sexta-feira, 23 de abril de 2010

1967,rotina,tranquilidade,Interpol organizada,com Congresso no Japáo

1967 foi um ano sem novidades,dominado por uma rotina gostosa,com muito trabalho,ainda longe das lutas politicas,só dedicado a Interpol,que já tinha conseguido colocar à minha moda,com as duas seções funcionado,a de Estudos comandada por um então agente,depois delegado brilhante,dono de um inglês fluente,ex-professor do Yazigi,o gaúcho Paulo Nasi Brum,que inclusive depois substituiu-me na chefia geral,responsavel pela análise de toda a documentação recebida e das orientações à seção de Informações,que as difundia,esta chefiada por outro companheiro,Luiz Carlos Guedes e tinhamos os arquivos muito bem organizados,assim como todos os controles burocraticos.Ainda lá trabalhavam o meu grande e especial amigo Altamir Balbino,responsável pelas investigações em Brasilia e outros agentes.Em casa tudo tranquilo,com muito amor e companheirismo,com almoço sempre em casa,as noites umas peladinhas de futebol society,sempre com o Egydio junto e aos sabados e domingos no Minas Brasilia,com jogos pelo mesmo,de futebol de campo(um gramado gostoso)e muita piscina,sempre eu,Te e Caio junto com Ivone/Egydio e os filhos,pois além da Monica,nossa afilhada,eles já tinham tido o segundo filho,dois meses antes do Caio,em outubro,o Raul.O Egydio nunca aprendeu a dirigir ou teve carro e assim sempre eu ia buscá-los e deixá-los.Nosso ap todo prontinho,completo,tudo novo,sob medida,enfim uma felicidade só.Viagens poucas,a não ser uma muito grande,em setembro,para o congresso anual da Interpol,em Kioto/Japão.Fomos eu,o Paulo Brum e o Diretor Geral do então já DPF(nome mudado de DFSP)Cel.Florimar Campelo e esposa que só ficaram conosco no Japão.Como era uma viagem longa,para o país nosso antípoda,arranjamos eu e o Paulo a possibilidade de tirarmos uns dias de dispensa,para curtirmos uns dias a mais dessa viagem única.Assim e com passaporte diplomático,o abridor de portas e facilidades,como ter prioridades,não ter revistas em aeroportos,enfim um tapete vermelho,fizemos um roteiro maravilhoso,tanto para ir como para voltar,com o trabalho no meio.Fomos pelo Pacifico e voltamos pela Europa.A descrição dos locais está no meu blog sobre viagens e lugares conhecidos.A ida,quinze dias antes da data de inicio do congresso,foi pelo México,USA,direto para Hollywood,onde ficamos hospedados e conhecemos tudo,com passeios em todo o entorno,chegando a Long Beach e Las Vegas,de lá fomos para o Havaí,onde nos hospedamos em Honolulu,em um hotel em frente a praia de Waikiki,por uma semana.Daí direto para Tóquio e de trem bala para Kioto,onde fizemos o congresso,com uma atuação brilhante,parte cultural linda e passeios a Osaka,Nara,outros.Na volta a Toquio um tempo para conhecê-la e para compras e as fiz através de mimica,comprando muitas perolas,lá baratíssimas.De Toquio além de sua grandeza,com uma avenida de comércio feérica,a Ginza,lembro de uma ocorrencia,envolvendo eu e o Paulo Brum,que foi determinado dia,após semanas só ouvindo e falando inglês,ao estarmos descendo de elevador do apto no hotel para a recepção,entrou uma pessoa no elevador e perguntou "desce?" e nós não entendemos,somente algum tempo depois é que notamos,já na rua,que o que tinhamos ouvido era em português.Retorno via Mediterraneo e Atlântico,com direito a cortezias de estadas e passeios à Tailandia,onde fomos,eu e o Paulo,com uma noitada,onde além de comermos tailandesas,comemos sapo com talharim,sabendo-o apenas depois do jantar,Paquistão,Libano,com passeios ao redor,como ao vale de Balbeck(Siria),Roma e Lisboa,onde separei-me do Paulo e fui até a casa de meu pai,que lá estava passando uma temporada,em Argeriz.Enfim um trabalho que virou passeio,com muita mordomia,conhecendo lugares lindos.Ah,Terezinha ficou com o Caio no Rio,na casa de Dona Hilda.Foi bom demais e inesquecível.Dona Hilda e seu José nos visitavam com frequencia e tudo corria muito bem.Caio dava um banho de inteligencia,jogou a chupeta fora em um passeio no Lago do Paranoá e nunca mais aceitou,isso com poucos meses de idade e andou com sete para oito meses e de uma forma muito interessante. Caio logo que ficou durinho foi posto em um andador e um dia apareceu na cozinha,onde Te estava preparando o almoço do lado de fora do andador o empurrando, para surpresa dela e a partir daí não mais o usou.Ano tranquilo...Madeira

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