sábado, 11 de julho de 2009

Externato São José,o meu ginásio(lay-out)

De 1951 a 1956,do admissão ao ginásio,seis anos de ensino marista,de qualidade impar,de disciplina e aprendizagem,de muito esporte e de desenvolvimento físico,cultural,com muitas amizades que deixaram marcas.Instalações excelentes,em um amplo terreno,à rua Barão de Mesquita,próximo a praça Saens Peña,com o Colégio Militar mais a frente na esquina com a São Francisco Xavier e daí ao estadio do Maracanã,um pulo.A entrada do colégio já impressionava com portões de grade de ferro pesados,um amplo e claro pátio,com estátuas,à esquerda do fundador dos Maristas e a direita de São José e em frente uma porta de madeira de lei,gigantesca,toda trabalhada,que dava ao prédio uma aparencia de nobreza,que ele na verdade tinha.A partir daí encontrava-se uma construção clara,de dois andares,com um pátio interno quadrado,grande,descoberto e de areia no centro,que só tinha por finalidade dar um espaço de ventilação e amplitude,pois o que existia eram a salas de aula,em torno dessa abertura,com um piso de ladrilho sóbrio,muito bonito.A direita da entrada estava a sala mais temida,a do reitor,que era o diretor,o responsável pela disciplina,a quem cabia a aplicação das penalidades de suspensão e expulsão.A esquerda estava a secretaria,para pagamentos,retirada e entrega de documento em geral.Nos cantos esse quadrado estavam as escadas para as salas de aula do segundo andar.Nas laterais as salas do terréo,que eram dos menores,para evitar as escadas,do admissão,em especial.O ensino Marista era referencia e ainda é e tinha fila para matrícula,tendo durante os anos cinquenta e seguintes sempre três e até quatro turmas de cada série,separadas por letras,ou seja A,B,C e D e om o alunos colocados por ordem de número de matricula e após em ordem alfabética e assim quase todos os anos que lá estudei os colegas da série foram os mesmos,mas os de sala mudaram.Bem,do lado de fora nas laterais das salas,existiam quadras de basquete e volei e muitas árvores,mas na realidade eram espaços para claridade e ventilação das salas.Já ao fim desse quadrado gigante,que não era fechado,abria-se a área do recreio e que era concomitantemente o nosso campo de futebol.Lá faziamos ginástica,denominada "calistenica",três vezes por semana e disputavamos,ao domingos,pela manhã,após a missa,os campeonatos inter-classes,por série,com oito jogadores em cada time,um torneio por semestre.Era um campo de terra batida,com oito imensas e frondosas árvores,alinhadas perfeitamente,quatro de um lado e quatro de outro,a cerca de cinco metros das laterais.Mantendo-se a descrição reta,a partir da entrada principal,depois do campo tinhamos um espaço coberto,grande,comprido,no tamanho do campo,mais ou menos,uns sessenta metros,onde ao fundo ficavam os banheiros e a frente várias mesas de ping-pong.Do lado esquerdo dessa área coberta,onde ficavamos quando chovia,ficava a cantina,que eu não frequentava,por trazer minha suculenta merenda da padaria Lais.Atrás dos gols tinhamos a direita,a igreja,grande,onde cabiam todos os alunos nas missas de domingo,obrigatórias e que,após as mesmas era o momento de receber as cadernetas com as presenças e notas de disciplina de cada semana e no fim do mês,junto,o boletim com as notas mensais.A esquerda era o acesso a uma das áreas proibidas aos alunos,o refeitório e os quartos dos irmãos professores,à exceção de em um dos cantos,o esquerdo do laboratório de ciências.Entre esta construção e a cantina existia uma passagem para chegar-se a quadra de basquete e volei e uma área de atletismo,com pista para corrida e caixa de saltos em altura e distância utilizados nas competições internas e no treinamento das seleções do colégio,pois disputavamos tudo que era torneio estudantil.As salas eram amplas para quarenta alunos,com carteira de dois lugares,janelões grandes,com cortinas de lona grossa,para proteção do sol,levantadas por meio de cordas que as enrolavam e a lousa ao lado da porta,o que tornava impossível qualquer fuga para matar aula ou saída não autorizada.A frente da lousa,que cobria toda extensão da parede,tinha um grande tablado,onde circulava o professor e de subida proibida aos alunos,no meio do qual estava a mesa do mestre.As carteiras duplas onde sentavam-se os alunos eram definidas,no primeiro dia de aula do ano,pela altura,ficando os mais altos no fundo da classe e como a entrada em sala era feita em forma,com o mais altos a frente,que quando tocava o segundo sinal,entravam e dirigiam-se aos seus lugares,sem tumultos.Após todos sentarem-se é que o professor que ficava na porta esperando todos entrarem e sentarem,assomava a porta,quando todos tinham de levantar-se,aguardando o mestre subir ao tablado e autorizar que nós nos sentassemos.Esta é a descrição física do colégio e de parte de sua rotina.Madeira

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