quinta-feira, 2 de julho de 2009
Meu primeiro colégio:alfabetização e primário
Colégio da Companhia de Santa Terezinha de Jesus,localizado no Largo da Segunda Feira,à rua São Francisco Xavier,bem na esquina com a Conde de Bonfim,lá situa-se este colégio das Irmãs Terezianas e foi onde iniciei meus estudos,sendo alfabetizado e fazendo os quatro anos do então curso primário.Pré-primário,com duração de um ano, quando fui alfabetizado e foi mole,pois em casa eu,sózinho,mas rodeado de jornais e revistas,já reconhecia letras e brincava de as juntar.Foram quatro anos,de estudos sérios,com muitas atividades,leituras,indo de ônibus escolar,dirigido pelo seu Antenor,um velhinho simpatico e cuidadoso,que me pegava e deixava na padaria,mas também com muita disciplina e castigos,quando fazia bagunça ou falava em aula.Minha professora titular foi a Madre Alzira,uma mulata,gorda,já com alguma idade,que ensinava muito bem,exigia muito,ruim de nota,que usava sem dó,nem piedade um palmatória,que para que não nos esquecessemos de seu poder corretivo,ficava pendurada atrás da mesa dela,que ficava sobre um estrado,mantendo-a em uma posição bem superior e aumetando a distancia e o temor da mestra.Antes desta correção havia o de ficar em pé,a frente da turma,virado para a parede,As salas eram amplas,de pé direito alto,as turmas eram separadas,meninos de um lado e meninas de outro,sendo até o recreio separado.As madres,todas vestidas de preto,pareciam urubus,buscando sempre algo de errado,para avançarem e nos punirem.No recreio,comia meu suculento sanduiche de presunto,com refrigerante,trazido da padaria,com algum chocolate de complementação.As brincadeiras,nesse intervalo de recreio,eram de pegar,aquela correria que sempre redundava em joelhos esfolados,pique,bandeira,chutar pedrinha ou chapinha de garrafa e era em um grande e comprido patío,com algumas palmeiras imperiais.Lá foi a minha aprendizagem de fazer guerra de giz,fazer e jogar aviãozinho,arremessar bolinha de papel,usando a regua de madeira,colocar rabo de papel nos outros,tudo regado a boas notas nas provas e más notas em comportamento.Lá também apareceu o meu lado de justiceiro,certamente parte de minha personalidade e parte do exemplo de meu lar,onde reinava a verdade acima de tudo,custasse o que custasse,com um delicadeza bem lusitana.Havia,na minha sala um garoto babaca,todo malhadinho,pintadinho,que com isso tinha o apelido de "Abelha" e volta e meia era cascudado pelos outros colegas,longe dos olhos das madres,na hora do intevalo.Eu buscava não deixar que fizessem isso com ele,tirando-o de perto do grupo.Bem determinado dia um grupo grande resolveu levar as réguas,naquele tempo de madeira para o recreio e dar uma surra de régua no Abelha e eu ao perceber isso entrei na frente dele e briguei com o grupão,com muitos pontapés e tapas,até ser um verdadeiro escandalo e as madres verem e intervirem.Mais um castigo.De lembrança a satisfação de ter sido correto com minhas idéias e alguns arranhões e manchas roxas.Nunca mais voltei nesse colégio e poucas são essas recordações.Mas valeu pela alfabetização excelente,com muita leitura,pela disciplina imposta,hoje em desuso,da qual guardo como lembrança principal a de ter de levantar quando a professora entrava em sala,onde já estavam todos os alunos e de levantar,após o sinal de término,para ela sair,só após os alunos sairem,ordenadamente e pelos primeiros conhecimentos,em especial da lingua pátria e de nosso País.Madeira
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Sensacionais recordaçoes, um belo complemento aos posts dos outros blogs. Curioso perceber que, com algumas décadas de diferença, grande parte disso tudo eu mesmo vivi e vivenciei nas minhas escolas.
ResponderExcluirSou eu, o Caio!
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