sábado, 17 de abril de 2010
Equipamentos do DFSP
O armamento no inicio do DFSP era o revolver 38,acautelado a cada policial ao tomar posse,com direito a uma carga de munição(seis cartuchos),que só era trocado se gasto em operação e a metralhadora INA,que era acautelada aos órgãos,na pessoa do chefe maior e que só podia ser cedida aos policiais para e durante as operações que prevessem a possibilidade.Bom,os policiais que eram operacionais,ou seja que trabalhassem em áreas de confronto,como repressão ao tráfico e ao contrabando e,em especial,nas fronteiras,tinham sua arma particular que era a que usavam nas operações,tanto para se adaptarem totalmente a mesma,como para poderam desfazer-se dela,se necessário.Isso era uma constante e ainda é hoje em dia.Usavamos,quando em operações sigilosas,documentos frios,ou seja,com dados ou profissões outras.As viaturas eram 90% não ostensivas,ou sejam descaracterizadas,de cores comuns,com placas frias,pois toda policia judiciária é investigativa e para isso necessita de não ser percebida.A maioria dessas viaturas eram fuscas e algumas veraneio.Já as para estourar,fazer prisões e apreensões eram ford f-100,pretas e amarelas,com sirene e xadrêz.Não queimavamos agentes usando viaturas ostensivas,nem usavamos passes livres ou carteiradas,para permitir boas investigações.As equipes de abordagem e prisão eram conhecidas e ostensivas,mas os que investigavam nunca.Já na área administrativa tinhamos instrumentos de trabalho que hoje já não existem mais,sendo peças de museu,explicando:para tirar cópias a máquina era uma copiadora a calor,chamada de "thermo-fax",que tirava cópias a quente,em um papel amarronzado, cortante,de pouca vida útil(nada dessas copiadoras modernas);documentos eram levados de um setor para outro em mãos de mensageiros,fechados em envelopes,com seus dados lançados em pequenos cadernos,onde o recepcionista do setor assinava o recebimento;documentos de serviço eram remetidos para outros Estados em malotes diários,expedidos pelo protocolo central dos órgãos,ou seja havia primeiro a remessa por protocolo para o protocolo central,que separava por malote para as superintendencias regionais,indo então tudo por avião dos Correios para o destino;correspondencia urgente era remetida,já datilografada,em formulários próprios,para a Divisão de Comunicações,que funcionava no oitavo andar e que então os remetia para o destino,por telex,sendo que quando era para a sede da Interpol na França ou para outra congenere eram codificados,em um código próprio da Interpol;na Divisão de Comunicações havia também a possibilidade de as chefias falarem via rádio com outras chefias nos Estados,em casos de urgencia(isso com muito chiado e quando conseguia-se a comunicação;as difusões de pedidos de captura feitas para as regionais,cerca de 25 superintendencias então,eram feitas em lotes de cinco,com original e as cópias carbonadas,tudo datilografado,em máquinas de escrever macânicas,pois nem elétricas existiam então,repetindo-se assim cinco vezes a elaboração de cada oficio circular;o arquivamento dos documentos era feito em dossiês,imensos,guardados em grandes arquivos de aço,com chaves,em pastas suspensas e as fichas de localização em ficharios idem,normalmente de oito a dez gavetas.Portanto hoje tudo obsoleto e mastodôntico,ridiculo mesmo.Madeira
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário