,era viado e que o homem dele era o colega de time e zagueiro central,um negão chamado Juvaldo,que depois foi para o Santos e lá brilhou;também na Portuguesa conheci,em fim de carreira e já muito alquebrado moralmente,pela culpa sobre ele lançada,o goleiro da seleção brasileira de 50,Moacyr Barbosa,crioulo educado,exscelente pessoa e goleiro elastico e corajoso;lembro que a maioria dos craques de então eram movidos a gratificações extras e diferenciadas,dadas por baixo dos panos,por diretores e benemeritos dos clubes;que os grandes faziam o que queriam por terem força politica e votos na Federação,pois naquele tempo não havia o voto unitário e assim os votos eram por titulos conquistados(quem não tinha nenhum,tinha direito a um voto) e juntando por exemplo Flu,Fla e Bota ou Vasco já tinham votos suficientes para impor o que quizessem a todos os demais.Com isso entendi porque quando disputei pelo infanto-juvenil do Confiança,todos os jogadores dos times grandes pareciam(e eram) muito mais velhos,ou seja,gatos.Mas foi muito bom e rendeu-me duas grandes alegrias,que foram ser convocado para os treinos da seleção brasileira juvenil,que ia jogar o sulamericano da categoria na Venezuela e que era formada apenas por jogadores do Rio de Janeiro(fomos convocados três goleiros,sendo eu,o Miltão do America e o Miguel do Vasco,sendo que este chegou ao profissional do Vasco),da qual solicitei dispensa,forçado pelas ideias do meu pai,que não concordava eu eu parar meus estudos por cerca de um mes e a outra foi a de ser convidado a ir para os aspirantes do Atlético Mineiro,convidado pelo então técnico do Galo,o Newton Annet,que tinha sido técnico do Canto do Rio e tinha me visto jogar e do qual também abri mão por decisão paterna,tendo eu no meu íntimo concordado com ambas as interferencias de Seu Dias.Estourada a idade ou assinava com a Portuguesa,para ir para os aspirantes,onde já estava o goleiro anterior a mim no juvenil,hoje meu amigo e que depois veio para o Espirito Santo e brilhou,sendo inclusive o recordista nacional em tempo sem tomar gol,o Jorge Reis ou parava,já que parar de estudar nem pensar.Antes de decidir minha vida futebolistica disputei algumas partidas pelo interior do Rio e de Minas,no come e dorme,composto de pessoal que tinha estourado a idade dos juvenis e reservas eternos dos titulares,para não ficar parado e ganhar algum dinheiro;em uma dessas partidas amistosas presenciei um fato que aumentou meu horror e temor por bombas juninas:o nosso half direito,hoje volante,o Haroldo,um negão,ao jogarmos um amistoso em uma cidade não mais lembrada o nome,resolveu soltar um rojão na hora da entrada de nosso time em campo,já que o time da acsa o tinha feito:resultado o rojão saiu por baixo e ele perdeu dois dedos do meio da mão direita;Disto resultou que como eu namorava a Gina e vivia lá pelo Confiança,souberam disso e chamaram-me para aos dezoito anos ser titular no primeiro time,pulando os aspirantes e eu topei,pois amava e ainda hoje,mesmo sem que ele exista mais,amo o Confiança Atletico Clube,o meu tricolor,verde,vermelho e preto,onde calçei as minhas primeira chuteiras e aprendi tudo sobre futebol.Madeira
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
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