sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ainda 1969,nasce Flavia

Em fins de setembro levei Terezinha para o Rio,já de carro novo,um fusca 1969,tirado no consórcio,primeiro carro zero km,com Caio,após ter tido de dispensar uma doméstica,nossa primeira auxiliar,a Leia,uma goiana,que tinha batido a nossa porta pedindo emprego e que foi uma excelente auxiliar e que então retornou para o interior de Goiás.Lá esperariamos no ap de dona Hilda,em Bonsucesso,o nascimento de Flavia,que recebeu este nome de última hora,pois a ideia inicial de Te era batizá-la de Luciana,mas na época tinha uns festivais de música e uma delas que fez sucesso chamava-se Luciana e foi uma epidemia de lucianas,o que levou Te a mudar o nome para Flavia,o que convenhamos é mais bonito.Também nessa época já tinha se enraízado lá em casa,isso desde após o nascimento do Caio e sempre que dona Hilda estava conosco, principalmente ás quartas feiras,o nosso"culto no lar",com ela,dona Hilda, recebendo/incorporando o espirito de meu padrinho,certamente a quem dei e dou muito trabalho,Pai José de Aruanda quase sempre com o seu compadre,Seu Boiadeiro.Nunca fomos de fazer trabalhos,nem nos foi pedido isso,havendo muitas conversas,onde ouviamos,não sendo dado a pedidos,pois sempre,mesmo sem entender,achei que meus problemas são meus e eu que tenho de resolvê-los.Nessas conversas era recorrentes sempre orientações para fazermos o bem,prestar caridade ao próximo,ser correto e recebiamos passes e conforto face a quaisquer dificuldades porque passassemos.Coisas muito limpas e boas,sendo que os recebiamos com muito carinho e alegria.Bem,setembro chegou ao fim e Flavia não nasceu,vindo a nascer em dois de outubro,passados alguns dias dos nove meses previstos.Lá dentro devia estar muito bom.No entanto se demorou a decidir o dia de vir ao mundo,nesse dia acelerou.Eram cerca de quatro horas da tarde quando Te sentiu as contrações do parto,a levei de carro correndo para a maternidade,em Mesquita,chuvia uma chuva bem fininha,uma garoa e ao parar o carro e ir ajudá-la a saltar estourou a bolsa de água ao ela se dobrar para saltar da parte de trás do fusca e entrei com ela correndo levando-a para sala de parto.Enquanto ela lá ficava no trabalho de parto corri de carro e fui buscar o Levy,pois não existia celular e ele estava em outro hospital trabalhando.Só me lembro muito bem dele em uma vemaguette correndo na minha frente e eu atrás,já escuro,com uma chuva fina,persistente,muitas vezes derrapavamos e enfim chegamos e um médico nissei,que estava de plantão na maternidade já tinha recebido a Flavia por volta das seis horas da tarde,hora da "Ave-Maria".Tudo bem,enfim e como Caio,já que nossas familias eram do Rio,a registrei como nascida na casa de seu José e dona Hilda,à rua Proclamação 876 apto 104,em Bonsucesso.Então não se exigia nem um comprovante do hospital,bastando um dos pais ir ao cartório e declarar o nascimento e os dados familiares,que foi o que fiz.Flavia nasceu grande e forte,maior do que o Caio,clarinha e gordinha.Dentro da nossa filosofia de que padrinhos tinham de ser pessoas próximas,mas que não tivessem laços sanguíneos,escolhemos o Nelson,meu amigo e colega de muitos e mutos anos e a esposa Sylvilea para padrinhos de Flavia e assim,na Igreja que tinhamos casado e onde o Caio já tinha sido batizado,a Igreja de santa Terezinha,na Mariz e Barros e lá batizamos Flavia.Após isso deixei Te e Caio no Rio,com dona Hilda e voltei ao novo trabalho na ANP,querida e amada,onde aperfeiçoei-me e ensinei com muito tesão sempre,voltandopara buscá-los quando do meu aniversario,quando fomos de carro para Brasilia,com Te e Caio no bando de trás e Flavia deitada na parte de trás do banco traseiro,naquele pequeno bagageiro que tem nos fuscas.Madeira

Um comentário: