quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Final deste blog

A finalidade deste blog era a de contar para meus filhos e netos a saga vivida por mim,em minha infancia e adolescencia e principalmente minha vida após conhecer Terezinha e casarmo-nos.Isto já foi relatado,com o máximo de detalhes.A partir dos últimos relatos,torna-se desnecessário continuar a escrever,porque cada um dos alvos desses escritos,filhos e netos também o viveram e já formaram opiniões próprias,que certamente serão diferentes das minhas historias e assim não faz sentido continuar a escrever,ainda mais após conflitos familiares recem vivenciados por mim.Que cada um fique com as suas lembranças e seu entendimento e eu com o meu.Cheguei a pensar em, antes de encerrar este,colocar para fora de mim,sentimentos,dores,opiniões,que de tão íntimas ficaram no recôndito de meus pensamentos e é possível que eles não conheçam,mas,como já falei,acontecimentos recentes,levaram-me a entender,que mesmo os filhos e netos,após adultos se tornam muito diferentes do que esperavamos e sonhavamos que eles fossem e assim passam a ser na verdade ilustres desconhecidos...
Logo,a não ser que mais a frente outros sentimentos me invadam,fico por aqui,apenas com a certeza de que fui marido e pai mediocre,que lamentavelmente dedicou mais tempo do que devia a busca de louros no trabalho,de ser conhecido,de ser elogiado,de ganhar dinheiro e ter posições,quando deveria ter tido menos pecunia e mais presença junto a esposa e filhos,pois de nada serviram as laureas,quando perdi fisicamente a esposa amada e sentimentalmente os filhos...É muito sofrida esta constatação e a deixo lançada,para que algum dos meus se aposse dela e não cometa o mesmo erro...Adeus...Madeira

As crianças/já adolescentes e demais familiares

Não vou alongar-me sobre os filhos,pois de uma maneira geral não nos deram grandes aborrecimentos,salvo o normal para qualquer filho.Tinham seus amigos,na maioria também de boa índole,e no geral não precisamos intervir nessas amizades. Volta e meia as meninas traziam alguma colega para passar o dia lá em casa,sem problemas.Estudavam,cumpriam suas tarefas sem maiores confusões,uns com mais dedicação que outros,o que é normal,pois cada pessoa é una e tem seu ritmo,sua forma de ser.No geral,o que tenho para relatar e cada um sabe bem o que aprendeu e passou,o será mais a frente e mais como chiste,que como reclamação...Mudaram de colegio,quando necessario,por motivos diversos,cada um o sabe e fizeram UFES(o Caio também UVV),na área que quiseram.Aprenderam a dirigir,todos no mesmo e surrado Passat,enfim,passou rápido e creio da melhor maneira que eu e Te pudemos fazer,com nossa limitação de pais,com amor,procurando acertar,mas certamente errando muito.Mas cresceram e viveram e agora ticam de sua forma a vida própria...Tiveram brinquedos,viagens,domingueiras,passeios,namoros,farras,que algumas ainda relatarei a frente no meu ponto de vista.
Parentes grudados,somente o Egydio e turma,sempre incluidos em todas as nossas programações e nós nas deles,ainda mais que o Egydio nunca dirigiu e assim nos apertavamos no Passat e lá iamos nós para a praia ou para o clube,o Álvares,do qual ambos tinhamos comprado título de sócio proprietario.Do Rio os compadres Osvaldo e Arminda,sempre dando noticias,mas nessa época ainda não vindo com contumacia ao ES.Fora isso,cinco após meu pai,minha mãe falecia e então os vínculos com o demais parentes do Rio,tanto os meus,como os de Terezinha foram cortados...Madeira

A casa e a familia

Bem,quem conheceu Te entenderá perfeitamente,pois ela não era de deixar nada para lá,que por mais que tivesse gostado da casa ao comprá-la,a modificaria,fazendo com que ficasse com o seu jeito e foi isso mesmo que ocorreu.Colocou-me quase doido,com mil idéias e mudanças.Não preciso relatá-las todas,pois vocês lembram bem como era acasa e como ficou.Desde dos portões de madeira,passando pela entrada social,pelo piso,a s salas,pelas palmeirinhas a frente da pequena varanda,a cozinha,o quarto de trás,do Caio,a garagem e o prédio de trás,nada ficou como era,mas que ficou muito melhor,ficou.A parte de trás,de cima foi transformada em uma excelente suite,que serviu como morada de dona Hilda e do Adelino.A garagem,com muitas plantas, churrasqueira,chuveirão ficou uma agradavel área de lazer,a casa toda ficou funcional,ganhando uma nova sala de visitas e de estar,uma sala de jantar funcional,acabando com uma desagradavel e burra ligação direta da cozinha com a mesma,o nosso quarto ganhou um closet e um banheiro funcional,enfim ela fez uma nova e ótima casa,às custas da inteligencia e bom gosto dela e do nosso trabalho.Nela recebemos,quando dona Hilda não lá estava,pois ela e o Adelino passavam periodos no Egydio,o Manuel e a Rosalia,parentes portugueses de Te,o Ismael e a Marilene e o Levy e a Tuninha,todos muito bem hospedados.Enfim te tinha conseguido com a garra e esforço dela ter uma casa,como queria,o que foi uma vitoria e tanto para quem foi criada,enquanro menina,nos fundos de um botequim em Olaria,suburbio do Rio e depois,quando adolescente dormia em um sofá-cama,na sala de um pequeno ap,em Bonsucesso,quando eu a conheci.Em Brasilia já tinha tido um ap,mas nunca tinha escolhido sua CASA....Madeira

Terezinha e as pessoas nas suas atividades laborais

Enquanto isso Te que não conseguiria ficar parada,tanto pela índole,pois sempre trabalhou,como pela necessidade de se ocupar e comprovar estar em condições de fazê-lo e ainda pela questão financeira,pois além da prestação da casa eramos oito bocas a alimentar,vestir,etc,trabalhou em dois lugares,portanto o dia todo.Pela manhã na Transbrasil,companhia aérea,na rua sete,no centro de Vitoria,onde teve como gerentes,o Flavio Wanderley,que a empregou e que era nosso amigo(mas ela fez todo o processo seletivo,não ocorreu qualquer favorecimento) e onde trabalhava no setor de reservas,as manhãs inteiras,das sete às treze e ainda tirava um plantão no final de semana,no sabado ou domingo das mesmas seis horas.Lá conviveu com uma chefe,que a aporrinhou bastante,de inicio,porque achava,que pelo conhecimento com o Flavio,Te ia logo assumir a chefia do setor,o que nunca foi sequer pensado,nem interessava.Tinha um relacionamento muito bom com todos os colegas,pelo jeito com que os tratava.Na Transbrasil participava de tudo,ajudava a todos,colegas e clientes,sendo sempre muito elogiada,tendo inclusive com isso me feito dançar quadrilha com ela,nas festas de São João da companhia...Na Prefeitura da Serra,onde durante seis anos,todo o primeiro mandato da Motta como Prefeito,coordenou a creche municipal da Prefeitura em Carapina,foi uma bandeira e a creche,que ela recebeu esculhambada mesmo,após suas iniciativas,era a creche modelo,sempre mostrada para a LBA,que tinha parceria coma Prefeitura,pois lá as crianças tinham atividades(não era um deposito de crianças),com horários pre-determinados para as mesmas,alimentação variada,pois Te,além das provisões recebidas da LBA,fez um trato com o quilão vizinho e de lá recebia verduras e legumes,com limpeza total das crianças,que eram entregues as mães ao final do dia limpas,inclusive as unhas,com controle rigido das provisões,isso tudo com o apoio de Ivone que lá ficava pelas manhãs,como sub-coordenadora,enquanto Te estava na Transbrasil.Eu a apoiava e conseguia,com empreiteiras da CST,toda a manutenção,eletrica,hidraulica,predial e de fato logo,logo a creche ficou um brinco,algo,a nível de serviço público diferenciado,com as mães e funcionários felizes,orgulhosos.A Marilda,esposa do Motta,primeira dama e Secretaria de Assistencia Social "babava" e vivia mandando outras coordenadoras para lá,para aprenderem.Te conseguiu um jardineiro da Prefeitura e fez uma horta,em um espaço do quintal e logo a creche plantava e colhia as suas verduras e legumes básicos.Foi um banho...Ela estava bem,com o tempo ocupado e feliz e isso era importante para todos nós,que tinhamos vivenciado um ano de guerra,pré-transplante....Madeira

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

83/95:eu e as pessoas nas atividades laborais:na área de ensino

Já na área de ensino lidei com muitas pessoas a quem devo muito,tanto no aspecto de carinho,atenções,como no estritamente profissional.Na FAESA o mantenedor Dr.Antario,sempre deu-me muita atenção e eu reconhecendo a luta que era e é atuar no ensino neste nosso País,sempre,nos momentos inter-aulas,dava uma passadinha na sala dele,onde ele normalmente estava lendo algo e papeava alguns minutos com ele,sobre assuntos diversos.Essa atenção eu também repartia com a esposa dele,dona Valdeth,diretora financeira,com a Leila,tesoureira,esposa do Antario Filho,que na engrenagem deles era o Diretor da Radio Tropical,ambos já falecidos,ela de cancer,com pouco mais de trinta anos e ele assassinado em uma noite de Natal,lá na rádio.O Alexandre,hoje presidente da organização,à época,montava o núcleo de informatica da organização e o José Alexandre com quem depois convivi um pouco organizava o embrião dos colégios FAESA,em associação com o grupo Positivo,colegio do qual fui o primeiro professor,tendo montado a primeira aula magna,de recepção aos alunos e dado aulas de História.O Guilherme,hoje diretor financeiro era criança então.O coordenador dos professores era o Pastor Silverio,uma peça especial,amigo,sério e objeto de gozações dos professores,para quebrar o gelo.Dentre os professores conheci e convivi,por cerca de vinte anos,inclusive,durante duas intervenções determinadas pelo MEC,para reorganizar os cursos,com alguns profissionais de primeira,competentes,tanto na área que lecionavam,como as atividades profissionais diuturnas.Os vagabundos,sempre os há,esquecê-los-ei,o que não quer dizer que o eram,apenas os não citados aqui,pois posso esquecer alguns muito bons.Tinhamos três cursos então,todos na Ilha de Monte Belo,no morro que subi,quase que diariamente,por duas décadas,onde hoje situa-se o belo e imponente prédio da FAESA,em instalações boas,mas então acanhadas,sendo o curso de Administração o principal,o chamariz e de muito boa qualidade,onde pontificavam o Watson,mestre em Administração Financeira,ocupante de cargo nessa área em alto nível na Vale;o Peixotinho,na área de Economia;Paulo Lindoso e o Augusto na área da matematica;o Hever na área da Psicologia.No outro curso,também muito bem estruturado,o de Ciências Contábeis,o Carlos Magno,fera nessa área,despontava e o de Informatica,estruturando-se então.Lecionei nos tres disciplinas de administração(introdução) e de Direito,no de Informatica.
Na UVV,então SEDES,relacionei-me,também muito bem com os mantenedores e lá permaneci por cerca de quinze anos,a maioria do tempo no prédio cedido pela PMV,do Colegio Vasco Coutinho,na pracinha de Vila Velha e cerca de dois/tres anos nas instalações do atual campus em Boavista,com os quatro irmãos proprietarios/mantenedores, Professores Aly,Rachid,Annor e Mohamed,mais diretamente com os dois primeiros,que lá ficavam direto.Na parte administrativa conheci umas feras nessa área do ensino que eram o Sebastião Neves,Jodilson,a Marlene e a Marilene Daher,todos extremamente competentes e gente especial.Professores marcantes,feras,o Gilberto Galveas de Matematica,já falecido,o irmão dele o Roberto Galveas,dono do Hotel Eco da Floresta,os promotores públicos Luiz Carlos Nunes,Miriam Silveira,o advogado João Batista Cerutti,o ex-governador e então advogado Elcio Alvares,este uma sumidade na oratória,dentre outros.
Em Colatina convivi com juizes e promotores,pois a faculdade lá era apenas de Direito,dentre esses Valdir Vitral,Jorge Goes,Adauto Tristão...Nas outras faculdades,colegios e cursos também tive grandes capixabas como colegas no magisterio e alguns alunos que depois se revelaram no cenário do Estado...Madeira

83/95:eu e as pessoas nas atividades laborais:na CST

Na CST convivi com profissionais de alto estirpe e conhecimento.Desde os diretores presidentes,em especial com o Dr.Arthur Gerardt,homem simples,humano,educadíssimo e de uma competencia diferenciada,aos meus superintendentes e de inicio gerentes,pois depois assumi a Gerencia,que sempre acreditaram em mim e nos meus conhecimentos e com isso permitiram,sem maiores problemas,que eu implantasse uma segurança empresarial modelo,com atuação que não existia em nenhuma outra no País e que eu levei através de palestras e cursos as grandes empresas brasileiras,primeiro da área siderurgica,depois a outros segmentos.Levamos essas idéias,através de cursos e palestras,convidados que fomos,a Usiminas,CSN,Cofavi,Samarco,Mannesmann,Aracruz, outras.Lá desmilitarizamos a vigilancia,retirando os coturnos e o capacete,usando nossos vigilantes a botina de segurança do trabalho,com biqueira de aço,sem qualquer cobertura,exceto quando na área da usina,quando usava o capacete de uso naqueles locais;proibimos os vigilantes de fazer as refeições nos postos,levando-os em sistema de rodizio aos restaurantes das áreas;passamos as formaturas e leitura das ordens de serviço a serem feitas na sala de instrução,não mais em pé,formados;instituimos premios para os melhores,que consistiam basicamente em frequentarem cursos externos e viagens de visitas técnicas em outras siderurgicas(nunca antes um vigilante tinha feito uma viagem a serviço);enfim novas idéias e muitos incentivos.Criamos os setores de bombeiro industrial(antes ficava uma guarnição do bombeiro militar estadual na empresa e a CST pagava uma baba ao Estado por isso),criamos os setores de investigação e de pericia,para apurarmos tecnicamente todas as ocorrencias no interior da Companhia,neste caso o meu irmão,Sidonio,arrumou os cursos de formação na Academia da Policia Civil de Minas Gerais e para lá mandamos os inspetores Fontoura e o Valadão para serem os peritos formados e o Tomas e o Oliveira para serem os investigadores,depois o Fontoura passou em um concurso de Delegado de Policia do ES e o Valadão foi ser chefe do Setor de Guarda Portuaria,também por nós sugerido,com o funcionamento do Porto de Praia Mole e então mandamos o Tomáz e o Wayne fazerem o curso de perito e o Marcos José o de investigador.Esse setor,batizado de setor de Proteção Empresarial mostrou-se de grande valia,inibindo e descobrindo grande número de furtos,desvios de material,investigando as causas de acidentes,fazendo a pericia,com grande economia de tempo e recursos financeiros a Cia.Também era de grande valia nos movimentos grevistas,aliás sempre violentos,gravando e filmando as reuniões das lideranças grevistas.Com isso a Cia podia preparar-se para as negociações,antecipando muitas de suas ações.Também criamos e lideramos no ES,cursos e reuniões entre os segmentos de segurança empresarial,o que nunca tinha existido,com troca de experiencias valiosas.Enfim foi um periodo na CST de muita criação,inovação,com chefias e auxiliares importantes.Destaco ainda os chefes de setores,competentes e que eram todos oficiais R2 do EB e assim já possuiam os sentimentos de disciplina e de cumprimento da missão.O Gedaias,que quando aposentei-me assumiu a Gerencia,inteligentíssimo,dono de uma capacidade redacional rara,sempre auxiliou-me na elaboração dos planos de ação de segurança,de todos os tipos,desde os antigreves aos de contingencia várias,como greve de empreiteiras,de onibus,outras;o Valadão,sagaz,dono de uma visão a frente especial,sempre conseguiu vislumbrar mais a frente o desenrolar dos problemas e suas consequencias;o Carlos,especialista do bombeiro industrial,sério,exigente,capaz de ações dificeis e sempre exitosas;o José Alfredo,único não militar,engenheiro de trânsito,que organizou o trânsito no interior da Companhia e humanizou a vigilancia e também os supervisores,em especial o Zé Maria,um profissional que conseguia colocar o cumprimento da missão junto a uma dose de humanismo,como nunca vi.Raul,Placido,Renato,enfim profissionais excelentes.A CST marcou minha vida e com a marca de que é possivel fazer negocio e humanismo junto,com profissionais de primeira agua...Madeira

83/95:eu e as atividades laborais

Bem eu trabalhava na CST,nos primeiros anos como Adjunto Técnico de Segurança Patrimonial,ou seja o responsavel pelos estudos dessa área e acumulava com a chefia do setor de identificação de pessoal e veiculos das empreiteiras,das nove às dezoito,com uma hora de almoço.O salario era bom,mas o melhor eram as vantagens,tais como o plano de saúde,participação em lucros,transporte,alimentação,uniforme(na Federal não tinha nada disso),mas ainda era pouco pelo nível das despesas da casa,face a quantidade de pessoas que tinhamos e as despesas de educação,saúde,enfim todas de todo mundo.Assim,continuei a lecionar e arrumei mais empregos.Lecionava a noite de segunda a sexta nas Faculdades,dois dias na Faesa,dois na UVV,um em Colatina(depois na Humanas e depois na Factur),pela manhã na Faesa,das sete às oito e vinte, horário em que descia correndo a ladeira da Faesa para pegar o onibus da CST e aos sabados e domingos lecionava,praticamente o dia todo em cursinhos(lecionei no Objetivo,no Positivo,que funcionou na Faesa,no BAC,do Solivan Riva,que ficava no Edificio Alvares Cabral no Praça Costa Pereira,no Promove,com o Diorio e o Dair,que funcionava em cima da Yung,onde hoje tem a Ricardo eletro,ao lado da Receita Federal,no Nacional de Vila Velha,próximo hoje da terceira ponte e muitos domingos nos cursos de concurso do Zé Maria,inclusive peguei plantão em simulados no dia de
Natal.Minha disciplina nos cursos para vestibular era História,tanto do Brasil,como Geral e nos de concurso Direito Constitucional.Nas Faculdades na UVV era Introdução ao Direito,na Faesa,na Humanas e na Factur Introdução a Administração e Administração de RH e em Colatina foi EPB,Estudo de Problemas Brasileiros.Ainda conseguia faturar mais dando aulas,periodicamente,quando tinha turmas de concurso,na Acadepol,como convidado e na hora do expediente da CST,que me liberava para tanto.Lá eu lecionava as minhas disciplinas desde a ANP:investigação policial e técnica de interrogatório.Assim,eu me virava para faturar,alegre,muito feliz,em especial pela saúde de TE e por estarem todos os meus junto a mim e sem maiores problemas.A jornada era dura,mas eu fazia o que gostava,tinha saúde,jogava minhas peladas aos sabados de madrugada no Alvares(a pelada começava as sete horas e eu as nove já estava dando aulas em algum lugar.Tinha minhas ferias anuais,os domingos sempre com passeios o dia todo,normalmente,um churrasco em uma praia,com o Egydio e familia juntos,nosso carro,nossa casa,aliás sendo toda modificada por Te,enfim nada então a reclamar...Madeira

83/95:familiares e parentes

Nosso universo familiar no ES era reduzido a nós,eu,Te,crianças,Joana(ainda solteira),dona Hilda e Adelino,todos morando juntos e ao Egydio,Ivone,Monica e Raul,morando,de inicio no bairro Horto,bem pertinho de nós.Fora daqui tinhamos minha máe,que como era só e com certa dificuldade de se locomover,bem gordinha,tinha se instalado em um apart-hotel na Usina da Tijuca,pertencente a Irmandade da Ordem Terceira de São Francisco,da qual meu pai tinha comprado uma cota para ela,já sabendo que pela diferença de idade(ele tinha vinte anos de idade a mais)ele partiria primeiro e onde ela tinha direito a um ap grande,confortavel,com banheiro,cozinha,para onde ela levou os móveis dela que quis e telefone e no qual tinha refeitorio e igreja,que ela adorava frequentar diariamente,carola que era.Alem disso tinha um monte de idosos,com os quais fez amizade e papeava,além das saídas para pequenas compras,normalmente na Praça Saens Pena,próxima,passeios e visitas a parentes e conhecidos.Essa irmandae,católica,era tão boa,que funcionava e funciona até hoje,anexa ao Hospital da Ordem Terceira da Penitencia,na rua Conde de Bonfim e lhe dava também direito ao tratamento médico tanto ambulatorial,como de internamento,tudo gratuito,pois ela era sócia remida.O que aliás,depois comentarei,salvou a vida dela,quando do derrame que teve.Em Belo Horizonte residia meu irmão Sidonio,então ainda na ativa do EB,recem casado pela segunda vez e com ele eu tinha contatos telefonicos seguidos,mas sem ir lá.O Ismael que eu tinha literalmente colocado dentro da PF,estava servindo em Fortaleza,casado com a Marilene e depois da fuga dele na ocasião do transplante,somente tinhamos contatos esporadicos.Tinhamos também no Rio,Arminda,Osvaldo e Anna Luiza,nossos compadres e afilhada e alguns parentes outros de Te,mais distantes,tios,primos e eu dos meus só primos com quem já tinha perdido o contato,já tendo falecido todos os meus tios.Assim,nessa época centramos nosso carinho,nossas atenções nos nossos em Vitoria e eu ia uma vez no inicio de cada mes ao Rio,de onibus,ver minha mãe e cobrar os aluguéis dos imoveis alugados e em inventário,dando dinheiro para ela e pagando as contas dela e deixando algum dinheiro com ela,colocando o resto em uma conta poupança,para pagar as despesas do inventario,que meu irmão Sidonio,tinha deixado comigo,como inventariante.Relações de amizade não tinhamos,aliás nunca fomos de ter,tanto por ser de nossa índole,como pelas mudanças continuadas,tendo apenas durante esses anos feito em todos os janeiros,feijoadas(aliás feitas pelo Egydio)para todos os médicos e familiares,que participaram do transplante de TE.Mas somente nessas condições.Mesmo o Mottinha,com quem eu tinha trabalhado na Prefeitura da Serra não eramos de visitar,ou seja uma vida de trabalho e em casa.Madeira