sexta-feira, 7 de maio de 2010

As atividades policiais na DR/Paraná

Ao apresentar-me na Delegacia Regional do DPF no Paraná o fiz ao Gen Denizart,da reserva do EB,que tinha como Chefe de Gabinete,ou seja o responsavel pela parte funcional/administrativa,un delegado da policia civil do PR,Moupir Amaral,com quem me relacionei muito bem e que sempre apoiou-me muito.Fui designado para chefiar como titular a Delegacia de Repressão a Entorpecentes,que ninguém queria,pois era a "boca podre",face aos nossos hermanos paraguaios e sua desorganização interna,na área policial,sendo então(e ainda hoje)Foz do Iguaçu,uma das principais portas de entrada das drogas em nosso País.Como o foco principal era na região fronteiriça recebi também acumulativamente a Delegacia de Repressão ao Tráfico de Pessoas,responsavel pelo comercio de brancas,como era chamada a retirada de prostitutas do País e também pela apuração de crimes cometidos contra os indigenas.A partir daí ou eu fazia o meu nome a ferro e fogo ou não faria carreira e seria mais um Delegado "banana".Decidi é óbvio fazer tudo certo e muito bem,tanto por vergonha na cara como por ter aprendido com meu pai e no EB que missão se cumpre e muito bem e então com o apoio de Terezinha,valente como era,que tocou praticamente sozinha a casa e a educação dos filhos,inclusive aprendendo a dirigir e liberando-me para tocar a minha carreira e então vivi durante os quase dois anos que lá trabalhei,praticamente no interior,trocando tiros com traficantes e fazendo flagrantes,com grandes apreensões de drogas,naquele tempo só maconha e alguma cocaína,mas muito pouca.Mandava a minha equipe levantar os dados de arquivo ou com a policia civil e até mesmo indo ao interior e depois eu ia com o meu escrivão,excelente em todos os aspectos, inteligente,trabalhador,corajoso o João Vicente Campos de Carvalho e com o apoio das instalações da delegacia de policia local,onde faziamos os flagrantes e deixavamos os presos.Iamos normalmente em um fuscão de placas frias,com o armamento pessoal, nossos revolveres.38 e cada um com uma metralhadora INA.45,escondida dentro de uma caixa,que tinhamos bolado,identica a um violino.Em Curitiba ficavam outros agentes,com ordens de missão fizando investigações e prisões em flagrante,lavradas pelo delegado de plantão,escala a que eu não concorria,pelas viagens.As diligencias e prisões mais complicadas eram em Foz e Guaíra pelo tráfico internacional,com a presença de traficantes mais bem armados e paraguaios,mas sempre fui muito bem protegido pelos meus proterores e nunca matamos ninguém ou nos ferimos,também graças aos nossos planejamentos serem muito bem feitos.Era inclusive muito comum ao estourarmos os "muquifos" haver a fuga dos vagabundos que deixavam a mercadoria,o que por sermos poucos,não os pewrseguiamos,até por já termos os nomes e as prisões posteriores serem questão de tempo.Madeira

Um comentário:

  1. Hoje a polícia parece menos disposta a botar o pé na estrada, confiando mais nos computadores e apostando mais no espetáculo.

    CAIO

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