terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ainda o Confiança Atlético Clube

A fábrica de tecidos Confiança Industrial datava de 1894 e chegou a ser a maior do Rio de Janeiro,logo ombreada pela Bangu Tecidos.Hoje como lembrança dela,lá estão imponentes a chaminé,com suas iniciais no topo,parte de suas instalações,ocupadas por um mega hiper mercado,instalado na mesma construção,além das casas ao redor,todas construídas no século retrasado para abrigar os trabalhadores da fábrica e suas familias,sendo as de dois andares para o corpo gerencial e as térreas para os operários.O clube surgiu no século seguinte,na década de 20 para que os empregados tivessem um lugar para seus momentos de lazer.O campo foi construído na rua Silva Teles,com tamanho oficial,arquibancada de madeira,com tribuna de honra e sede social ao lado,com salão de festas no segundo andar e administração e jogos de salão no térreo.Frequentei muitas vezes as festas que ocorriam aos domingos,depois dos jogos das 19 às 22/23 horas e onde os atletas eram figuras ilustres e reverenciadas pelos associados.Tinhamos duas camisas,como todo time à época,uma oficial e a outra a branca,que era uma alternativa,somente usada quando as cores do time visitante confundiam-se com as do time da casa e somente pelo time da casa,que as deixava de sobreaviso até ver a cor da camisa do visitante.Todos os times então jogavam de calções brancos(era a única cor de calção de futebol) e meias listadas das cores do clube.A nossa oficial era toda verde,com gola e a beira das mangas com duas listas pretas,tendo uma vermelha entre elas e no peito,ao centro da camisa em listas horizontais,o mesmo,ou seja,uma preta,uma vermelha e outra preta,tendo no meio o escudo do CAC,que era todo verde,com as listas já citadas em diagonal e com uma bola amarela(naquele tempo só existiam bolas marrons)embaixo,no canto direito do escudo.A camisa alternativa ou segundo uniforme era igual,apenas a cor principal da camisa era o branco ao invés do verde.O campo era todo cercado com alambrado,aprovado para jogos oficiais,sendo os vestiários embaixo das arquibancadas,sendo o nosso do lado esquerdo de quem entrasse em campo,ou seja de quem estava sentado na arquibancada.Do lado direito ficava o vestiário do visitante e no meio dos dois o dos juízes.Por um pequeno corredor entravamos em campo,que era todo gramado,sempre com uma torcida grande de sócios,empregados da fábrica e de moradores da vizinhança.Vale lembrar que o Confiança chegou a disputar o campeonato carioca,logo após a sua fundação,na decada de 20,ficando sempre na posição intermediária da tabela,quinto,sexto lugar,deixando de fazê-lo quando foi implantado o profissionalismo,que não interessava a fábrica e passando então a ser filiado ao Departamento Autonomo,que era ligado a Federação Metropolitana de Futebol e que foi criado para administrar os campeonatos dos clubes que não quiseram tornar-se profissionais.Nestes,que disputei pelo Confiança,tanto como infanto-juvenil,como no amador(primeiro time)o Confiança chegou a ser campeão carioca.Madeira

Um comentário:

  1. Até hoje não entendo essa "necessidade" repentina de diferenciar as meias de dois times que se enfrentam.

    Só jogadores extremamente burros e tapados são capazes de cometer deslizes a partir disso.

    Pensando bem, acho que eles estão certos, hehehehe!

    Caio

    ResponderExcluir