terça-feira, 6 de julho de 2010

A SR que encontrei

À exceção da ANP e da SR/CE em todas as outras comissões ou eu implantei ou recebi com problemas e o mesmo ocorreu no ES.Delegados e agentes às vésperas de aposentadoria,sem vontade,inexistencia de comando,de liderança,baixa produtividade e então coloquei para eles,nas minhas reuniões que comigo se trabalhassem teriam recompensas como folgas extras,mas que policia tinha que trabalhar e muito aos sabados,domingos,feriados e fazendo o trabalho com tecnicidade e dentro da lei.Com muito cuidado passei a acompanhar todas as ações,exigindo as ordens de missão,verificando os meios empregados e os resultados e logo no primeiro dos quase dois anos a produção,principalmente na repressão as drogas e ao contrabando,a primeira por ser o ES rota do tráfico,da maconha vinda do Nordeste por terra e de contrabando pelos portos internacionais/cargueiros do Estado.Também apresentei-me,menos a imprensa,pois agora eu não era o superintendente a todos os órgãos do Estado,com séde em Vitória,visitando a chefia dos públicos de todos os níveis federativos,colocando o DPF a disposição e explicando qual o apoio que podiamos dar e em que estavamos a disposição e agendando reunião na sala de reuniões da SR,com todos os representantes dos órgãos privados que se relacionavam com as diversas áreas de atuação da PF,como farmacias,cias de importação e exportação,cias aéreas,órgãos de diversão,no caso das que eram objeto de controle da nossa censura,enfim em todas.Estabeleci contatos diretos com as policias estaduais,civil e militar e rodoviaria federal,com reuniões e trocas de informações.Passei a fiscalizar as atividades de policia judiciaria,os flagrantes e inqueritos e o cartório,atribuições da coordenação judiciaria,mas por mim exercidas a priori,para evitar a ação de correição posterior.A SR estava instalada na avenida Vitoria, próximo a av.Marechal Campos e em instalações que tinham sido do Estado,hoje já inexistentes.A calçada era recuada para permitir que se estacionasse carros a frente da mesma e à entrada principal dicava a recepção e o protocolo de um lado e a sala do SR e a censura do outro.A partir daì abria-se um patio,ficando as salas das delegacias e das demais repartições para os dois lados.A minha sala ficava para a esquerda,após a pequena sala de aula,que servia para as reuniões de trabalho também.Ao fundo ficava o setor de transporte e a garagem,com uma saída para a rua lateral para as viaturas de serviço e o setor de comunicações e um pequeno xadrêz. Eu praticamente não viajava,salvo algumas incursões de um dia,para conhecer alguma coisa de interesse profissional,como a ida a aldeia indigena de Aracruz,pela responsabilidade da PF para com os indigenas e aos Portos do Estado.Na ocasião pude ajudar uma sobrinha de Terezinha,filha de uma das irmãs da Ivone,a Nailane,que tinha sido raptada por um namorado vagabundo e levada na marra para o interior da Bahia.Meus agentes a localizaram,prenderam o cara e a libertaram.O cara foi posto para sumir da vida dela,com um bom susto e ela devolvida a familia.Tudo isso funcionou bem,mas é óbvio que criou uma baita inveja e mal estar na minha chefia,pois a todo momento vinha alguma referencia sobre os trabalhos por nós desenvolvidos,o que veio,mais a frente,a redundar na merda final,a minha saída do DPF.Nunca culpei ninguém,pois a decisão de sair foi minha,pois antevi,que ia acabar mal,mas poderia também não ocorrer se eu me modificasse,hipotese em que na época nem pensei,dominado por uma imensa autossuficiencia e porque não dizer um orgulho,possivelmente idiota...Madeira

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