domingo, 11 de abril de 2010

1966,a gravidêz de Terezinha e minha primeira viagem internacional pela Interpol

Após o retorno da lua de mel e a volta a rotina do trabalho na chefia da Interpol,com um lindo e novo lar,tudo novo na vida,vem em abril,quando faziamos dois anos de namoro,de enlevo com Terezinha,a noticia da gravidez dela e então sem a minima condição de saber qual o sexo da criança,sendo tudo uma espera do dia de nascimento,também sempre meio chutado,mas que seria no final do ano.Os cuidados com Terezinha se redobraram,com almoço sempre em casa,finais de semana integrais junto e a presença constante de dona Hilda,passando sempre alguns dias,todos os meses com a gente em nossa casa,mas ainda dando atenção a Ivone,que tinha gerado,no ano anterior uma menina,primeiro filho dela e do Egydio e que nos tinha sido dada em batismo,nossa afilhada,Monica.Assim,os domingos sempre eram no Minas de manhã e o resto na casa deles,com papos e sonhos fraternos.Nesse ano,no mês de setembro,ocorreu a conferencia anual da Interpol,reunião dos chefes de Interpol do mundo todo e que nesse ano foi em Berna,capital da Suiça,para onde fui,junto com um outro DPF,Dr.Gilberto Alves Siqueira,com passaporte diplomático,de capa vermelha,que abre portas mesmo,em todos os aspectos de prioridades e fomos via Paris.Foi meu batismo internacional,salvo a estada de um ano em Portugal,quando ainda era criança e logo representando meu País e no Velho Mundo.Bem,como é óbvio e como Terezinha estava muito bem de gravidêz,apesar das dificuldades financeiras que passavamos(pouco dinheiro face as muitas prestações:móveis,eletrodomésticos,outros),deixei-a no Rio,na casa de dona Hilda e aproveitei a viagem,na ida com tempo em Paris,apenas para deixar o aeroporto e pegar um trem de luxo para Berna,mas na volta para ficar cinco dias em Paris,visitando-a toda e de lá ir para Portugal e conhecer os parentes de Terezinha que lá viviam.Na reunião da Interpol aprendi muito,representei o Brasil em reuniões tematicas,em especial de combate a drogas e dinheiro falso e nas plenárias,isso tudo durante dez dias,com todas as noites tendo atividades culturais e festividades,muito lindas e no final de semana no meio do congresso passeios espetaculares,dos quais o mais lindo foi pelos lagos suiços,nos Alpes,bordeando as fronteiras lacustres com Alemanha e Itália.Depois Paris,com passeios seguidos,conhecendo Louvre,Tulherias,Champs Eliseés,Arco do Triunfo,Torre Eiffel,Folies Bergères,Montmatre,enfim tudo,aproveitando quinze dias de dispensa que eu tinha conseguido com minha chefia maior.Depois cinco dias em Portugal,onde fui recepcionado pela chefia da Interpol portuguesa,ficando dois dias em Lisboa e lá hospedado no hotel Tivoli,conduzido a passeios em todos os lugares turisticos de lá e no entorno(Cascais,Sintra,Mafra,Fátima,outros) e depois fui para o Porto e Lamego,onde passei três dias na casa do avô de Terezinha e parentes,tendo sido tratado no colo,literalmente.Foi uma estréia internacional maravilhosa e da qual voltei ainda com bastantes dolares,das diárias economizadas,que deram para comprar depois uma carro para receber o primogenito,na maternidade.Volta e mais cuidados maiores Terezinha,grávida,com compras feitas fiado em um supermercado que a associação de funcionários do DFSP tinha e que em uma determinada vez nos deixou com dificuldades,pois faziamos uma lista apertada,só do necessário mesmo,pois tinhamos todo o meu pagamento comprometido com as coisas compradas para o apto em dez vezes.Eu recebia vinte e dois mil cruzeiros e pagava de prestações dezenove mil,restando três mil para comer e sobreviver.Em uma das compras,com a listinha amarradinha,curtinha,Te,de bata,ao virar-se para pegar alguma compra,o vestido enrolou e derrubou quebrando uma garrafa de vinho...que obviamente tivemos de pagar e deixar de comprar alguma coisa para comermos.Muitas vezes no final do mês era só pão e ovo.A viagem,com seus dolares,veio representar um grande desafogo,acrescentado com o fim das prestações em dez vezes(setembro acabaram) e de repente ficamos com dinheiro sobrando,depois de muitos meses de dificuldades,podendo então até comprar uma TV,único eletro que não tinhamos,pois eu tinha preferido comprar até máquina de lavar para poupar Te,mas o dinheiro não tinha dado para a TV.Foi uma festa,pois Te não aguentava mais ficar em casa sózinha e só poder escutar rádio ou os poucos discos que tinhamos.Como ela dizia o que ela mais escutava era o estalar do sinteco novo...Madeira

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