quarta-feira, 14 de julho de 2010
O pós transplante,até setembro de 80
Terezinha passou mais de um mês internada no hospital São José,pós transplante,com diversas ameaças de rejeição ao novo órgão,o que seria trágico.Ela ficava em um apto isolada do mundo,onde ninguém podia entrar,no inicio,todos nós só podendo vê-la da porta,pelo vidro de espia.Com vinte e pouco dias foi abrandada essa vilancia sanitaria e então podiamos entrar no quarto um pouquinho,após lavar bem as mãos e vestir uma indumentaria completa sobre as nossas roupas,com uma touca e uma máscara.Em uma das vezes que eu lá estava com ela,pois iamos sempre diariamente lá,eu de manhã e a tarde,chegou uma das serventes para fazer a higienização do quarto e era novata e foi hilário.Ela colocou a roupa para fazer a limpeza e não colocou a máscara sobre a boca e eu avisei a ela que tinha de colocá-la e virei-me para continuar a conversar com Te e Te desatou a rir e a olhar para a servente.Virei-me e ela tinha posto a máscara sobre os olhos e estava passando o pano no chão sem ver o que estava fazendo...Foi muito gozado.Nesses cerca de quarenta dias foi inclusive a comemoração de quinze anos de Monica,nossa afilhada e eu arrumei a capela da EAMES,para a missa e acabei tendo de ir a tudo sozinho sózinho,pois Te estava na data internada.Vencidas as seguidas rejeições Te foi liberada para ir para a nova casa dela,com o compromisso de fazer um controle rigoroso,através de exames de sangue semanais e de tomar os remedios contra rejeição com rigor,que aliás eram muito caros(depois consegui inscrever Te no programa de recebimento dos remedios e passamos a recebê-los gratuitamente).A equipe do transplante foi sensacional, competente,amiga,dedicada,em especial o Dr. Delson,um nefrologista baixinho,titular de Terezinha,de uma eficiencia e capacidade incomparaveis.Também o chefe da equipe de nefrologia,o Dr. Pio e os demais nefros o Dr.Lauro,o Nilson,o urologista Dr. Fabio e o pai,o dono do hospital,o Dr. Benicio,alem dos angiologistas,Dr. Sandri e Dr. Monteiro e do cardiologista o Dr. jorge França foram de uma dedicação e competencia impar,devendo-se a eles,na parte médica e corpórea o êxito do transplante e na parte espiritual a fé de dona Hilda,com toda a raça e determinação de TE sendo os determinantes para esse transplante ter dado tão certo,apesar de todas as dificuldades de então e muito mais no ES.Joana também foi fator decisivo para tudo correr bem,pois ela deu tranquilidade para Te ao ficar com as crianças,assim como Egydio e Ivone sempre no hospital e depois lá em casa,apoiando em tudo.Joana chegou ao ponto de no inicio das aulas que eu dava nas faculdades ir comigo e as crianças e ficar com eles no patio das faculdades,enquanto eu trabalhava.Março chegou e nós em casa com uma nova e entusiasmada Te,cuidando da casa,plantando uma coisa e outra,mais confiante em uma nova qualidade de vida.Já no trabalho na PF,ao qual não faltei ou deixei de manter tudo em dia as coisas não iam bem,pois o superintendente mostrava a cada dia mais ciúme de mim,dono de uma tremenda insegurança e um indevido medo de que eu tomasse o lugar dele,o que não me passava pela cabeça,tanto pelo lado moral,como pelos meus problemas familiares e eu desejava apenas ficar aqui no ES,quietinho,para não expor Te a mudanças,pois eu sabia que ele não deixaria eu ir para outro local sem toda a familia.O fim,sem que eu soubesse aproximava-se...Madeira
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