sábado, 24 de abril de 2010
1969,lá vem a primeira filha e mais uma briga funcional
1969,já apto e muito bem preparado,no modelo mlitar,ou seja com muito descortinio e prática,para as novas funções,dediquei-me as mesmas,inclusive mantendo contatos seguidos com outros órgãos da área de informações e contrainformações,hoje denominada,"inteligencia".Com muito esforço e persistencia e apoio de auxiliares competentes,como o Balbino e o Dórea,rodamos bem.Em casa a novidade de Terezinha grávida e com acompanhamento da gravidez em Brasilia,com um excelente obstetra,Dr.Paulo,no hospital da L-2 Sul,bem pertinho de casa e já acertando fazer o parto no Rio,com o Levy,na mesma maternidade São José em Mesquita,onde o Caio nascera.Este muito bem,após algumas dificuldades naturais dele,tais como não querer mamar no seio,o que nos obrigava(eu ficava no apoio,ao lado)a tirar o leite de Te para um chuquinha,onde então ele mamava.Também era bem agitado a noite(desde então gostava da noite) e de dia,tendo andado muito cedo e já estando em creche com um ano.Tinha o quarto só dele onde brincava sem incomodar muito com suas centenas e centenas de carrinhos de plástico pequeninos,com que fazia intermináveis e encurvadas filas.Também tinha uma caixa grande de madeira,onde guardava os brinquedos,esvaziando-a no inicio da manhã e guardando todos os brinquedos a noite.Na época não tinhamos carro e usavamos o carro que o Egydio tinha direito como chefe da garagem,eu dirigindo,pois ele nunca quis aprender.Sempre estavamos juntos.Para buscar melhorar e ter um carro novo,eu tinha feito um consorcio de um fusca e para trabalhar o carro oficial buscava-me em casa,onde tudo corria muito bem,com o importante apoio de dona Hilda que vivia lá e visitas ocasionais de meus pais.Minhas peladas e jogos continuavam intensamente,durante a semana de salão e mirim(society)na superquadra em que morava e nos finais de semana no Minas Brasilia,de onde tinha um título de sócio proprietário.Estava tudo excelente,após as dificuldades iniciais do primeiro ano de casamento,com dinheiro suficiente,mas esta vida é para lutas e dificuldades continuas e lá vinha mais uma.Lá pelo inicio do segundo semestre ocorreu uma reunião dos órgãos de informações da séde do já DPF,pois tinha sido trocado o nome e fomos informados,eu e o chefe da DOPS,o companheiro Firmiano Pacheco,também ex-tenente da GEB,ele oriundo da PM/SP,também formado em Direito,um baita expert em policia politica,que nossos setores seriam fundidos,ou seja o serviço de informações da DOPS seria integrado ao nóvel Centro de Informações do DPF,por mim montado.OK,ordem não se discute,cumpre-se,até aí tudo bem,mas,fomos informados de que os dois ficariamos com nossos cargos comissionados e os dois comandariamos as ações do centro.É óbvio que de imediato não aceitei,avisei ao chefe de gabinete do Diretor Geral que eu não dividia comando e que eu estava fora.Indisciplina?Ainda bem que meus mentores acalmaram meus chefes,pois encarar a revolução,um coronel do EB e dizer que não faria algo,só meio doido ou ferrenho defensor de seus principios como eu.Fui então transferido para a Academia Nacional de Policia,no setor policial sul,onde encontrei na direção da mesma o major do EB Walter Aranha,que designou-me para chefiar a seção de cursos e concursos,cargo de função gratificada,uma merreca a mais e lá procedi a mais uma montagem de uma área da PF,pois lá não existia nada,nem concursos,nem cursos de formação,apenas um ou outro curso de atualização.Isso deu uma baixa de salario de cerca de 40% e voltaram as vacas magras com Terezinha grávida,já próximo de dar a luz,prevista para setembro.Muito trabalho,montando cursos,traduzindo apostilas do inglês,muito mais pelo conhecimento do que pelo da língua,dando aulas,nos cursos que lá ocorriam e então estudando a noite,pois tinha sido criado em Brasilia uma nova universidade,o CEUB,Centro Integrado Universitário de Brasilia e que ofereceu cursos superiores,com ingresso direto e com aproveitamento de disciplinas,a quem já tinha algum outro curso superior da mesma área e eu tratei de inscrever-me e passei a cursar uma área que muito me atraía:História.Sem dinheiro para pagar tratei de fazer testes e para ser bolsista fui jogar futebol de campo no CEUB,pois alem do filho do dono ser fanatico por futebol e um bom centro avante,o Adilson Peres,era uma forma de disseminar a marca.Com isso chegamos ao título de Brasilia e a disputar o então primórdio do campeonato brasileiro,a Taça de Prata.O interessante era que os nossos treinos eram das seis às oito horas da manhã/madrugada,no campo dos bomneiros,próximo ao Palacio do Planalto,pois todos trabalhavam. Madeira
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