quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Final deste blog

A finalidade deste blog era a de contar para meus filhos e netos a saga vivida por mim,em minha infancia e adolescencia e principalmente minha vida após conhecer Terezinha e casarmo-nos.Isto já foi relatado,com o máximo de detalhes.A partir dos últimos relatos,torna-se desnecessário continuar a escrever,porque cada um dos alvos desses escritos,filhos e netos também o viveram e já formaram opiniões próprias,que certamente serão diferentes das minhas historias e assim não faz sentido continuar a escrever,ainda mais após conflitos familiares recem vivenciados por mim.Que cada um fique com as suas lembranças e seu entendimento e eu com o meu.Cheguei a pensar em, antes de encerrar este,colocar para fora de mim,sentimentos,dores,opiniões,que de tão íntimas ficaram no recôndito de meus pensamentos e é possível que eles não conheçam,mas,como já falei,acontecimentos recentes,levaram-me a entender,que mesmo os filhos e netos,após adultos se tornam muito diferentes do que esperavamos e sonhavamos que eles fossem e assim passam a ser na verdade ilustres desconhecidos...
Logo,a não ser que mais a frente outros sentimentos me invadam,fico por aqui,apenas com a certeza de que fui marido e pai mediocre,que lamentavelmente dedicou mais tempo do que devia a busca de louros no trabalho,de ser conhecido,de ser elogiado,de ganhar dinheiro e ter posições,quando deveria ter tido menos pecunia e mais presença junto a esposa e filhos,pois de nada serviram as laureas,quando perdi fisicamente a esposa amada e sentimentalmente os filhos...É muito sofrida esta constatação e a deixo lançada,para que algum dos meus se aposse dela e não cometa o mesmo erro...Adeus...Madeira

As crianças/já adolescentes e demais familiares

Não vou alongar-me sobre os filhos,pois de uma maneira geral não nos deram grandes aborrecimentos,salvo o normal para qualquer filho.Tinham seus amigos,na maioria também de boa índole,e no geral não precisamos intervir nessas amizades. Volta e meia as meninas traziam alguma colega para passar o dia lá em casa,sem problemas.Estudavam,cumpriam suas tarefas sem maiores confusões,uns com mais dedicação que outros,o que é normal,pois cada pessoa é una e tem seu ritmo,sua forma de ser.No geral,o que tenho para relatar e cada um sabe bem o que aprendeu e passou,o será mais a frente e mais como chiste,que como reclamação...Mudaram de colegio,quando necessario,por motivos diversos,cada um o sabe e fizeram UFES(o Caio também UVV),na área que quiseram.Aprenderam a dirigir,todos no mesmo e surrado Passat,enfim,passou rápido e creio da melhor maneira que eu e Te pudemos fazer,com nossa limitação de pais,com amor,procurando acertar,mas certamente errando muito.Mas cresceram e viveram e agora ticam de sua forma a vida própria...Tiveram brinquedos,viagens,domingueiras,passeios,namoros,farras,que algumas ainda relatarei a frente no meu ponto de vista.
Parentes grudados,somente o Egydio e turma,sempre incluidos em todas as nossas programações e nós nas deles,ainda mais que o Egydio nunca dirigiu e assim nos apertavamos no Passat e lá iamos nós para a praia ou para o clube,o Álvares,do qual ambos tinhamos comprado título de sócio proprietario.Do Rio os compadres Osvaldo e Arminda,sempre dando noticias,mas nessa época ainda não vindo com contumacia ao ES.Fora isso,cinco após meu pai,minha mãe falecia e então os vínculos com o demais parentes do Rio,tanto os meus,como os de Terezinha foram cortados...Madeira

A casa e a familia

Bem,quem conheceu Te entenderá perfeitamente,pois ela não era de deixar nada para lá,que por mais que tivesse gostado da casa ao comprá-la,a modificaria,fazendo com que ficasse com o seu jeito e foi isso mesmo que ocorreu.Colocou-me quase doido,com mil idéias e mudanças.Não preciso relatá-las todas,pois vocês lembram bem como era acasa e como ficou.Desde dos portões de madeira,passando pela entrada social,pelo piso,a s salas,pelas palmeirinhas a frente da pequena varanda,a cozinha,o quarto de trás,do Caio,a garagem e o prédio de trás,nada ficou como era,mas que ficou muito melhor,ficou.A parte de trás,de cima foi transformada em uma excelente suite,que serviu como morada de dona Hilda e do Adelino.A garagem,com muitas plantas, churrasqueira,chuveirão ficou uma agradavel área de lazer,a casa toda ficou funcional,ganhando uma nova sala de visitas e de estar,uma sala de jantar funcional,acabando com uma desagradavel e burra ligação direta da cozinha com a mesma,o nosso quarto ganhou um closet e um banheiro funcional,enfim ela fez uma nova e ótima casa,às custas da inteligencia e bom gosto dela e do nosso trabalho.Nela recebemos,quando dona Hilda não lá estava,pois ela e o Adelino passavam periodos no Egydio,o Manuel e a Rosalia,parentes portugueses de Te,o Ismael e a Marilene e o Levy e a Tuninha,todos muito bem hospedados.Enfim te tinha conseguido com a garra e esforço dela ter uma casa,como queria,o que foi uma vitoria e tanto para quem foi criada,enquanro menina,nos fundos de um botequim em Olaria,suburbio do Rio e depois,quando adolescente dormia em um sofá-cama,na sala de um pequeno ap,em Bonsucesso,quando eu a conheci.Em Brasilia já tinha tido um ap,mas nunca tinha escolhido sua CASA....Madeira

Terezinha e as pessoas nas suas atividades laborais

Enquanto isso Te que não conseguiria ficar parada,tanto pela índole,pois sempre trabalhou,como pela necessidade de se ocupar e comprovar estar em condições de fazê-lo e ainda pela questão financeira,pois além da prestação da casa eramos oito bocas a alimentar,vestir,etc,trabalhou em dois lugares,portanto o dia todo.Pela manhã na Transbrasil,companhia aérea,na rua sete,no centro de Vitoria,onde teve como gerentes,o Flavio Wanderley,que a empregou e que era nosso amigo(mas ela fez todo o processo seletivo,não ocorreu qualquer favorecimento) e onde trabalhava no setor de reservas,as manhãs inteiras,das sete às treze e ainda tirava um plantão no final de semana,no sabado ou domingo das mesmas seis horas.Lá conviveu com uma chefe,que a aporrinhou bastante,de inicio,porque achava,que pelo conhecimento com o Flavio,Te ia logo assumir a chefia do setor,o que nunca foi sequer pensado,nem interessava.Tinha um relacionamento muito bom com todos os colegas,pelo jeito com que os tratava.Na Transbrasil participava de tudo,ajudava a todos,colegas e clientes,sendo sempre muito elogiada,tendo inclusive com isso me feito dançar quadrilha com ela,nas festas de São João da companhia...Na Prefeitura da Serra,onde durante seis anos,todo o primeiro mandato da Motta como Prefeito,coordenou a creche municipal da Prefeitura em Carapina,foi uma bandeira e a creche,que ela recebeu esculhambada mesmo,após suas iniciativas,era a creche modelo,sempre mostrada para a LBA,que tinha parceria coma Prefeitura,pois lá as crianças tinham atividades(não era um deposito de crianças),com horários pre-determinados para as mesmas,alimentação variada,pois Te,além das provisões recebidas da LBA,fez um trato com o quilão vizinho e de lá recebia verduras e legumes,com limpeza total das crianças,que eram entregues as mães ao final do dia limpas,inclusive as unhas,com controle rigido das provisões,isso tudo com o apoio de Ivone que lá ficava pelas manhãs,como sub-coordenadora,enquanto Te estava na Transbrasil.Eu a apoiava e conseguia,com empreiteiras da CST,toda a manutenção,eletrica,hidraulica,predial e de fato logo,logo a creche ficou um brinco,algo,a nível de serviço público diferenciado,com as mães e funcionários felizes,orgulhosos.A Marilda,esposa do Motta,primeira dama e Secretaria de Assistencia Social "babava" e vivia mandando outras coordenadoras para lá,para aprenderem.Te conseguiu um jardineiro da Prefeitura e fez uma horta,em um espaço do quintal e logo a creche plantava e colhia as suas verduras e legumes básicos.Foi um banho...Ela estava bem,com o tempo ocupado e feliz e isso era importante para todos nós,que tinhamos vivenciado um ano de guerra,pré-transplante....Madeira

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

83/95:eu e as pessoas nas atividades laborais:na área de ensino

Já na área de ensino lidei com muitas pessoas a quem devo muito,tanto no aspecto de carinho,atenções,como no estritamente profissional.Na FAESA o mantenedor Dr.Antario,sempre deu-me muita atenção e eu reconhecendo a luta que era e é atuar no ensino neste nosso País,sempre,nos momentos inter-aulas,dava uma passadinha na sala dele,onde ele normalmente estava lendo algo e papeava alguns minutos com ele,sobre assuntos diversos.Essa atenção eu também repartia com a esposa dele,dona Valdeth,diretora financeira,com a Leila,tesoureira,esposa do Antario Filho,que na engrenagem deles era o Diretor da Radio Tropical,ambos já falecidos,ela de cancer,com pouco mais de trinta anos e ele assassinado em uma noite de Natal,lá na rádio.O Alexandre,hoje presidente da organização,à época,montava o núcleo de informatica da organização e o José Alexandre com quem depois convivi um pouco organizava o embrião dos colégios FAESA,em associação com o grupo Positivo,colegio do qual fui o primeiro professor,tendo montado a primeira aula magna,de recepção aos alunos e dado aulas de História.O Guilherme,hoje diretor financeiro era criança então.O coordenador dos professores era o Pastor Silverio,uma peça especial,amigo,sério e objeto de gozações dos professores,para quebrar o gelo.Dentre os professores conheci e convivi,por cerca de vinte anos,inclusive,durante duas intervenções determinadas pelo MEC,para reorganizar os cursos,com alguns profissionais de primeira,competentes,tanto na área que lecionavam,como as atividades profissionais diuturnas.Os vagabundos,sempre os há,esquecê-los-ei,o que não quer dizer que o eram,apenas os não citados aqui,pois posso esquecer alguns muito bons.Tinhamos três cursos então,todos na Ilha de Monte Belo,no morro que subi,quase que diariamente,por duas décadas,onde hoje situa-se o belo e imponente prédio da FAESA,em instalações boas,mas então acanhadas,sendo o curso de Administração o principal,o chamariz e de muito boa qualidade,onde pontificavam o Watson,mestre em Administração Financeira,ocupante de cargo nessa área em alto nível na Vale;o Peixotinho,na área de Economia;Paulo Lindoso e o Augusto na área da matematica;o Hever na área da Psicologia.No outro curso,também muito bem estruturado,o de Ciências Contábeis,o Carlos Magno,fera nessa área,despontava e o de Informatica,estruturando-se então.Lecionei nos tres disciplinas de administração(introdução) e de Direito,no de Informatica.
Na UVV,então SEDES,relacionei-me,também muito bem com os mantenedores e lá permaneci por cerca de quinze anos,a maioria do tempo no prédio cedido pela PMV,do Colegio Vasco Coutinho,na pracinha de Vila Velha e cerca de dois/tres anos nas instalações do atual campus em Boavista,com os quatro irmãos proprietarios/mantenedores, Professores Aly,Rachid,Annor e Mohamed,mais diretamente com os dois primeiros,que lá ficavam direto.Na parte administrativa conheci umas feras nessa área do ensino que eram o Sebastião Neves,Jodilson,a Marlene e a Marilene Daher,todos extremamente competentes e gente especial.Professores marcantes,feras,o Gilberto Galveas de Matematica,já falecido,o irmão dele o Roberto Galveas,dono do Hotel Eco da Floresta,os promotores públicos Luiz Carlos Nunes,Miriam Silveira,o advogado João Batista Cerutti,o ex-governador e então advogado Elcio Alvares,este uma sumidade na oratória,dentre outros.
Em Colatina convivi com juizes e promotores,pois a faculdade lá era apenas de Direito,dentre esses Valdir Vitral,Jorge Goes,Adauto Tristão...Nas outras faculdades,colegios e cursos também tive grandes capixabas como colegas no magisterio e alguns alunos que depois se revelaram no cenário do Estado...Madeira

83/95:eu e as pessoas nas atividades laborais:na CST

Na CST convivi com profissionais de alto estirpe e conhecimento.Desde os diretores presidentes,em especial com o Dr.Arthur Gerardt,homem simples,humano,educadíssimo e de uma competencia diferenciada,aos meus superintendentes e de inicio gerentes,pois depois assumi a Gerencia,que sempre acreditaram em mim e nos meus conhecimentos e com isso permitiram,sem maiores problemas,que eu implantasse uma segurança empresarial modelo,com atuação que não existia em nenhuma outra no País e que eu levei através de palestras e cursos as grandes empresas brasileiras,primeiro da área siderurgica,depois a outros segmentos.Levamos essas idéias,através de cursos e palestras,convidados que fomos,a Usiminas,CSN,Cofavi,Samarco,Mannesmann,Aracruz, outras.Lá desmilitarizamos a vigilancia,retirando os coturnos e o capacete,usando nossos vigilantes a botina de segurança do trabalho,com biqueira de aço,sem qualquer cobertura,exceto quando na área da usina,quando usava o capacete de uso naqueles locais;proibimos os vigilantes de fazer as refeições nos postos,levando-os em sistema de rodizio aos restaurantes das áreas;passamos as formaturas e leitura das ordens de serviço a serem feitas na sala de instrução,não mais em pé,formados;instituimos premios para os melhores,que consistiam basicamente em frequentarem cursos externos e viagens de visitas técnicas em outras siderurgicas(nunca antes um vigilante tinha feito uma viagem a serviço);enfim novas idéias e muitos incentivos.Criamos os setores de bombeiro industrial(antes ficava uma guarnição do bombeiro militar estadual na empresa e a CST pagava uma baba ao Estado por isso),criamos os setores de investigação e de pericia,para apurarmos tecnicamente todas as ocorrencias no interior da Companhia,neste caso o meu irmão,Sidonio,arrumou os cursos de formação na Academia da Policia Civil de Minas Gerais e para lá mandamos os inspetores Fontoura e o Valadão para serem os peritos formados e o Tomas e o Oliveira para serem os investigadores,depois o Fontoura passou em um concurso de Delegado de Policia do ES e o Valadão foi ser chefe do Setor de Guarda Portuaria,também por nós sugerido,com o funcionamento do Porto de Praia Mole e então mandamos o Tomáz e o Wayne fazerem o curso de perito e o Marcos José o de investigador.Esse setor,batizado de setor de Proteção Empresarial mostrou-se de grande valia,inibindo e descobrindo grande número de furtos,desvios de material,investigando as causas de acidentes,fazendo a pericia,com grande economia de tempo e recursos financeiros a Cia.Também era de grande valia nos movimentos grevistas,aliás sempre violentos,gravando e filmando as reuniões das lideranças grevistas.Com isso a Cia podia preparar-se para as negociações,antecipando muitas de suas ações.Também criamos e lideramos no ES,cursos e reuniões entre os segmentos de segurança empresarial,o que nunca tinha existido,com troca de experiencias valiosas.Enfim foi um periodo na CST de muita criação,inovação,com chefias e auxiliares importantes.Destaco ainda os chefes de setores,competentes e que eram todos oficiais R2 do EB e assim já possuiam os sentimentos de disciplina e de cumprimento da missão.O Gedaias,que quando aposentei-me assumiu a Gerencia,inteligentíssimo,dono de uma capacidade redacional rara,sempre auxiliou-me na elaboração dos planos de ação de segurança,de todos os tipos,desde os antigreves aos de contingencia várias,como greve de empreiteiras,de onibus,outras;o Valadão,sagaz,dono de uma visão a frente especial,sempre conseguiu vislumbrar mais a frente o desenrolar dos problemas e suas consequencias;o Carlos,especialista do bombeiro industrial,sério,exigente,capaz de ações dificeis e sempre exitosas;o José Alfredo,único não militar,engenheiro de trânsito,que organizou o trânsito no interior da Companhia e humanizou a vigilancia e também os supervisores,em especial o Zé Maria,um profissional que conseguia colocar o cumprimento da missão junto a uma dose de humanismo,como nunca vi.Raul,Placido,Renato,enfim profissionais excelentes.A CST marcou minha vida e com a marca de que é possivel fazer negocio e humanismo junto,com profissionais de primeira agua...Madeira

83/95:eu e as atividades laborais

Bem eu trabalhava na CST,nos primeiros anos como Adjunto Técnico de Segurança Patrimonial,ou seja o responsavel pelos estudos dessa área e acumulava com a chefia do setor de identificação de pessoal e veiculos das empreiteiras,das nove às dezoito,com uma hora de almoço.O salario era bom,mas o melhor eram as vantagens,tais como o plano de saúde,participação em lucros,transporte,alimentação,uniforme(na Federal não tinha nada disso),mas ainda era pouco pelo nível das despesas da casa,face a quantidade de pessoas que tinhamos e as despesas de educação,saúde,enfim todas de todo mundo.Assim,continuei a lecionar e arrumei mais empregos.Lecionava a noite de segunda a sexta nas Faculdades,dois dias na Faesa,dois na UVV,um em Colatina(depois na Humanas e depois na Factur),pela manhã na Faesa,das sete às oito e vinte, horário em que descia correndo a ladeira da Faesa para pegar o onibus da CST e aos sabados e domingos lecionava,praticamente o dia todo em cursinhos(lecionei no Objetivo,no Positivo,que funcionou na Faesa,no BAC,do Solivan Riva,que ficava no Edificio Alvares Cabral no Praça Costa Pereira,no Promove,com o Diorio e o Dair,que funcionava em cima da Yung,onde hoje tem a Ricardo eletro,ao lado da Receita Federal,no Nacional de Vila Velha,próximo hoje da terceira ponte e muitos domingos nos cursos de concurso do Zé Maria,inclusive peguei plantão em simulados no dia de
Natal.Minha disciplina nos cursos para vestibular era História,tanto do Brasil,como Geral e nos de concurso Direito Constitucional.Nas Faculdades na UVV era Introdução ao Direito,na Faesa,na Humanas e na Factur Introdução a Administração e Administração de RH e em Colatina foi EPB,Estudo de Problemas Brasileiros.Ainda conseguia faturar mais dando aulas,periodicamente,quando tinha turmas de concurso,na Acadepol,como convidado e na hora do expediente da CST,que me liberava para tanto.Lá eu lecionava as minhas disciplinas desde a ANP:investigação policial e técnica de interrogatório.Assim,eu me virava para faturar,alegre,muito feliz,em especial pela saúde de TE e por estarem todos os meus junto a mim e sem maiores problemas.A jornada era dura,mas eu fazia o que gostava,tinha saúde,jogava minhas peladas aos sabados de madrugada no Alvares(a pelada começava as sete horas e eu as nove já estava dando aulas em algum lugar.Tinha minhas ferias anuais,os domingos sempre com passeios o dia todo,normalmente,um churrasco em uma praia,com o Egydio e familia juntos,nosso carro,nossa casa,aliás sendo toda modificada por Te,enfim nada então a reclamar...Madeira

83/95:familiares e parentes

Nosso universo familiar no ES era reduzido a nós,eu,Te,crianças,Joana(ainda solteira),dona Hilda e Adelino,todos morando juntos e ao Egydio,Ivone,Monica e Raul,morando,de inicio no bairro Horto,bem pertinho de nós.Fora daqui tinhamos minha máe,que como era só e com certa dificuldade de se locomover,bem gordinha,tinha se instalado em um apart-hotel na Usina da Tijuca,pertencente a Irmandade da Ordem Terceira de São Francisco,da qual meu pai tinha comprado uma cota para ela,já sabendo que pela diferença de idade(ele tinha vinte anos de idade a mais)ele partiria primeiro e onde ela tinha direito a um ap grande,confortavel,com banheiro,cozinha,para onde ela levou os móveis dela que quis e telefone e no qual tinha refeitorio e igreja,que ela adorava frequentar diariamente,carola que era.Alem disso tinha um monte de idosos,com os quais fez amizade e papeava,além das saídas para pequenas compras,normalmente na Praça Saens Pena,próxima,passeios e visitas a parentes e conhecidos.Essa irmandae,católica,era tão boa,que funcionava e funciona até hoje,anexa ao Hospital da Ordem Terceira da Penitencia,na rua Conde de Bonfim e lhe dava também direito ao tratamento médico tanto ambulatorial,como de internamento,tudo gratuito,pois ela era sócia remida.O que aliás,depois comentarei,salvou a vida dela,quando do derrame que teve.Em Belo Horizonte residia meu irmão Sidonio,então ainda na ativa do EB,recem casado pela segunda vez e com ele eu tinha contatos telefonicos seguidos,mas sem ir lá.O Ismael que eu tinha literalmente colocado dentro da PF,estava servindo em Fortaleza,casado com a Marilene e depois da fuga dele na ocasião do transplante,somente tinhamos contatos esporadicos.Tinhamos também no Rio,Arminda,Osvaldo e Anna Luiza,nossos compadres e afilhada e alguns parentes outros de Te,mais distantes,tios,primos e eu dos meus só primos com quem já tinha perdido o contato,já tendo falecido todos os meus tios.Assim,nessa época centramos nosso carinho,nossas atenções nos nossos em Vitoria e eu ia uma vez no inicio de cada mes ao Rio,de onibus,ver minha mãe e cobrar os aluguéis dos imoveis alugados e em inventário,dando dinheiro para ela e pagando as contas dela e deixando algum dinheiro com ela,colocando o resto em uma conta poupança,para pagar as despesas do inventario,que meu irmão Sidonio,tinha deixado comigo,como inventariante.Relações de amizade não tinhamos,aliás nunca fomos de ter,tanto por ser de nossa índole,como pelas mudanças continuadas,tendo apenas durante esses anos feito em todos os janeiros,feijoadas(aliás feitas pelo Egydio)para todos os médicos e familiares,que participaram do transplante de TE.Mas somente nessas condições.Mesmo o Mottinha,com quem eu tinha trabalhado na Prefeitura da Serra não eramos de visitar,ou seja uma vida de trabalho e em casa.Madeira

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

83/95:um novo enfoque nas postagens

A partir de agora fica um pouco mudada a cara destas recordações,pois os meus filhos e netos,para quem predominantemente estou escrevendo,já tem todas as historias que vivenciei de 83 em diante,da instalação definitiva na nossa casa de Bairro de Lourdes,gravadas nas mentes e no coração,tanto por terem participado,já adolescentes/adultos,como por as terem discutido conosco.Assim,tenho apenas de relembrar algumas passagens que não os envolveram ou que foram resolvidas sem que eles fossem consultados,por serem doloridas ou intimas a um casal.Logo amarrarei fatos gostosos de serem lembrados ou especificos de pessoas de nossas relações pessoais ou laborais.
Instalados em definitivo na casa escolhida por Terezinha,com empregos estáveis,os filhos podendo também adquirir estabilidade nos estudos e nas amizades,eu e TE fomos a luta.Eu trabalhando que nem um louco,tendo chegado a ter seis contratos de trabalho na carteira de trabalho,Te tratando de colocar a casa ao gosto dela e aí tome de obras e com dona Hilda e o Adelino vindo morar conosco,pois meu pai tinha falecido e além deles não terem condições de saúde,nem financeira para ficarem morando no Rio,sós,eu de acordo com Te tinhamos resolvido vender os imoveis que ele tinha deixado de herança e pedido que chegassem aos netos e comprar aqui em Vitoria,pois aqui estavamos radicados.Essa parte ficou totalmente por conta de Te.Madeira

terça-feira, 17 de agosto de 2010

1983,a familia,as atividades e a passagem de meu pai

Nesse tempo enfim,apesar da mudança radical no nosso viver,sentiamos todos uma sensação nova por termos nos radicado,parado em um lugar,uma cidade,um Estado,podendo fazer planos,ter referencias,amigos e costumes sedimentados. Enfim,tinhamos uma casa,trabalhos fixos,as crianças em colegios pelo tempo que quizessem,uma nova realidade.O trabalho era exaustivo e diversificado,o que para mim era excelente,pois eu nunca tinha tido marasmo,rotina em minhas atividades profissionais e gostava de agitação.Trabalhava em um monte de lugares tanto por gostar do que estava fazendo como pelas despesas da casa serem altas.Lecionava todas as noites em faculdades(Faesa/UVV),nos sabados em cursinhos,tanto para vestibular(Promove/Nacional de Vila Velha/Bac),como para concursos(Dom Bosco,com o Zé Maria),as tardes,quando haviam cursos na Acadepol,cedido pela CST,durante os dias na CST.Aos sabados de manhã cedinho(a partir de seis e meia,antes de ir dar aulas),jogava uma pelada no Alvares,restando os domingos para a familia e nossos piqueniques nas praias.Te envolvida nos dois trabalhos,sempre pelas manhãs na Transbrasil e as tardes na Creche de Carapina,enfim muito trabalho e cuidados com te e as crianças.83 reservou-nos uma surpresa que foi a passagem de meu pai,seu Dias.Em junho fui avisado por meu irmão Sidonio que o nosso pai estava internado na Beneficencia Portuguesa,no Rio,um hospital no qual ele era associado,com suspeita de cancer no pulmão.Combinamos um encontro lá na sexta feira,aproveitando o final de semana, para vê-lo e tomar as decisões que fossem as melhores para ele.Lá chegando fui direto para a Beneficencia,que ficava no Estácio e encontrei-me com Sidonio e fomos vê-lo.Recebeu-nos reclamando muito que não ia mais ficar lá de jeito nenhum,pois contou que um fdp tinha "mandado ele se virar de bruços e enfiado o dedo no meu rabo"(tinha feito um exame de prostata)e ele não ia aceitar ficar mais lá.Perguntei se ele queria ir para minha casa e ele aceitou.De imediato comprei passagens de avião para ele e minha mãe,até aí alheia a isso tudo,para o dia seguinte um sabado,conseguimos convencer os médicos a deixarem ele sair,ter alta,para tanto tendo de assinar um termo de responsabilidade,pois era de fato um cancer nos pulmões,que já não executavam direito as funções respiratorias.Mais uma vez contei com o Levy,que foi chamado por mim ao hospital,examinou as radiografias dos pulmões,que já eram simplemente duas imensas marcas brancas,sem qualquer transparencia e ele concordou que o caso era terminal e o melhor era dar qualidade de vida nessa reta final de vida dele.No sabado peguei a mãe e as coisas deles lá na casa deles,em Vila Isabel,de taxi,rumamos para o hospital,ele arrumou-se todo,colocando um terno com gravata,tudo com muita dificuldade ao respirar e fomos para o Galeão,de onde voamos para Vitoria,chegando cerca das onze horas em casa.Terezinha preparou o almoço que ele gostava,bife a cavalo com fritas,arroz e feijão,um copo de vinho português e ele sentou-se a cabeceira da mesa,almoçou muito bem e depois foi sentar comigo na varanda,para papearmos.Aparentava estar melhor(o canto do cisne)e umas três horas da tarde pediu para ir deitar e o levamos para o quarto preparado para ele que era o do Caio,por ficar ao lado do meu.A partir daí começou o desligamento dele,o processo de falecimento carnal.Começou a arfar fortemente,a ter dificuldade de falar e as quatro horas chamei médicos lá em casa,vindo o secretario de saúde da Serra,então meu colega de secretariado,o Dr.Fernando Herkenhoff e uma pneumologista,esposa de um dos médicos nefrologistas de Te,o Dr.Kalipson.Esta quis levá-lo para internar em um hospital,onde iria fazer uma traqueotomia,ou seja abrir um buraco na garganta para ele poder respirar.Quando ela falou isso ele virou o bicho,tirou forças do interior,mandou ela sair do quarto e ir embora,pois não iria fazer nada disso e iria ficar ali,junto a nós e tratado por nós.Disse que ali ele tinha as melhores enfermeiras do mundo,que eram Terezinha e dona Hilda que estava lá conosco na época(logo depois veio morar em definitivo lá em casa)e que de lá ninguém o tiraria.Foi orientado então que fosse providenciado um balão de oxigenio e instalado ao lado da cama com tubos de saída de ar para as narinas.Isso foi feito e ele passou a noite mal,assistido direto por Te,dona Hilda e eu,atentos a noite toda aos movimentos e ao sofrimento dele.No dia seguinte,um domingo,ele começou a piorar e não admitia sair de lá,do quarto,quando cerca das onze horas Te chamou-me e avisou que não estava saindo ar do tubo de oxigenio e eu saí correndo para comprar outro,com Flavia,acompanhando-me,sentada em cima do tubo,que foi colocado no banco do carona do nosso Passat.Isso era impossivel pois o tubo estava cheio de ar e não saía.Para quem não acredita em "coisas"do mundo maior,esta foi mais uma prova de que elas existem,pois foi só eu sair de casa para ele falecer,pois ao chegar no Hospital São José,onde iria comprar outro tubo já tinha um telefonema de Terezinha,para que eu voltasse pois ele tinha falecido,ou seja,eu não devia assistir essa passagem,que foi assitida por Te e dona Hilda,uma de cada lado da cama,enquanto minha mãe rezava na sala.Mais um detalhe:após o falecimento dele o tubo de ar voltou a funcionar...A partir daí as duas vestiram ele com um terno,como ele gostava,contratei o enterro,com transporte do corpo para o Rio,onde foi feito o enterro.Após ser velado na sala de casa e tudo acertado,inclusive por Sidonio no cemiterio no Rio,na madrugada,viajamos para o Rio,o corpo dele no carro funebre e eu,Te e Flavia,que quis ir,no nosso carro,seguindo-o.Aliás Flavia mostrou como era ao ir e passar por todo o trauma que é uma morte familiar e o pior lá no cemiterio tivemos de ir assitir,pois tinha de ter uma pessoa da familia,a retirada dos restos mortais de um dos enterrados no sepulcro,onde seria colocado o corpo de meu pai(eram os restos mortais de meu tio e padrinho)e ela assistiu tudo ao meu lado,inclusive com todos os maus odores e a fuga de bichinhos desconhecidos que desataram a correr na primeira réstea de luz,que entrou no caixão.Lá foi ele enterrado e perdi na Terra um pai impar,exemplar,que se eu tivesse seguido mais os comportamentos dele não tinha magoado pessoas que tanto amava.Assim,com a ida dele,a saída da Prefeitura da Serra,o retorno a CST,iniciava-se um período de bonança,que duraria até a aposentadoria de Te e a minha saída da CST,isso por cerca de doze anos,que veremos a partir de agora sem ideia cronologica e sim de lugares e assuntos...Madeira

Eu e a Prefeitura da Serra

Ao assumir o cargo de Secretario Municipal de Administração,em dobradinha com o Secretario da Fazenda,o senhor Erix,um dos mais honestos e competentes homens públicos que conheci e com quem trabalhei,pois eu só poderia bem administrar dentro das condições financeiras da Prefeitura e a chave do cofre era com ele,face a já termos recebido a administração municipal com o orçamento elaborado e em vigor para o ano,deparamo-nos com um grande problema,pois os vencimentos dos funcionarios estavam quatro meses atrasados e mais o décimo terceiro sem ter sido pago.Havia no ar ao mesmo tempo uma grande esperança do funcionalismo no governo Motta e uma ameaça de greve.Tinhamos de agir e rápido e a solução foi ter coragem de fazer os enfrentamentos que se fizessem necessários e isso não faltava ao Seu Eryx e a mim.Suspendemos,sempre com conhecimento e autorização do Motta,todos os pagamentos de fornecedores,fazendo o seu Eryx um pente fino em todas as contas a pagar e solicitando a procuradoria uma análise acurada de todos os contratos feitos na gestão anterior,destacando-se como primeira medida séria a dispensa de uma vaca contratada para todo dia na porta da Prefeitura fazer distribuição de leite para a população(sem qualquer critério,apenas uma grande e esculhambada fila).Eu de minha parte,que tinha cinco áreas subordinadas(setores de pessoal,compras,material, tesouraria e transporte)consegui com o Motta ocupar essas chefias intermediarias com pessoal técnico,todos formados em administração,à exceção de compras onde ele colocou a Bete,excelente funcionaria e de transportes,onde ele colocou o Ralf,excelente em todos os aspectos e tratei de cerrar em cima delas,com acompanhamento direto,vivendo dentro das mesmas,um dia da semana em cada e não deixando sair um papel sem meu conhecimento,ou seja,mesmo sem ser meu perfil tive de centralizar,pois inclusive os adeptos e seguidores da administração anterior lá continuavam.Assim,diariamente eu iniciava os trabalhos,chegando cedo,como sempre foi meu costume,antes de todos os funcionarios,rodava a sede da prefeitura,na praça de entrada do municipio e depois reunia-me com os chefes imediatos e após passava o dia em uma das seções,conversando com todos os funcionarios e acompanhando os trabalhos:iniciando pela de pessoal,na segunda e terminando na de compras,na sexta feira.Na seção de transportes ocorreu um fato interessante,que foi a de algumas pessoas comentarem que para eu falar com todos os que lá trabalhavam seria impossivel porque os motoristas de escavadeiras,tratores,iam apara o interior do municipio e saiam da garagem de madrugada:pois quebraram a cara pois toda terça feira,dia da reunião com o pessoal dos transportes,eu chegava lá às cinco horas da manhã e tomava café com eles e fazia a reunião.Nessas reuniões eu ouvia as reclamações,tomava decisões,as participava,fiscalizava as condições de trabalho,pessoais,incluindo roupa e aparencia pessoal e do material.Recuperamos,com a orientação do chefe do setor,o Ralf,cabra bom de trabalho e muito honesto,outra indicação pessoal do Motta,todas as viaturas,com mão de obra própria.Como a providencia mais urgente era colocar os pagamentos em dia,tomei conhecimento de duas irregularidades e solicitei a audiencia da Procuradoria,que concordou sobre as irregularidades e com isso conseguimos diminuir a folha de pagamento em cerca de mil pessoas,caindo o efetivo da prefeitura de quase quatro mil para pouco menos de três mil funcionarios.Essas falhas encontradas foram a contratação de 715 pessoas no dia 15 de novembro,no dia da eleição e a realização de um concurso público para pessoal de nivel superior que tinha efetivado pouco mais de duzentos amigos da ex administração.Fiz questão de que os primeiros fossem demitidos mais que recebessem integralmente cada dia trabalhado,pois eram pessoas pobres do povo que tudo indicava que tinham sido compradas para votar em determinados candidatos.Já para a outra ilegalidade,foi necessario um inquerito administrativo que confirmou que o concurso tinha sido fraudulento e aí deu repercussão a sua anulação e ameaças a todos nós,mas o anulamos e conseguimos enxugar os gastos e assim em abril já estavamos com os pagamentos de pessoal em dia e o Motta aplaudido.Rodamos então o ano em céu de brigadeiro com o Motta realizando uma ideia excelente,que eram os mutirões em bairros pobres,um final de semana em cada um,com toda a prefeitura lá,atendendo a comunidade,com obras,ações civico-sociais em geral.Com mais alguns ajustes na área de pessoal e com base em estudos que eu tinha solicitado/contratado com um instituto de SP o IPEM,especializado em estudar as estruturas,organograma e funcionalidade de prefeituras no País,conseguimos fechar um quadro de pessoal ideal em cerca de 2.200 funcionarios.Na Secretaria existia a figura de um Sub-Secretário,indicado pelo Motta que era uma pessoa especial,tanto pela educação como pela dedicação ao trabalho e a qual me afeiçoei,Dom Ernani Pinto dos Reis,bispo da Igreja catolica Brasileira,uma dissidencia da Igreja Catolica Romana,com todos os ritos e liturgias identicas e formada por ex padres catolicos,que apenas não desejavam ser subordinados ao Vaticano.Eu deixava com Dom Ernani todo o recebimento de público e das queixas e reclamações em geral,assim como as reuniões de carater politico e ele fazia muito bem esse meio de campo,reunindo-se depois comigo,quando acertavamos quais as respostas as reinvidicações por ele recebidas.Nessa época fiz,para que ele sentisse um pouco as dificuldades de ter responsabilidades maiores que as de apenas estudar,uma sacanagem com o Caio(não era esse o espirito da coisa,mas ficou assim na historia de nosso relacionamento),que foi a de que em uma conversa com o Motta ele dizer que precisava de alguém para ficar em um galpão dele para receber material,atender pessoas e controlar as coisas lá e eu indiquei o Caio,que para lá foi e então é que veio a sacanagem,que nem eu sabia,a existencia lá de cachorro(s) e assim teve o Caio de conviver com odores desagradaveis e em um lugar desagradavel.Para primeira experiencia de trabalho certamente foi tramatizante. Bem,como sempre meu radicalismo,minha vontade de que tudo fosse feito como eu entendia ser certo atrapalhou tudo e fez-me sair da Prefeitura e voltar para a CST(ainda bem,pois na politica eu nunca daria certo)e na época do start-up,inicio da produção siderurgica.Ocorre que com os pagamentos todos em dia,com um quadro de funcionarios redondo tornou-se necessario ao Prefeito saciar os correligionarios e assim o Motta chamou-me e informou que tinha uns nomes para serem contratados e eu rebelei-me e disse que eu não assinaria nenhuma carteira,preferindo que ele me tirasse da Secretaria,puzesse o Dom Ernani que já estava acostumado e bem treinado e eu voltaria para a CST.Ele ainda tentou que eu ficasse,colocando-me como Coordenador Geral,um cargo de nivel de secretario ligado diretamente a ele e eu fiquei sem ter nada para fazer,o que me fez fazer uma carta de demissão e entregar ao Motta em um jantar ao qual convidei ele e Marilda,na Lareira Portuguesa,ao qual compareci com TE e na qual ficou acertado que ela continuaria pelo excelente trabalho que desenvolvia e eu voltaria para a CST...Mais uma decisão impositiva minha,mais uma decisão intempestiva,firme,mas sem medir nada a não ser o que eu achava.Decididamente meu anjo da guarda,meus mentores devem ter se visto,continuadamente,em palpos de aranha,para me ajudarem,pois oportunidades foram postas em minhas mãos e eu as chutava se todos não concordassem comigo,com meus pensamentos ou será que eu sempre estive certo?Será que em alguma o certo,materialmente,não teria sido eu curvar minha coluna e aceitar as regras do jogo???Até agora eu não sei,só sei que no fim ainda deu tudo certo,graças aos meus mentores,a TE,a meus pais,a dona Hilda,a todos enfim que me circundam,se não eu estaria na maior merda...Madeira

Terezinha e a Transbrasil

Já na Transbrasil Te era,como em tudo,exemplar.Compromissada,cmpridora dos deveres com todo rigor,companheira,amiga,orientando e ajudando a todos,colegas e passageiros.O gerente,o Flavio saiu da gerencia,voltando para Fortaleza,terra natal dele,para gerenciar a Transbrasil lá,vieram outros gerentes,o Paulo Machado,depois o Afonso e ela sempre lá brilhando,comprometida,sem nunca faltar ou dar problemas,com plantões muitas vezes em datas nossas ou em Natal e Ano Novo.Lá ficou até aposentar-se e essa história é complexa e foi uma grande briga.Através da Transbrasil fizemos,por ser direito dela,muitas viagens de férias,primeiramente pelo Brasil,como para Aracaju,Maceió,Natal,Fortaleza,Florianopolis,Belem e depois para o exterior,quando a Tranbrasil começou a voar para Orlando,Amsterdam(quando esticamos até a Bruxellas),para Viena,quando esticamos por terra para Praga e Budapest e para Lisboa,quando iamos ver os parentes dela e meus.Foram viagens gratuitas e que compensavam muitas das dificuldades do trabalho dela.A saída dela da Tranbrasil foi pela aposentadoria por motivo de saúde face ao cancer que manifestou-se no seio esquerdo e valeu muita briga dela,comigo ao lado,tanto na companhia,como na pericia do INSS,pois ela não queria essa aposentadoria,por não se achar inválida e de fato não o era,tanto que depois continuou a fazer muita coisa,tanto filantropica,como estudando,fazendo curso superior,o que abordaremos a frente...Madeira

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Terezinha e a Creche de Carapina

Durante os seis anos de mandato do Motta,83/89,TE foi diretora da Creche de Carapina e apoiou a Marilda que sempre que tinha grandes dúvidas a procurava e com ela trocava idéias.A creche situada em Carapina,em uma pequena rua,atrás da via urbana da BR 101 norte,do lado direito de quem vem da Bahia,funcionava em uma casa alugada e de péssimas condições.Suja,sem pintura,com vazamentos e goteiras e o pior com funcionarios efetivos e desinteressados,o que levava as mães a também o serem.As crianças sem fazerem nada,na realidade abandonadas.Era um verdadeiro deposito de crianças,onde as mães as largavam pela manhã e pagavam de tarde,sem se importarem como eram tratadas.Não havia qualquer controle sobre as provisões deixadas semanalmente pela Prefeitura,nem pedidos feitos,sendo deixado lá o que o pessoal da Prefeitura queria.Funcionarios pegavam e levavam para casa muita coisa.TE colocou mãos a obra e desatou a organizar a Creche.De inicio como ela não podia ficar pela manhã,o que era de conhecimento e autorização de Marilda e não era nenhm absurdo pois a maioria dos comissionados trabalhava meio expediente ou até menos,ela colocou como subdiretora,cargo também de confiança,comissionado a Ivone,que ia de manhã,chegava cedinho e fazia com que as ordens de TE fossem cumpridas a risca.Implantou-se livro do ponto;horarios começaram a ser cumpridos;Te arranjou,através de mim,cursos para as funcionarias,desde berçaristas a cozinheiras;foi criada uma peqena secretaria da creche,para controle de matriculas e presença;uniformes foram desenhados por TE e todas as empregadas começaram a andar uniformizadas;mandei a equipe de manutenção da Secretaria consertar todo o prédio e pintar;meu pessoal arrumou uma área do quintal e plantou uma horta,que uma vez por semana,nosso jardineiro/agricultor ia lá dar atenção;armario com chave e cadeado foi colocado para guarda dos alimentos enviados semanalmente pela Prefeitura e LBA e somente a Ivone e Te tinham as chaves e cada entrada de alimentos e material de limpeza que entrava e saía era anotado em livros próprios;Te conseguiu que as carnes ao invés de serem mandadas,o que implicava muitas vezes em atraso na elaboração do almoço e até na qualidade do mandado,que fosse dada uma verba mensal para compra no açougue próximo,o que foi permitido;Te também conseguiu em um quilão próximo que diariamente,antes de ser jogado fora as frutas,verduras e legumes fossem mandados para a creche,onde eram separados e muita coisa aproveitada,para uns sopões que todos na creche tomavam ao fim do dia de trabalho,o que melhorou mais ainda a qualidade da alimentação servida a todos;Te conseguiu com Marilda professoras,para as crianças não ficarem ociosas e aprenderem algo;as crianças passaram a serem recebidas em condições,ou seja,limpas e arrumadas,com o uniforme dado pela Prefeitura vsetido e limpo e entregues de banho tomado,com cabelo lavado e unhas limpas e lanchadas;às mães também foram impostas obrigações pessoais,tais como virem arrumadas buscar as crianças e sendo proibidas de fumarem na porta da creche;também as mães eram dadas nas reuniões mensais palestras sobre como cuidarem das crianças em casa,em especial nas áreas de alimentação e higiene;enfim,em cerca de tres meses uma modificação total,completa,que redundou em ser a Creche de Carapina modelo para todas as demais da Serra,com direito a serem as demais diretoras e supervisoras de creches para lá enviadas para fazer estágio com TE e Ivone.A Creche de Carapina era modelo e elogiada pela LBA,que destinava verba para as creches municipais e as fiscalizava.Foi um trabalho lindo,diferenciado,com as crianças sendo bem tratadas,aprendendo algo,assim como as familias,em um ambiente limpo e agradavel.Com a minha saída no final de 83 da Secretaria o apoio não diminuiu pois continuei a apoiar através de meus contatos nas empreiteiras da CST.Dos trabalhos lá feitos Flavia pode opinar pois ela lá trabalhou como celetista,apoiando Te,na época de Taisinha recem nascida.Nesta atividade TE brilhou e ajudou muita gente,como em toda a sua vida...Madeira

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

1983:Terezinha de novo empregada e eu na Prefeitura da Serra

Terezinha,guerreira,valente,disposta a viver intensivamente pelo tempo que tivesse,pois como ela mesmo lembrava,tinha recebido um rim com mais de sessenta anos,queria voltar a trabalhar e vieram logo dois trabalhos.Um grande amigo meu,companheiro de peladas desde Fortaleza,onde gerenciava a TAP e que tinha nos proporcionado a viagem a Portugal no voo inaugural do Boeing 747 da TAP,entre Fortaleza e Lisboa e a ida de TE a Inglaterra e França,já comentada,o Flavio Wanderley,por coincidencia também tinha vindo morar em Vitoria,para gerenciar a Transbrasil e acompanhou a luta de Te com a doença renal.Conversando com ele e falando da vontade dela em trabalhar ele a convidou para ir trabalhar no setor de reservas da Transbrasil,turnos de seis horas,sentada,em um ambiente bom,limpo,refrigerado.Ela aceitou de imediato e lá foi,sempre no turno da manhã,das sete às treze horas diariamente e com plantões,um final de semana por mes.Teve de fazer cursos em São Paulo,base da Transbrasil,aprender informática,códigos aeronauticos e assim tornou-se uma aeroviária(que trabalha em cia aérea mas no chão),com um salario razoavel e as vantagens trabalhistas,as quais juntou-se o direito a passagens aéreas,para ela e acompanhante nas férias(com isso viajamos bastante).Concomitantemente o Motta,a quem eu já devia tanto,meteu-se em politica e foi eleito Prefeito da Serra e de imediato convidando-me para ir com ela e assumir a Secretaria de Administração,no mandato dele.Eu disse a ele que não era politico,mas que poderia ir para ajudá-lo no inicio da administração(o mandato então era de seis anos),tecnicamente,mas que eu não queria perder o emprego na CST e só iria se ele arrumasse a minha cessão pela CST,ou seja que quando eu quizesse voltar para a CST,lá estivesse meu emprego,minha vaga garantida.Pois ele o conseguiu junto ao Dr. Arthur Gerhardt,Diretor-Presidente da CST e assim tomei posse no cargo de secretario municipal junto com ele,no dia 31 de janeiro de 83.Disso resultou em TE ter dois empregos,pois ela tinha muita vontade de fazer alguma coisa ligada a assistencialismo,a ajudar o próximo,com honestidade,e com ampliação da visão do ajudado e a esposa do Motta,a Marilda,que tinha assumido a Secretaria de Ação Social,sempre reservada a primeira dama,sabedora disso a convidou para exercer o cargo comissionado de Diretora de uma creche municipal,o que TE aceitou,mesmo sabendo que haveria um desgaste fisico,pelo desejo de fazer um trabalho diferenciado(e o fez).Te escolheu uma creche bem pobre,talvez a pior dotada,mas que tinha a vantagem de ser a mais próxima de Vitoria.Foi a creche de Carapina e lá passou a trabalhar todas as tardes,da hora de saída da Transbrasil,chegava lá cerca das treze e trinta,após comer qualquer coisa e ficava até a saída das crianças,dezoito e pouco.Uma leoa e competente...Madeira

terça-feira, 3 de agosto de 2010

A CST,novo emprego e muita aprendizagem(81/82)

Admitido na CST em julho de l981,com a empresa em construção civil e montagem da usina siderurgica,com a segurança patrimonial vivenciando um crise,pois o gerente anterior,um major da reserva do EB,tinha sido demitido por violencias contra operarios das contratadas que faziam as obras,em um total de cerca de cinco mil peões,com a maioria morando na chamada Vila Operaria,local construído pelas empreiteiras para alojar aqueles que não eram do ES e com isso com problemas mil.Brigas,bebedeiras,furtos eram uma constante,agravados pela zona de baixo meretricio,de nome São Sebastião,em frente a portaria da Vila Operaria,ou seja,bastava o peão sair da área da Companhia,em seus horarios de folga e a cinquenta metros estavam as boates e bares com as prostitutas,que passavam de mil,segundo a policia civil capixaba.Prato cheio para muito trabalho e com a segurança sem nenhuma estrutura,planejamento de ações,equipamentos,sendo na realidade um bando,com pretenso treinamento militar,usando capacete,botina militar,o que disfarçava a má formação.Com a demissão do major,escaldada com os comportamentos de força,a alta direção colocara como gerente de segurança um engenheiro e aí,no meu ponto de vista piorou tudo,pois misturou-se o não apropriado militarismo existente com o completo desconhecimento de segurança empresarial do pessoal de engenharia,que tratou então de copiar o que já vivenciara em outras siderurgicas no País.Eu,contratado como adjunto técnico de nível superior,tinha como missão desenvolver estudos de segurança que me fossem solicitados ou determinados pela gerencia e assim pus-me a fazer,sozinho,na minha,em uma sala que recebi,junto com meu enxoval de adjunto,mesa,cadeira,cachorrinho,um pequeno movel para guardar documentos,telefone e material de escritorio,papel,canetas,etc...Estudos chegavam,sobre os mais variados temas e eu com a minha experiencia de segurança patrimonial,pois tinha montado o plano de segurança do Ministerio das Relações Exteriores,o Palacio Itamarati,em Brasilia e o plano de segurança do Edificio Séde do DPF,o Máscara Negra,entre outros,comecei a destrinchá-los,além de preocupar-me com a organização interna da gerencia de segurança,que não tinha um organograma condizente com a importancia e o tamanho da futura maior siderurgica brasileira.Ainda que tendo que pensar em duas realidades diferentes,uma atual a de uma grande construção civil e montagem empresarial e outra de depois ela funcionando,com acesso só de empregados e fornecedores.A gerencia então tinha apenas dois setores um de vigilancia,chefiado por um pedagogo(ah,ah,ah)e outra de identificação e controle de pessoal e material de empreiteiras,o setor de identificação,chefiado por um juiz de paz(ah,ah,ah)que logo foi colocado sob minha orientação.Assim meu tempo ficou todo tomado,pois escrevia muito,elaborando os estudos solicitados,em especial sobre entrada e saída de pessoas e materiais,de medidas para reduzir furtos,extravios de materiais e de controlar e assinar os crachás de pessoal das empreiteiras e de entrada e saída de equipamentos e materiais delas.A isso ainda juntava-se um plantão de final de semana,alternado entre eu e o chefe da vigilancia sobre altercações na Vila Operaria.E ainda,para ganhar dinheiro,dando aulas todas as noites e durante o dia aos sabados,sem contar que de vez em quando a Acadepol,oficiava para a CST e lá ia eu dar umas aulas extras lá,mas isso tudo era moleza,pois a familia estava junto unida e Te,com muito controle medicamentoso,mas com saúde suficiente e muita raça,para tocar a vida.Mais uma vez eu era colocado pelo destino para aprender e aprendi muito sobre o que é uma empresa,ainda mais um multinacional,pois então a CST era um empreendimento Brasil(produção),Italia(comercio internacional) e Japão(tecnologia),com diretores e funcionarios dos três países.Desse período em que fui subordinado aprendi,enfim, a engulir alguns sapos,tais como descobrir que meus estudos,após entregues ao meu gerente,tinham meu nome e assinatura apagados e ele assinava como autor dos mesmos...Em termos a CST era uma prisão,pois ela disponibilizava transporte de onibus para os empregados,refeitorio para as refeições,no caso almoço e depois para você sair de lá,em Carapina,naquela época,era praticamente impossivel,pois teria de andar até a BR e lá pegar um onibus urbano.Com isso nada de perder o onibus da empresa ou de "voar",tendo que trabalhar e trabalhar.Em compensação descobri vantagens tais como FGTS,participação nos lucros,treinamentos,assistencia médica geral de qualidade,hora extra e outras vantagens que nunca tinha tido na vida.Assumi minha condição de empregado da CST e tinha orgulho do uniforme que vestia.Nessa época de Vila Operária,nossa principal preocupação,pelo fato de envolver vida(a outra eram os furtos dos canteiros de material,para o que contratamos uma empresa privada de segurança,a Servitran,que mantinha vigilantes controlando tudo direto)deparamo-nos com o mais grave as bebedeiras e a saída foi colocar duas kombis,sem bancos,no portão de entrada da Vila Operária,que fazia o transporte dos empregados que voltavam das libações alcoolicas e da putaria,até o alojamento da sua empreiteira e que chegaram a ser quarenta.Os que chegavam muito bebados eram literalmente empilhados na kombi e entreges aos vigilantes do alojamento de cada uma.Também tinha uma ambulancia,em sistema de rodizio pelas empreiteiras,que levava os que chegavam machucados,sempre por brigas,ou para a enfermaria da respectiva empreiteira ou para um hospital público de Vitoria.Lembro uma das vezes em que e estava de plantão noturno,em um sabado,chegou um operario com um corte a navalha feito no rosto,na face esquerda,que transpuzera a face,pelo qual apesar do sangue via-se o lado de dentro da boca,a lingua e o ceu da boca...Madeira

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

81/2: enfim um emprego e a familia reunida

Retorno a Vitória,agora com todos tendo a certeza de que era o lugar de morada definitiva,com uma casa própria,escolhida e depois reformada e montada por TE,ao gosto dela,com muito trabalho e em vários lugares,de dia na CST,como adjunto técnico de segurança,ou seja assessor,a noite na FAESA e na UVV,titular das cadeiras de Administração Geral no primeiro ano e de Administração de Empresa e Administração Pública no quarto ano e de Introdução ao Direito em todo o curso básico da UVV,que atendia aos cursos de Direito,Administração e Economia,no primeiro ano,e mais,com autorização da CST,dando aulas,ocasionalmente,ou seja,quando havia cursos na Acadepol de tarde e ainda aos sabados em cursinhos para concursos,especialmente nos do Zé Maria,estava eu com muito,muito trabalho,mas feliz,ganhando o suficiente para pagar a casa,suas despesas,colegio dos filhos e demais compromissos.Aos sabados jogava,juntamente com Egydio uma pelada no Clube Alvares,do qual tinha comprado um titulo de sócio proprietário e aos domingos ia a uma praia com toda a turma, inclusive muitas vezes com o Egydio e turma dele,sendo nosso carro uma lotação,ou seja levando uma vida burguesa.Das idas a praia e dos inefaveis piqueniques,guardo como lembrança os bate-bolas e jogos de frescobol,inicialmente com Egydio e depois,por muitos e muitos anos com o Caio,companheiro em tudo e que após a infancia tornou-se além de um filho,um amigo e companheiro muito especial e querido.Meus pais,dos quais escondi minha saída da Federal,todo ano vinham passar uns dias conosco.Dona Hilda e Adelino morando juntos no Rio,na Ilha do Governador,de graça,em um apto cedido por meu pai,volta e meia vinham nos visitar,passando bastante tempo conosco.Terezinha com um controle rigoroso,tomando remedios muito fortes,corticoides,mas bem,com muita disposição,mostrando a vontade de viver e sem fazer restrições a nada.As crianças crescendo enfim com uma base fixa e podendo fazer e ter amigos.Nesta época consegui mostrar bastante este Estado,onde nos radicamos,inclusive através de um amigo dono de uma empresa de helicopteros aos filhos,pois fizemos um voo de helicoptero saindo do aeroporto de Vitória e sobrevoando todo o litoral da Grande Vitoria até Guarapari.Enfim uma vida normal,sem percalços maiores,transferencias de Estados com mudanças de residencias.Madeira

As dificuldades do meu retorno:81/1

Cheguei em Vitoria,com uma pequena bolsa de mão,sem lugar para morar,nem emprego e tratei de me virar,conseguindo logo um quartinho,alugado de um ex-colega da PF,hoje advogado militante,então papiloscopista,Valdir.Ele morava com a esposa,também papiloscopista,sós,em um ap,no prédio da então Yung,hoje Ricardo-Eletro,na avenida Princesa Isabel e eu lá fui morar,tendo como mobiliario apenas um colchão de solteiro,no chão.A pouca roupa era colocada também no chão e a comida era o que dava para comer.Fui a FAESA e a UVV,onde tinha turmas e apresentei-me sabendo que por estar quase em abril,só poderia voltar em agosto,no segundo semestre,mas tratando de segurar turmas,que de fato vieram,mas na área de administração,pois as de Direito,que eu era o titular,ficaram com o Egydio.Voltei a ACADEPOL e de imediato consegui várias turmas,pois estavam começando vários cursos de formação e eu tinha tempo e prestigio.Enfim fiquei mais tranquilo,pois não passaria mais fome.As noites estavam livres e eu não podia só ficar chorando de saudades de TE e das crianças e de arrependimento pelas minhas atitudes.Assim,por sorte minha,o Diretor da Academia,Dr.Valdir Vitral,que era professor da FADIC,Faculdade de Direito de Colatina,levou-me lá e tinha,em pleno abril,uma vaga para professor de EB,Estudos Brasileiros,face a titular,por motivos particulares,professora Hilaria Pergentino,esposa do dono professor Pergentino,ter de se afastar da sala de aula.Peguei no ato e assim as segundas feiras eu ia na kombi da FADIC,para Colatina,saindo às dezessete horas,onde dava aulas e voltava,chegando no meu quartinho cerca da uma da manhã.Às sextas feiras repetia,mas dormia lá,no alojamento da Faculdade,voltando depois do almoço,por conta da Faculdade,chegando em Vitoria cerca das quinze horas.Lá conheci e convivi com alguns luminares do Direito espiritossantense,como os depois desembargadores Adalto Tristão,Jorge Goes,Sergio Bizzoto.Aos domingos normalmente almoçava no Egydio e telefonava para Te.Foram quatro meses de muitas dificuldades,falta de dinheiro,tristeza,dúvidas, muitas dúvidas sobre meus comportamentos e sobre o futuro de minha familia...Porém,graças aos meus mentores,mesmo sem que eu o merecesse,uma luz abriu-se a nossa frente,pois vi em um anuncio,um recrutamento para ser analista de segurança patrimonial da então em construção CST-Companhia Siderurgica de Tubarão.Em junho,próximo ao retorno do pessoal,com a promessa de entrega de nossa casa pelo inquilino,com quem eu tinha contatado e informado dos meus problemas e que aceitou sair da casa,um pouco antes,sem qualquer multa de qualquer das partes,fiz a seleção e passei,o que com o meu curriculo não deve ter sido muito dificil,pois tanto nas entrevistas,como nos exames fisico e psicologico saí-me bem.Assim,quando o pessoal todo voltou do Ceará,as coisas já estavam melhores,com a nossa casa de volta,idem as aulas nas faculdades,para agosto e um emprego novo e decente,que comecei em julho de 81.O maior trabalho foi o de recuperá-la,pois estava meio bagunçada,mas só ter conseguido que o inquilino saísse sem maiores problemas,já valeu.Será que eu aprendi algo?Acho que não,que ainda fiz mais algumas merdas,mas sempre com uma proteção maior do que eu merecia e mereço...Madeira

terça-feira, 20 de julho de 2010

O Ceará e o desapontamento - fim de 1980

Com a saída da Federal,TE recem transplantada,dividas várias,desde a prestação da casa ao estudo das crianças e como única fonte de renda as aulas,com o convite recebido do Ceará,do dono da Coca-Cola do Nordeste,da Bahia até ao Pará,no Norte,Sergio Philomeno,de uma das familias mais tradicional do Ceará,que inclusive tinha um irmão deputado federal,com um salario excelente,resolvi ir de volta para o Ceará e Te não aceitou a ideia de eu ir sozinho até sentir-me firme para levar a familia e quis ir de imediato.Antes porém Sergio Philomeno mandou-nos,eu e TE para Atlanta,sede da Coca-Cola mundial,para conhecê-la e fazer todos os exames sobre o transplante,o que nos encheu os olhos e assim eu e Te fomos para os States,para Atlanta/Georgia,onde em um hospital mantido pela Coca ela durante três dias,fez uma série de exames sobre o transplante e conhecemos a cabeça mundial da Coca.Nos exames feitos com um profissionalismo e funcionalidade americana,ou seja exames de então última geração,ainda não existentes no Brasil,tivemos como laudo que estava tudo excelente e que os medicos brasileiros tinham feito um trabalho perfeito, excelente,o que fez os medicos que assistiam TE muito felizes e agradecidos.Na volta de Atlanta eu e Te passeamos um pouco pelos States,indo a Orlando e a Disney,onde andamos em um monte de brinquedos,não radicais e depois a Miami,onde ela fez algumas compras e passamos por um aperto,pois certo dia ela teve vontade de ir ao banheiro e o foi em um banheiro em um bar e eu fiquei no corredor,próximo a porta dela,o que foi certo,porque ao ela sair vinham dois negões e iam a cercando e apertando contra a parede se eu não corresse e a abraçasse,avisando essa é minha,poderia dar-se um problema.Também em Miami,onde fala-se mais uma lingua muito parecida com o espanhol,pois grande parte da população é de imigrantes,ao tomarmos o taxi no aeroporto eu quis dar como endereço Miami Beach e não Miami City,para ficar na área litoranea,onde já tinha hospedado-me de vez anterior e deu-me um branco e eu só lembrava de que lá tinha um mini trem para passear e aí eu dizia para o motorista,que para meu azar era americano e não latino,para levar-nos adonde tinha um trencito e ele não entendia e Te ria de mim,mas no fim consegui ir para onde queria.Após isso,sem qualquer despesa,com tudo pago pela Coca-Cola,desde o envio da mudança, incluindo o transporte de nossa cadela,a Agata,passando pela estada em hoteis de luxo de Vitoria e de Fortaleza e aluguel de casa lá,fomos todos juntos,com Joana,para Fortaleza,onde alugamos uma casa no bairro da Aldeota e matriculamos as crianças no Batista Americano de Fortaleza.Isso no final de 80.Unidos começamos nossa nova vida lá,sendo minha missão a de montar uma fundação,com o nome do patriarca,já falecido dos Philomeno,Pedro Philomeno,o que comecei a fazer.Com muito estudo a montei e começamos após a montagem legal a do local funcionamento.Infelizmente e aí mais uma vez entrou o meu radicalismo,Sergio Philomeno pediu-me pra organizar também a parte administrativa da Coca e pronto deu-se a merda.Comecei a organizar pelo organograma e as ligações hierarquicas,entrei pela competencia das áreas e as atribuições dos empregados e daí as medidas organizacionais,o que começou a incomodar os funcionarios antigos e amigos de anos do Sergio Philomeno.Assim,com cerca de três meses,mais ou menos em março de 81,em mais uma reunião de diretoria,no qual eu explanaria mais medidas organizacionais,entre as quais muitas também de economia,sendo a principal a restrição e controle de telefonemas,em especial interurbanos,sobre os quais não existia qualquer controle,com contas estratosféricas.Quando eu,em uma mesa retangular,após distribuir o documento básico,explicava como iria funcionar esses controles,fui interrompido pelo assessor de imprensa da instituição,um jornalista,que eu já conhecia,Venelouis,dono de um pequeno jornal local,pediu a palavra e disse que eu estava dando uma de honesto,mas não o era,porque tinha feito a empresa pagar o transporte de minha cachorra.Fiquei puto e disse para ele que se o tinha feito tinha sido com autorização do Sergio Philomeno,ele respondeu entre dentes que isso era abuso e desonestidade.Resultado: meu espirito de violencia veio a tona,empurrei a cadeira para trás pulei em cima da mesa,segurei-o pelos cabelos e dei-lhe um murro na cara,que quebrou os óculos dele e espirrou sangue e aí veio o susto,pois ninguém sabia,muito menos eu,que ele era careca,pois ao cair da cadeira para trás ele deixou a peruca na minha mão.Deu-se o bafafá,com alguns segurando-me e outros o socorrendo.De imediato o Adilberto,amigão desde os tempos da PF/CE,retirou-me da sala e escondeu-me para não ser preso em flagrante por agressão e lesão corporal.Fiquei escondido até o dia seguinte e o Adilberto conseguiu que não fosse registrada a ocorrencia,o escandalo,que também não interessava a Coca-Cola,nem ao Venelouis,este acho que até pela peruca,segredo pessoal.Soube que ele levou alguns pontos e aprendeu a respeitar um homem que procurava fazer tudo certo.Bom,em poucos meses já arrumava eu um problema,perdia outro bom emprego,tudo por querer ser perfeito e dono da verdade...Resultado final dessa que virou aventura:através do Adilberto,que na época estava passando para a Policia Civil do Ceará,através de concurso para delegado e tinha o bico de assessor para assuntos policiais da Coca-Cola,sendo também amigo pessoal do Sergio Philomeno,rescindi o meu contrato,recebendo tudo,via Adilberto,a quem devo muito,inclusive o retorno,com todas as mordomias da ida.Como nisso já tinha começado o ano letivo das crianças e eu estava desempregado,com a nossa casa em Vitoria alugada,por sinal,a um engenheiro mineiro da CST,que depois viria a ser meu colega,o Geraldo Teodolindo,tive,contra a vontade de TE,de voltar só,para procurar emprego e retomar as minhas turmas,que eu tinha passado para o Egydio.Deixei com TE,via Adilberto,todo o dinheiro que tinha de receber,tanto de salarios até junho de 81,época da volta de todos e eu voltei para me virar,confiando apenas no meu taco,com a cara e a coragem,sem emprego,nem dinheiro...Madeira

Recomeço de vida - 1980

Nunca pensei que sentiria tanto e que sofreria tanto por sair da PF.Levei muito tempo somente pensando nos fatos e sofrendo.Não tinha coragem de passar pela avenida Vitoria,pela frente da PF e noite após noite,deitava e chorava copiosamente,fazendo de tudo para Te não o ver,ou indo para o closet de nosso quarto ou afogando o rosto no meu travesseiro ou ainda indo sentar do lado de fora de casa,ao ar livre,para sentir a friagem da noite me consolar,olhando o ceu e pedindo proteção a DEUS.Relembrava tudo que tinha feito pela PF,os sacrificios que tinha submetido a minha familia,as ausencias,as dificuldades,os parcos salarios,as mudanças de residencia,as viagens continuadas e cada vez sentia-me pior e desamparado.Ao meu pai não tinha coragem de contar por saber que ele iria sofrer muito e sentir muito.Ao Sidonio,que tentou me ajudar,indo falar com o Moacir a respeito,do qual ouviu que eu jogava bola com os agentes,como grande pecado,eu falei e assim fui tocando a vida dando minhas aulas,agora de manhã,tarde e noite,felizmente com Te e as crianças bem.Recebi na época alguns convites.Um foi do grupo Camilo Cola,do Diretor Administrativo da Viação Itapemirim,o José Luiz,que tinha sido meu aluno na FAESA.O convite era para fazer parte da equipe em um cargo administrativo,mas fui lá e depois de saber as condições,ainda que com um excelente salario,não aceitei,pois vi logo que teria vida curta.Segundo ele o comendador Camilo Cola exigia dedicação exclusiva de seu staff,sem hora para nada,a não ser para ele,ou seja,de repente ele te chamava e voce tinha de ir e fazer o que ele quizesse e como quizesse...Não era minha cara.O fábrica de ceramica Eliane,na Serra também chamou-me para Diretor Administrativo,mas as informações também não me agradaram.Fui sondado,através de um parente do governador,meu aluno na FAESA,para ser indicado para superintendente do IBAMA,na época em greve,cargo politico que também agradeci.O Chefe do serviço de informações da Secretaria de Segurança,um coronel da PM,Sebastião Gonçalves,também levou-me ao Secretario e fui convidado a ser delegado da policia civil,naquele tempo era cargo comissionado,não tinha policia de carreira e bastava ser bacharel em direito e ser indicado por algum politico ou alguém amigo do rei e pronto era nomeado,mas sem qualquer garantia,pois se desagradasse algum figuraço estava demitido e eu já vinha pronto e acabado,pois tinha curso de formação de delegado da PF,vários outros cursos,incluisve no exterior e até o curso superior de policia,o que ninguém tinha no ES.Vi logo,que além do baixo salario e do baixo nível,havia tudo que eu combatia na PF ou seja politicagem(e a mais a corrupção e a violencia) e senti que seria aceitar e na primeira batida de frente eu estaria na rua.Então veio um convite qie achei muito bom,mas não foi,pelo contrario era o pior de todos,mas eu não sabia:voltar para o Ceará e montar uma fundação para a Coca-Cola do Nordeste. Conversei com Te,como em todos os fatos e ela achou bom e lá fomos nós de volta para o Ceará,todos juntos,pensando que seria para toda a vida.Às vésperas do embarque vi fotos em um jornal aqui do ES dos agentes da PF em greve,a primeira do órgão,sentados na porta da SR,jogando cartas,ou seja,tudo que acho errado em um órgão policial e que eu combatia ocorrendo,o que até me deu algum alivio,por sentir que a PF que eu idealizava não mais existia...Madeira

sábado, 17 de julho de 2010

Setembro de 80 e a saída doída da PF

Com Terezinha,ainda que com muitas restrições pela proximidade do transplante e com muito medo dos médicos de uma rejeição,mas sentindo-se melhor a cada dia,com ânimo,fomos tocando a vida e eu dedicando-me ao trabalho e brigando com todo mundo,face ao meu sonho de uma policia perfeita.Perfeita como?Sem influencias politicas,sem atendimento a pedidos de pessoas ditas influentes,que não visse a cor ou categoria social das pessoas objeto das apurações,que tratasse efetivamente a todos com atençâo e educação,na qual houvesse clareza nas responsabilidades,uma forte hierarquia,mas uma hierarquia baseada no exemplo vindo das lideranças,dos chefes maiores e sem a presença de sindicatos,de greves,de corporativismo e sem uma clara divisão de grupos tentando dominar a corporação(esta já estava acontecendo) e de qualquer prejuizo ao povo em geral,o que eu via claramente estar para acontecer.Através do que podia eu reclamava à ADPF e não aceitava nada desse tipo.Tive um grande problema ao prender duas socialites,uma filha de um deputado e outra do prefeito da capital,por problemas tributarios e cada dia mais sentia que a revolução tinha acabado,com o Figueiredo fazendo e aceitando conchavos politicos,dando forças aos politicos,em nome dessa pseudo democarcia em que vivemos,na verdade uma tremenda e injusta demagogia,onde os fortes,os ricos,os dominantes economicamente,que são sempre os mesmos perpetuam suas vantagens.Eu que já tinha representado como assessor do DG contra ele algumas vezes,estava sofrendo e desanimado e então com um salario muito pequeno,que complementava com muito esforço dando aulas a noite nas faculdades e em cursinhos aos sabados.Então veio a gota de água,o final de tudo.No mês de agosto,próximo ao final,em uma operação contra tráfico,uma equipe nossa trocou tiros com um traficante,que levava junto esposa e filhos e morreu uma menina que estava com ele,em um sabado a noite.Fui de madrugada para a superintendencia,assumi a apuração,determinei a instauração do inquerito policial para apurar os fatos e lançei no livro de ocorrencias do delegado de dia,conforme era de minha responsabilidade como coordenador policial,mantendo a imprensa afastada do caso.Na segunda apresentei o relatório ao SR e ele virou o bicho comigo esculhambando-me e eu não aceitei e parti para o confronto,pois as medidas eram de responsabilidade policial e não administrativa.Simplificando a história,sem que eu soubesse ele solicitou a Direção Geral a minha suspensão por trinta dias e eu trabalhando normal,ainda que sem dar muito papo a ele.Então já com a punição publicada em boletim reservado,mas que todo mundo acabava sabendo e em todo o Brasil,fui chamado a sala do SR e lá estavam todos os delegados reunidos,para tomar conhecimento da punição que seria lida pelo corregedor.Uma tremenda traição,desmoralizante,que me obrigou a entregar o cargo de coordenador policial,por vergonha,por amor próprio.De imediato afastei-me do serviço e derrotado,acabado,com um imenso amor pela instituição que tinha ajudado a criar,que tinha me entregue de corpo e alma,com prejuízo de todos ao meu redor,em especial de minha familia e fui para casa chorar.Após algns dias de pensamentos tentei me mexer e reverter a situação,mas em Brasilia,mesmo aqueles que me conheciam,na quase totalidade,à exceção de um ou outro como o Marco Antonio,depois também injustiçado e do Anconi,diretor da ADPF,viraram as costas para mim,tendo o DG,o Moacir Coelho negado me receber e mandado a Vitória para saber na verdade o que tinha acontecido(porra após ter assinado a minha punição),um certo Walter Dias,corregedor,que era amigo intimo do SR,o Alexi Daher.Ora,a emenda pior do que o soneto.Fui lá,depus para o esse tal de WD,sabendo que nada adiantaria e senti que o que iria acontecer seria eles no fim acabarem por me demitir e me colocar na rua,pois havia o clima de corporativismo e eu nunca filiei-me a nenhum grupo,muito menos e esse então dominante,dos delegados antigos,oriundos da policia dos distritos de Brasilia,que inclusive tinham birra com os tenentes da GEB,grande parte então já delegados,pois achavam que nós(eu não pois não fazia parte de nenhm grupo)iriamos derrubá-los.Nessa altura Terezinha que acompanhava minha angústia,o sentimento de dor de injustiça por mim sentidos,sem que eu soubesse,tinha sabido pelo Egydio que estava havendo uma reunião de delegados na SR com o WD,para assuntos diversos,fonou para o Alexi e começou a falar com ele ao fone e deixou-o pendurado no fone e correu para lá(moravamos atrás da SR,minutinhos a pé)e invadiu a SR,meteu a mão na porta do gabinete do SR e esculhambou com eles todos,desde o Alexi pela covardia,ao WD pelo maucaratismo e aos delegados locais pelo medo de comentarem qualquer coisa a meu favor.Acabado de falar virou as costas e voltou para casa.Quando eu cheguei em casa e soube fiquei a um tempo orgulhoso dela e do amor que ela nutria por mim e por outro todo torto pelas consequencias e que vieram,pois foi instaurado um inquerito contra ela,no qual eu fui depor e que não deu em nada porque eu liguei-me com Brasilia e negociei com o DG,através do Coordenador Policial Central,Alceu,que era do time deles,o arquivamento desse inquerito,a minha não transferencia já decidida para o Piauí e o sem efeito na minha suspensão desde que eu pedisse demissão do DPF.Óbvio que eu tinha de aceitar pois não podia ir para um Piauí da vida,com a mulher recem transplantada,punido e perseguido e para ficar encostado.Ainda tentei uma licença sem vencimentos de dois anos para o tratamento de familiar doente,mas não aceitaram,só após eu ser removido e aí FIM do DPF.Depois de meu pedido de demissão ser publicado em boletim,foi tornada sem efeito a minha punição e pelo menos saí com a ficha limpa.Assim,no dia de aniversário de TE,17 de setembro de 1980 entrei pela última vez na SR,apenas na portaria,no protocolo geral e dei entrada no pedido de demissão,acompanhado de minha carteira funcional e da minha arma oficial.No entanto ainda tive de voltar mais uma vez ao prédio da PF para prestar um depoimento para o Egydio a pedido dele,que estava afastado de licença médica face a dores na coluna,já operada,por força do acidente sofrido,na capotagem do carro em que estava e do qual eu tinha sido testemunha e o socorrido,o que fiz e assim o ajudei a aposentar-se por invalidez na PF,o que ele conseguiu e o ajudou inclusive a quitar os dois aps,da Mata da Praia e de Guarapari,que eu tinha indicado e ele tinha adquirido financiado pelo Banestes...Madeira