sábado, 24 de outubro de 2009

Os namoros

Bem,como toda a turma demorei muito a ter namorada firme,pois não tinhamos tempo para isso,face as obrigações estudantis,futebolisticas e de sacanagem,sendo mesmo mais gostoso ficar com a turma do que namorar,pois este inclusive só poderia ser certinho,com compromisso e não como é hoje para mandar brasa.Namoro era,quando os pais deixavam que ocorresse,e já na faixa de dezoito anos,na sala ou na varanda da casa,com alguem por perto,olhando.Mesmo se você conseguisse ficar só era praticamente impossivel tocar em qualquer parte do corpo da menina,salvo no rosto,único lugar descoberto e de fácil acesso.Mesmo nesse nada de beijos,pois os beijos que conheciamos eram os dos artistas de filmes americanos,que eram comportados e dados por amor,segundo a concepção de então.Além dos costumes e da educação rigida das meninas,onde tudo era pecado e proibido,para não ficar falada e poder casar de veu e grinalda na igreja,existia um calhamaço de roupas a serem desabotoadas ou retiradas para se tocar em um simples seio,quanto mais nas coxas.As mulheres usavam vestido ou saia e blusa(mulher não usava calça comprida,que aliás não existia para mulheres)e em baixo deles um arsenal de enchimentos,tais eram:se de vestido um corpete feito de um material duríssimo e mantido duro por hastes de ferro na horizontal,acolchoadas e que iam dos seios até a calcinha,que servia para modelar o corpo,tornando-o um violão e mais uma combinação,meias finas,sendo os vestidos abaixo dos joelhos.Nas festas os vestidos eram "tomara que caia",ocasião em que nos era permitido ver o colo das mesmas,mas sem decotes.Se de saia e blusa,como nos uniformes escolares,o mesmo,apenas substituindo a combinação por uma anágua.Enfim mal havia tempo para um beijo,nos poucos momentos em que se conseguia ficar a sós,quanto mais para tentar explorar um corpo.Na praia ou piscina maiôs Catalina de corpo inteiro.Eu nunca vi um umbigo ou coxa de menina conhecida enquanto adolescente.Voltando as namoradas,existiram as namoradas platonicas,estas desde os onze anos,aquelas que nos limitavamos a conversar e conversas infantis e no máximo em pegar na mão(nem um beijo)e depois já adolescente e mais sacanas buscavamos conseguir não ter o compromisso e ter uma namorada com uns sarros aqui e ali.Na primeira categoria lembro de uma menina vizinha,muito bonita,que eu ia de bicicleta para a casa dela as tardes,na rua Maria Amalia,bem próximo e ficava de papo no portão,como dizia meu pai"arrastando a asa"para ela.Chamava-se Maria Lucia.Na viagem de navio para Portugal,logo depois desta brinquei muito a bordo e com exclusividade,pois eramos os únicos da mesma idade,com uma lourinha,chamada Suzana.Na vila,na José Higino tinha uma moreninha muito bonita,normalista que também tive um desses namoros bobinhos,chamada Vera.Depois já na adolescencia tive as primeiras que pude namorar sem ter o compromisso,por razões diversas,que foram a Leda,mineira,que morava com os tios e que frequentei a casa dela,as tardes,quando eles não estavam em casa,pois trabalhavam e onde pude então com limites,mas com alguma liberdade namorar.Enfim,sem ser com uma prostituta,pude abraçar,beijar e acariciar um exemplar do sexo oposto.Até ela mudar para Niteroi(ainda fui lá algumas vezes atrás dela)foi um tempo muito bom,de namoro com compromisso,pois os tios não sabiam das idas as tardes,mas sabiam do namoro.Depois dela houve a Cenilda,também nessa mesma batida.Estas foram as primeiras namoradas e nessa faixa de idade.Madeira

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