sexta-feira, 14 de maio de 2010
Meados de 1972 e nova mudança profissional
No inicio de 72 ocorrerram as provas de progressão funcional,a distância,para subida de nível na carreira,nas quais dei-me muito bem e logo após um concurso interno para o preenchimento de cargos de assessoria da Direção Geral do DPF,no qual fui inscrito face as minhas notas e colocações nos cursos já feitos na ANP.Pela primeira e única vez em minha vida fui primeiro colocado(sempre fiquei entre os primeiros,sendo principalmente o terceiro lugar uma constante).O resultado foi que fui indicado para ir ser assessor do Diretor Geral,em Brasilia.Pô,eu tinha saído de Brasilia,vendido meu ap e queria fazer carreira e voltar para lá,essa não...Disse um não forte,mesmo sabendo que poderia significar um retrocesso na minha carreira e segui meus trabalhos,que estavam repercutindo lá Paraná,onde eu também fazia palestras nos colégios sobre os riscos do uso das drogas e também pelo Brasil,pois eu fazia parte da equipe da ANP de cursos volantes e principalmente nos resultados dos meus trabalhos na repressão ao tráfico.A DRE(Delegacia de Repressão a Entorpecentes)da DR/PR de uma das últimas colocações na apreensão de drogas,prisões de traficantes e flagrantes feitos,passou para uma das primeiras no País,batendo semana após semana,seus números.Então veio a recompensa,recompensa(?) e fui indicado,desta vez sem possibilidade de dizer não,o que também não me interessava,pois a indicação era para ser o Delegado Regional no Maranhão,ou seja,a possibilidade de ser o chefão,o que dava-me a chance de comandar a minha maneira,de liderar a todos,acompanhar a tudo e realizar tudo da minha forma,a enfim chegar ao ápice da carreira,ainda muito jovem,trinta e dois anos e com uma carreira de pouco menos de três anos de Delegado,mesmo tendo antes exercido tais funções.Deve ter sido um choque a noticia para Terezinha,principalmente por ser Curitiba uma cidade padrão,em todos os aspectos e só termos um pauperrima ideia do que seria São Luiz,mas ela como sempre companheira,entendeu que era uma carreira e uma promoção.Sabiamos apenas que lá teriamos de novo um clima tropical a nossa espera.Assim,aproveitamos os meses de junho/julho,auge do frio,para entrarmos em trânsito,tendo eu levado ela,as crianças e Hilda de ônibus para o Rio(nosso carro,a Variant foi no caminhão da mudança),onde ficaram no apto de Bonsucesso com dona Hilda,tendo eu mandado a mudança para o MA de caminhão,com uma ocorrencia triste,a do nosso cachorro,um viralatas que as crianças tinham adotado,correndo atrás do caminhão da mudança e sumindo com ele na esquina.Eu permaneci mais um tempo só em Curitiba até passar as Delegacias.Quem fez a nossa mudança foi a transportadora do então presidente do Coritiba,o Chinês(apelido)Dr.Evangelista.Lembro-me do dia de minha despedida de Curitiba,onde voltaria depois várias vezes,tanto para dar cursos,como a passeio:foi um sabado,dia dois de junho,com um sol lindo,céu sem uma nuvem,mas com um frio de dois graus,em um vôo da VARIG,às dez horas da manhã,para São Luiz.Nem preciso dizer a fossa que tomou conta de Cenira e Mauro,agarrados que estavam com a gente.Valeu,Curitiba,cidade educação,cidade cultura,povo educado,tranqilo,reservado, mas muito bom.Madeira
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Excelentes lembranças de lá - pena que a cidade tenho dois clubes tão cafajestes na história do Fluminense (o Atlético em 1996 e o Coritiba em 2009).
ResponderExcluirCAIO