segunda-feira, 12 de abril de 2010

O nascimento do primogenito Caio Fabio

Enfim dezembro chegou e ansiedade da chegada do nosso filho iria ter um fim.Avisados pelo obstetra de Te que o nascimento seria próximo ao Natal,mandamo-nos para o Rio,de avião(fato raro e só possível graças aos dolares juntados,pois antes sempre era de onibus,muito mais barato)e fomos para Bonsucesso,para a casa de dona Hilda e seu José.Acertei os finalmente do parto com o Levy,amigo/irmão,que estava formando-se e já fazia residencia na Maternidade São José em Mesquita,na Baixada Fluminense,então tranquila e aprazivel,como todo o Rio de Janeiro,que ele faria o parto.Acertado com ele fomos conhecer a maternidade,um predio rosa,de dois andares,muito limpo,bonito,acolhedor,que foi por nós aprovado.Isso foi lá pelo dia 20de dezembro e a seguir saí em campo,com o dinheirinho juntado e fui comprar um carro usado para poder levar Te para a maternidade na hora do parto.Consegui encontrar na rua São Francisco Xavier,próximo ao largo do Maracanã,em um anúncio de jornal um carro,que dava para pagar a vista e que eu já conhecia por ter tido um similar,menos potente,mas de resto igual:era um Gordini III,azul forte,e igual,no desenho ao Dauphine que eu tinha tido e que tinha vendido para casar.Comprei-o e a placa dele era 3-06-03,ainda lembro-me bem.Feliz,com tudo correndo bem e com a vida finaceira equilibrada era só aguardar o aviso da chegada do Caio e este veio de forma inesperada.No dia 22 de dezembro,fomos,mais uma vez eu e Te,agora de carro,para ver qual o melhor caminho(antes tinhamos ido de carona com o Levy)e levar uma recordação para o Levy,que já tinha dito que não cobraria pelos serviços de obstetricia dele e do anestesista,colega dele e ainda conseguiu uma série de descontos nas despesas da maternidade.Demos a ele uma pasta médica de couro completa,com todo o equipamento do dia-a-dia médico.De lá,de Mesquita,retornamos via Meyer,para passar na Mesbla de lá e comprarmos uma banheira para o nenem,pois era o que faltava.Pois bem foi acabar de pegar e pagar a banheira e Te começou a sentir as contrações do parto e foi uma baita correria,para ainda ir a Bonsucesso para pegar a bolsa com as coisas dela e do nenem,já pronta,avisar ao Levy pelo fone(fixo,é óbvio) e correr para a maternidade,onde chegamos já na madrugada do dia 23 de dezembro,eu,Te e dona Hilda.Lá,Te para a sala do parto e eu e dona Hilda,na recepção andando de um lado para o outro,até o aviso,cerca de três horas da manhã,de que tinha nascido um menino,saudavel,perfeito e para o qual já tinhamos nome escolhido(para menina ainda tinhamos dúvidas) e que estava entre Caio Fabio ou Caio Tarsio,ficando o primeiro depois.Alegria,regozijo e no dia seguinta 24,véspera de Natal,um brigueiro tremendo de Te com o Levy e a direção médica da maternidade,pois ela que de fato estava muito bem,queria ir passar o Natal em casa,não aceitando de jeito nenhum a ideía de ficar na maternidade mais um dia,ou seja o de Natal.Como sempre,depois eu descobri bem a personalidade forte dela,ela venceu e assim,na tarde do dia 24,voltamos para Bonsucesso,para o quarto da dona Hilda e seu José,que foram dormir na sala até nossa volta para Brasilia.Foi um Natal diferente,alegre,com um novo membro da família,que era tranquilo e não enchia o saco as noites ou mesmo de dia.Caio só era ruim para mamar e Te tinha muitas vezes de tirar o leite e guardar em chuquinhas e ficava com os seios feridos,rachados.Levy deu toda a assistencia pós parto e após o ano novo,devidamente autorizados,rachamos,de carro,em uma viagem longa,mas totalmente calma e planejada,nos minimos detalhes as paradas e com dona Hilda junta no apoio,de volta para o nosso ap,que já tinha o quarto pronto para o Caio e que constava de um berço de vime,muito prático e bonito,com um véu antimosquito.Antes de voltar porém providenciamos acertar o batizado do Caio,na Igreja de Santa Terezinha,onde tinhamos nos casado e no mesmo mês de fevereiro,um ano após o casamento,quando eu estaria de férias e ele já mais crescido e eu tinha de apresentar o meu filho aos seus avós paternos,meus pais,com quem eu estava rompido desde o casamento,face as cagadas de minha mãe na festa do casório.Era uma obrigação de filho e um direito dos avós e do neto recem nascido.Assim,conhecedor dos hábitos dos meus pais,coloquei Terezinha e o Caio no carro e fui em uma tarde a casa deles,na rua Souza Franco,onde eu tinha morado alguns anos e que ainda tinha meu quarto pronto.Lá chegando,deixei Terezinha no carro,com quem já tinha me entendido a respeito dessa necessidade lógica e filial,toquei a campaínha e quando meu pai apareceu à janela pedi para ele abrir a porta pois eu tinha de lhe apresentar o neto.Ele abriu as portas eu subi com o Caio ao colo e lhe mostrei o neto,bem como a minha mãe,ambos se emocionaram,ele perguntou por Terezinha,eu disse que ela estava lá em baixo,no carro,pois eu não tinha deixado ela subir,pelas ofensas a ela e familia feitas.De imediato ele pediu que a fosse buscar,pois queriam desculpar-se e ficarmos todos em paz.Eu respondi que só o faria se ela quizesse;desci,fui ao carro,falei com Te e ela,demonstrando a grandeza espiritual que tinha,concordou e assim todos nós,graças ao Caio,nos reconciliamos.Os padrinhos do Caio foram o Egydio e a Ivone,íntimos,que sempre nos apoiaram e a nós a eles,tendo inclusive já ligações de compadrio,pois eles forma padrinhos nossos de casamento e nós da primeira filha deles a Monica. Também aproveitando o final de ano fiz as provas no doutorado,sendo aprovado com excelentes notas,passando a mão no meu diploma.Madeira

Um comentário:

  1. Use esses números da placa em algum jogo!

    E na minha próxima ida ao Rio vou ver se tb dou um pulo lá em Bonsucesso.

    Caio

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