sexta-feira, 7 de maio de 2010

Principais ocorrencias a frente da Delegacia no PR

Como sempre dei sorte nas minhas decisões incovenientes ou pelo menos diferentes do comum.Ocorre que logo após eu ter apresentado-me e iniciado minhas atividades houve a mudança do Delegado regional saindo o Gen.Denizart e assumindo outro General da reserva do EB,Alcindo Pereira Gonçalves,inteligente,trabalhador,sempre bem humorado, amigo,com quem me relacionei muito bem,pois com o antecessor eu com uma semana já estava queimado.Ocorre que ao me apresentar-me fui informado que o tal de Denizart era grosso e que tratava todo mundo aos pontapés e achava que os delegados da PF eram uns bostas.Bem,eu disse aos colegas que comigo ele estava fu,pois eu não aceitaria e não deu outra,pois em determinado dia fui falar algo com ele e ele quis gritar comigo e ele era um coroa,de cabelos brancos,magro,alto,empinado,mas eu estava no auge da minha forma fisica e nunca levei mesmo desaforo para casa e eu o avisei "o senhor trate de falar comigo baixo e de me respeitar se não vou lhe enfiar a mão na cara,derrubando-o dessa cadeira e depois vou gritar para virem lhe socorrer,dizendo que o senhor caiu da cadeira"(que era giratória).Ele ficou lívido e eu fui para o lado da mesa dele e da cadeira,onde ele estava sentado e ele ficou calmo rapidinho e parou de falar alto.Nada como um mais maluco,para resolver o problema.Eu sabia que eu estaria em algum momento fu,mas dei sorte,mais uma vez e ele caiu fora de lá.Lá dei uma escorregada administrativa feia e de bobeira mesmo e se não fosse inimigo de mentiras e se não assumisse todas as cagadas que faço,não sei o que ocorreria.Ocorre que fui fazer um trabalho em Foz e lá ao usar as dependencias da delegacia local,chefiada pelo delegado estadual,dr.Alfeu,recebi dele de presente duas calças jeans,coisa barata se comprada no Paraguai,que ele tinha apreendido e não tinha feito a devida apreensão e instaurado o competente inquérito policial,limitando-se a mantê-las na delegacia e dando de presente a autoridades locais e visitantes,ou seja as distribuiu e eu otário as recebi e em Curitiba dei as duas para a Hilda por serem muito grandes.Ocorre que alguém denunciou o delegado e foi instaurado processo na Justiça Federal sobre o caso.Intimado a depor contei a verdade,confirmando o fato.Nesse momento vi o juiz e o procurador ficarem enrascados,pois já tinham prestado depoimento vários outros agraciados,tais como juízes,desembargadores,enfim várias autoridades e todos disseram não ter recebido nada e daí,tinham mentido e só restou a eles me liberarem,achando que eu era doido e arquivarem o processo,se não...De outra vez,eu estava respondendo pela Delegacia de Estrangeiros,face a férias do titular e recebemos um alemão irregular no Pais e que era alcoolatra,dependente total de bebida e que tremia muito e não conseguia nem falar nas crises de abstinencia.Chamei o consul da Alemanha para as providencias administrativas que o caso requeria,de inicio ouví-lo em cartório e ele não conseguia ficar sentado,nem falar nada.Então dei uma de invencionice e com o de acordo do consul,mandei comprar uma garrafa de cachaça de pior qualidade que houvesse.Foi impressionante.Ele bebeu de um gole todo o conteúdo da garrafa e ficou em um estado de consciência bom,que permitiu dar o depoimento,devidamente traduzido pelo consul e assiná-lo.Depois colocamos ele no xadrêz e dormiu o dia todo,sendono dia seguinte entregue aos cuidados do consul.Também lá passei pela desagradavel experiencia,depois repetida na vida pessoal,de assistir,então presidindo,uma exumação,no caso de um indio assassinado e em um inquerito por mim presidido.É tétrico e mal cheiroso.Também lá pela primeira vez assisti a terrível cena de receber uma mãe,aos prantos,pedindo que fossemos prender o filho,por não aguentar mais ser furtada,ameaçada se não entregasse o dinheiro da aposentadoria dela,para ele ir comprar drogas.Lá estourei muito local de drogas e conheci o que é o vicio e suas consequencias.Após a GEB,de outra forma,onde agi e enfrentei disturbios de massa,foi o outro local em que fui policia na expressão da palavra e que me faz rir de criticos de ações da policia,pois eles não sabem da adrenalina que é participar de um tiroteio,que é conviver com sobressaltos,de enterrar companheiros e consolar seus familiares.É muito fácil criticar,sem ter vivenciado.Madeira

Um comentário:

  1. Quando tá tudo sujo pela corrupção o cara que bota a boca no trombone é dado como maluco mesmo e acabam deixando tudo pra lá, hahahaha!

    CAIO

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