sexta-feira, 11 de junho de 2010
Lembranças pessoais do Maranhão(4)
As visitas de dona Hilda lá rarearam,pois era muito longe,só de avião,que era muito caro.Mas,com ela lá,também manifestava-se meu padrinho,Pai José e seu amigo,seu Boiadeiro,sempre nos orientando,animando,confortando.Em uma das idas dela veio o pedido de ajudarmos o Ismael e familia,o que já tinhamos feito,certa feita,quando em Curitiba,quando ele recem casado com Tania,teve um entrevero e ela teve de ir passar uns tempos conosco lá,até ele ir buscá-la e se acertarem.Lógico aceitamos e vieram eles e eu arrumei um bom emprego para o Ismael no Banco do Estado do Maranhão,com o Dr. Eduardo e que ele na realidade fazia através de nosso serviço de informações, onde ele aprendeu tudo(formularios,atividades,outros) e aplicava no banco.A Tania contratei para trabalhar na administração da delegacia,arrumei casa e mobiliei para eles e assim recomeçaram mais uma vez a vida de casados,ficando conosco enquanto ficamos lá.Também no Maranhão Te fez curso de francês,na Aliance Française e terminou o ginásio,pois ela só tinha o primário e inteligente e raçuda como era,tinha de crescer,sendo um absurdo se ficasse somente como dona de casa.Os horários que as crianças estavam no colégio e o apoio de Hilda facilitaram tudo.No Natal e Ano Novo de 72,resolvi tirar férias e ir para o Rio de carro,na possante Variant.Colocamos na parte trazeira,após rebater o banco de trás,um colchonete,os travesseiros e lá viajaram Hilda e as três crianças.Na frente eu dirigindo e Te,de co-piloto.Foi uma viagem épica,de vários dias,por estradas no interior do Piauí de terra,com almoço em um puteiro em Piripiri,que quando notado por Terezinha ela voltou para o carro com as meninas e só almoçamos eu e Caio,dormida a primeira em Petrolina na divisa de Pernambuco com Bahia,deste lado fica Juazeiro,no dia seguinte em Salvador,onde já tinha alugado um ap na ASCB,Associação dos Servidores do Brasil,que já não existe,em plena praia de Amaralina e onde ficamos dois dias,descansando e passeando,depois esticamos até Pedro Canário,na divisa da Bahia com o Espirito Santo,onde dormimos,terminando pela travessia de balsa de Niteroi para o Rio,pois ainda não havia a ponte Rio/Niteroi.Resultado:no Rio vendi a Variant,voltamos de avião e no Maranhão comprei uma Brasilia azul,zero km.Nas outras férias resolvemos fazer um cruzeiro maritimo até Manaus,em companhia de nossos compadres,Nelson e Sylvileia,padrinhos de Flavia,que moravam em Belem,onde o Nelson era gerente geral da cia de cigarros Souza Cruz.De avião fomos para Belem,onde ficamos alguns dias passeando e depois pegamos o navio brasileiro de cruzeiro Anna Neri e seguimos pelos rios amazonicos,em uma viagem espetacular até Manaus,onde ele ficou ancorado por dois dias,para as compras na zona franca local.As crianças ficaram com dona Hilda,como sempre,que foi para São Luiz passar uns tempos conosco.Por fim,as vésperas de sair do Maranhão perdemos a Hilda,pois ela conheceu um rapaz,seu esposo até hoje,o Antonio Carlos,apelido de infância Totó,funcionario estadual,formado em administração,com quem se casou,tendo três filhos e netos e passando a morar em definitivo lá.Interessante foi que para casar com Hilda o Totó sofreu na mão de Te e de dona Hilda,pois o namoro foi acompanhado de muito perto,arrochado mesmo e só sendo permitido o casório,após ele montar casa,com todos os pertences,indo as duas até contar as quantidades de toalhas de cama e mesa...Perdemos a Hilda e arrumamos uma outra,esta maranhense,também sem família,a Léa,mulata,mais alta,magra,que nos acompanhou até Brasilia,quando resolveu voltar para o Maranhão e então a Hilda nos arranjou a Joana,que até hoje nos apoia...Madeira
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Essas viagens eram épicas mesmo, com muito sanduba embrulhado na cesta, fitas do Roberto Carlos e mil paradas. E sem cintos de segurança, veja só! Hoje são tantas as frescuras das autoridades pra se sair de carro...
ResponderExcluirCAIO