sábado, 24 de outubro de 2009

A descoberta do sexo e as iniciações da turma da José Higino(1)

A perseguição ao sexo continuou após o fim das boquinhas já relatadas e então surgiram outras alternativas.Descoberta pelo Nelson a seguinte foi um hotel inaugurado na rua Pareto,próximo a praça Saens Pena,onde na verdade funcionava um puteiro,onde,administrado por espanhóis,que eram os maiores cafetões do Rio e donos de todos os rendez-vous cariocas,tinha duas mulheres e onde por vinte cruzeiros fazia-se sexo.Bem,vinte cruzeiros era muito dinheiro,pois a entrada de cinema era na faixa de tres cruzeiros e o transporte coletivo era na faixa de centavos,mas sempre se tinha tutu para,juntado com muito sacrificio de sorvetes e saídas.Lá toda a turma ia com a mesma mulher,pois era a melhor.Era uma nordestina grande,imensa,farta de seios e coxas,cujo nome não tenho certeza,mas deveria ser Maria de qualquer coisa,ou Socorro ou Conceição.Foram grandes e envergonhadas trepadas,pois adolescente de quinze,dezesseis anos,tudo era desajeitado,com medo,com vergonha.Logo também foi descoberto na rua Conde de Bonfim 500(hoje nenhum desses prédios existe mais) um grupo de teatro amador,com placa a porta e tudo,denominado de GTCA-Grupo Teatral Chico e seus Artistas.Chico era o cabeça e dono da casa e do grupo e era uma tremenda bichona,branca,careca,de voz pastosa,que abria as portas do grupo para qualquer coisa,desde para papos,até para sexo.Era um casarão amplo com uma grande sala que servia para os ensaios e apresentações e vários quartos que serviam para as fornicações.Falsos e pretensos artistas lá se reuniam,assim como pessoas de todo tipo,inclusive prostitutas e uma viadagem enorme.Lá também frequentamos durante algum tempo e lá também descarregavamos nossa libido,inclusive muitas vezes,que maravilha,recebendo dinheiro para transarmos.Afinal um adolescente branquinho,limpinho,de boa familia era um pitéu.Ainda bem que nunca ninguém tentou comer nenhum dos nossos,pois eramos machos em busca de predar e não frangas.As mulheres que lá frequentavam eram na verdade barangas,mas naquela idade e para nós com a testerona aquecendo todo o corpo,eram lindas.Ainda bem que naquela época não havia aids,sendo que o máximo que ocorria era uma gonorreiazinha,logo debelada com uma baita e dolorida injeção,nas nadegas,de penicilina.Também,ocasionalmente,levados pelo Melequinha,que se apropriava do carro do pai dele,um Studebaker 51,bonitão,duas cores,nos aventuravamos na rua Alice,onde existiam os puteiros de melhor qualidade ou de bonde iamos para a zona do Mangue,de baixo meretricio mesmo.Nestes lugares a maior parte das vezes iamos só para olhar as mulheres que ficavam em exposição nas salas de entrada das casas,em uma verdadeira exposição.Na rua Alice porque era caro e tinha-se de beber algo e no Mangue porque tinha policiamento e aí as bichinhas que ficavam nas portas controlando o acesso dos fregueses ficavam com medo da policia criar problemas por sermos menores,mas quando tinhamos dinheiro e não tinha policia por perto lá iamos nós.Naquele tempo não existia tanto cuidado com a idade,sendo de senso comum que isso era problema dos pais.Drogas não existiam,salvo bebidas alcoolicas que mesmo assim eram vendidas sem que se perguntasse a idade do bebedor e cigarro todo mundo usava,mas no geral apenas em festas ou para se exibir.Estas foram as descobertas e as atividades sexuais,sempre em grupo,pois nunca saía um sozinho para qualquer desses programas,indo um grupo sempre,isso dos quinze,dezesseis, dezessete anos,depois lentamente substituídas por namoros e saídas particulares, individuais.Madeira

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