sexta-feira, 30 de outubro de 2009

As festas da adolescencia

Nesse novo ciclo sumiram as molecagens de rua,pois já era um rapaz,fazendo o curso clássico.Assim foram trocadas as molecagens de rua,com toda a turma,que constavam,além das peladas quase diuturnas,de brincadeiras como bandeira,carniça,bola de gude,pipa(eu não consegui nunca empinar uma pipa,era muito ruim nisso),subir até a Usina da Tijuca de bonde e descer por dentro do leito pedregoso do rio Trapicheiros até próximo de casa e outras,por atividades"mais adultas",tais como comparecer a festas de quinze anos,que era um hit na Tijuca,ir ao cinema,fraudando a idade,jogar cartas(buraco e sete e meio,principalmente),ficar na esquina apenas batendo papo,sacanear aos outros,tipo,de noite amarrar uma nota de cinco cruzeiros,através de um furo a uma linha preta e colocá-la do outro lado da calçada e quando alguém a via e se abaixava para pegá-la,puxar a nota e rir da pessoa,o que muitas vezes nos valia uma boa corrida,enfim,uma "baita evolução".As festas de debutante,que ocorriam praticamente todo sabado,a maioria no Tijuca Tenis e outras nas residencias grandiosas que havia,eram sempre com musica ao vivo,um conjunto ou uma orquestra quando no clube e tinham os convites disputados pelos adolescentes à tapa.Sempre alguém da turma arrumava convite e distribuia e os que queriam ir e não conseguiam convite,dava-se um jeito de mostrar o convite e depois pela grade do jardim ou pela janela se passava para o colega penetrar.Eram festas ricas,com muita comida e bebida,sem restrições,que começavam às nove,dez horas,com a valsa do "debut" a meia noite.Nesta quem gostava de dançar e o fazia bem se acabava,o que não era o meu caso e assim eu só fui a umas poucas,abrindo mão de meus convites e não penetrando.Dentre as que eu vi assisti duas gafes de colegas.Em uma ele após se lambuzar de doces,virou-se para um coroa,que estava alegre,brincando com o nosso grupo e disse"tô com a mão suja e o jeito vai ser limpar na cortina,aqui atrás",obtendo como resposta"não faz isso não que eu sou o dono da casa e vou te botar para fora".De outra feita ele irreverente como só,ao receber a oferta por uma senhora de docinho de côco,respondeu a ela"minha senhora por um docinho de côco eu sou capaz até de dar a bunda".Essas festas acabavam normalmente às quatro horas da madrugada,ocasião em que voltavamos a pé para casa,sem qualquer perigo,ficando ainda batendo papo na esquina e rindo dos fatos ocorridos na festa até cinco,seis horas.Eu pouquíssimas vezes fiz esse programa,salvo em janeiro,mês de férias futebolisticas,pois eu sempre tinha jogo no domingo cedo pelo Confiança e depois pela Portuguesa(nesta inclusive com concentração),mas nas vezes que fiz foram marcantes.Elas sempre terminavam com a gente comendo pão fresquinho e bebendo leite idem,apanhados no portão de alguma casa,pois então o padeiro,o leiteiro e o jornaleiro colocavam no portão das casas os pedidos feitos.Também tinhamos o costume de,muitas vezes,com nada para fazer, pegar um lotação e irmos até a Praça XV comer angu no carrinho do "Angu do Gomes",de que eu não gostava mas ia junto por companheirismo.Outra onda era ir até as gafieiras da Lapa,os dancing club,sendo os mais famosos a Estudantina e a Avenida,e lá assistir as "taxi-girls" e os "pés de valsa" se exibindo,aliás sendo um de nós um excelente dançarino,o Sergio Gomes.Madeira

2 comentários:

  1. E o Nelson, onde está e o que faz?

    Caio

    ResponderExcluir
  2. Velho:faz uns dois anos estive com todos os sobreviventes da turma,pois alguns já morrerram,como o Hertz e o Inacio,em uma reunião com almoço no Tijuca Tenis Clube,onde o Osvaldo é Diretor e ele esteve e está muito bem,gordinho como sempre e careca como nunca...Velho

    ResponderExcluir