sexta-feira, 11 de junho de 2010
Lembranças pessoais do Maranhão(3)
Outras ocorrencias de realce foram uma com o Laís e a minha turma e outra comigo e Caio.Nesta,certa noite,Caio começou a queixar-se de dores nas articulações,ficando todo rigido,sem conseguir dobrar os joelhos e braços e eu o coloquei no carro e rumei,com ele gemendo para o hospital,isso na faixa de meia-noite.As ruas do centro de São Luiz são apertadas e só cabe um carro de cada vez e já próximo do hospital,deparei-me a minha frente com um caminhão de lixo parado,esperando os lixeiros pegarem o mesmo.Saltei,rápido e pedi ao motorista que puxasse o caminhão até uma esquina próxima,para eu passar e fdp disse que eu esperasse.Naquele tempo eu andava armado o tempo todo e puxei a arma e encostei na cabela dele:nunca vi um caminhão de lixo sumir tão rápido e deixando para trás os lixeiros.Com o Caio era uma virose e medicado ficou sem as dores e logo bom.Já com o Laís,em uma das minhas viagens a serviço,Terezinha,que tinha aprendido a dirigir em Curitiba e o fazia muito bem,pegou as crianças e com a Tania,esposa do Ismael,que já morava lá,com a Isadora,filha mais velha deles,resolveu ir a praia do Calhau,deserta e perigosa,mas foi uma curiosidade dela.O nosso carro,a Variant vermelha,na hora dela voltar,atolou na areia,pois no Maranhão em todas as praias os carros vão até perto da água.Ela,a Tania e a Hilda não conseguiram desatolá-lo e pediram ajuda a um morador,único,que estava a porta do casebre,olhando tudo e sem nada fazer para ajudar e ele tirou sarro delas e disse que se virassem.Elas se viraram e com muito esforço conseguiram sair e voltar para casa,mas Te passou pela Delegacia para pedir ao Franklim para ver se tinha quebrado algo embaixo do carro e contou a ele o ocorrido.Resultado o Franklim falou com o Laís e este mandou uma equipe buscar o cara,que levou uns tapas para aprender a respeitar mulheres e crianças.Eu só soube disso depois ao retornar.Outro fato foi uma porradaria que arrumei no ginásio de esportes da cidade,que ficava logo atrás da Delegacia,em uma pracinha.Jogavamos lá,o time do DPF,contra determinada equipe e a torcida dessa,começou a nos ofender e a zombar de nós,que não tinhamos torcida,só nos jogadores,cerca de dez e eles uns cinquenta.A coisa chegou em um ponto de atirarem chapinhas e pedrinhas em nós.Aloprei e parti para cima,pulando a pequena cerca e distribuindo porrada a torto e direito,no que fui acompanhado por todos os nossos,destacando-se o agente Pessoa,grande e muito forte.Eles então começaram a fugir,correndo para fora do ginásio e nós atrás batendo,completando com um chute na porta de um fusca em que alguns estavam,que afundou.Nunca vi um ginasio esvaziar tão rápido...Madeira
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Hahahahaha!, essa história do ginásio eu conhecia, sensacional... E essa do caminhão de lixo está na minha memória - ou então eu a ouvi e criei o cenário da memória.
ResponderExcluirCAIO