sexta-feira, 10 de julho de 2009
Puberdade e adolescencia,segundo ciclo
O retorno de Portugal,com a reinstalação no sobrado,que ficara sob o cuidados de Sidonio,já formado,tenente do Exército brasileiro,servindo em um das mais importantes unidades,o glorioso Regimento Sampaio,na Vila Militar,marcou o reinicio dos estudos e o principio de uma liberdade vigiada,para mim.Vejam que educação esmerada,com príncipios claros,limites idem,conhecimento do mundo aos poucos.Buscando sempre o melhor ensino do Rio e próximo de casa,meu pai encaminhou-me para o Externato São José,dos Irmãos Maristas,à rua Barão de Mesquita,bem perto lá de casa,cerca de dois quilometros,sendo plausivel ir a pé ou pegar um bonde,ao fim da rua Antonio Basilio,na esquina com a Pinto de Figueiredo com a Barão de Mesquita.Era coisa de minutos chegar lá,a pé,quinze e de bonde cinco,se tanto.Lá após um teste de português e matemática,tirado de letra,fui matriculado,em 1951,no admissão,uma série intermediária que existia entre o primário e o ginasial,estes ambos de quatro anos de duração,já sendo assim,naquela época de nove anos o ciclo fundamental do ensino brasileiro.Em casa tudo continuava na mesma,agora reforçado para meu gaudio com a presença mais constante de meu irmão,que salvo quando estava de serviço ou em manobras,dividia o quarto comigo e os programas que eram coerentes com a minha idade.Amigo incondicional,conversava direto comigo,tirava todas as dúvidas própria da puberdade,com seus primeiros pelos e apelos do sexo.Eu lia os livros dele,as obras de nomeados autores portugueses,brasileiros e estrangeiros,do quais lembro-me bem de um livro que li e reli inúmeras vezes pela descrição picante das relações amorosas dos personagens intitulado"O crime do Padre Amaro",de Eça de Queiróz e outro complicadíssimo,que quase fundiu minha cabeça,de Dostowesky,intitulado,"a loura dolicocéfala",alem de ter lido de cabo a rabo,"os Lusíadas" do grande Luis Vaz de Camões,isso sem citar todos os demais livros,centenas,que faziam parte da biblioteca particular de meu pai,esta só de livros de autores lusos,como Almeida Garrett,Alexandre Herculano,Manuel Maria Barbosa du Bocage,Padre Antonio Vieira,os já citados Eça e Camões e de Sidonio,esta eclética,com autores como José de Alencar,Gonçalves Dias,Castro Alves,Olavo Bilac,Machado de Assis,Euclides da Cunha,Jorge Amado e com grande parte deles de guerras e de grandes guerreiros,como Napoleão,Duque de Caxias,outros.Eu de minha parte,além dos livros ganhos na infância tinha todos os escritos de Monteiro Lobato,meu guru de histórias infanto-juvenís.Então era colégio pela manhã,estudo e leitura a tarde,com umas saidinhas para bater uma bola,com uma turma de meninos vizinhos,a noite papo com eles na esquina da padaria,andar de bicicleta nas proximidades de casa,uma Monark azul,grande,de freio contra-pedal,na qual eu aprontava muito,com grande equilibrio e habilidade,ganhando corridas no bairro,equilibrando-me nela,sem as mãos,ficando em pé nela,dando finos,com apenas um acidente,quando quase caí no rio Maracanã e me arranhei todo e com uma ocorrencia policial,pois eu tinha mania de pegar carona nos bondes e onibus,pendurando-me neles de bicicleta,sendo puxado por uma das mãos e em uma dessas ocasiões fui detido por uma radio-patrulha e levado para a casa,onde por sorte minha quem nos recebeu foi Sidonio,que escutou a história e conversou comigo,nada falando com o pai,se não seria uma baita surra,pela vergonha de ter-me envolvido com a policia;também fiz uma áfrica,em ter certa ocasião,já mais taludo,ter feito,junto com três colegas a volta do Rio de bicicleta,o que durou praticamente todo o dia,tendo subido,puxado por um bonde até o Alto da Boa Vista,descido pelo Joá e voltado pela Zona Sul e Centro, até em casa e,por fim,aos domingos o almoço com meu avô Madeira e após o Maracanã. Interessante foi como aprendi a andar de bicicleta,tendo como professor meu pai,que deu-me a bicicleta,mandou-me montar nela,segurar o guidon,após o impulso inicial,no caso dado por um empurrão dele e olhar para frente sempre,nunca para o chão ou para as rodas,que eu não cairia,pois a bicicleta andando manteria meu equilibrio e para parar seria só freiar e quando ela estivesse parando colocar os pés no chão e assim foi ele empurrou-me,pedalei,dando velocidade e não caí.Não sei onde ele aprendeu isso,mas funcionou.Eu não era brigão,mas me meti em algumas brigas,sempre indigestas e nas quais acabei apanhando.Uma foi na casa de meu avô,quando instigado por um sobrinho dele,o Zeca,saí para brigar com um cara maior do que eu e mais velho,de nome Leopoldo e levei um cacete,para aprender que tamanho é documento.Em outra lá em um campinho da turma da José Higino,em uma pelada,comprei briga com um criolo forte,baixo,mas atarracado,de apelido Boneco e foi foda:dei minhas porradas,mas apanhei bastante...Madeira
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Tipicamente tijucana, tipicamente carioca.
ResponderExcluirHábitos que foram reproduzidos, na classe média brasileira, até meados dos anos 90. Agora, com a net tomando conta de tudo, esses comportamentos são basicamente das classes sociais mais baixas.
Infelizmente.