terça-feira, 6 de julho de 2010

A última temporada familiar em Brasilia e o ES

Os três anos de Brasilia foram para a familia mais tranquilos que os das missões anteriores,pois apesar das viagens pude dar mais tempo para todos,nos finais de semana e nas férias.Apenas,mal lá tinhamos chegado e nos instalados,passamos um grande cagaço com o Caio,que brincando dentro do apto,correu da cozinha para a área de serviço e não viu que a porta de vidro estava fechada e entrou de cabeça e corpo inteiro no vidro estilhaçando-o e se cortando todo;ainda bem que ele protegeu o rosto com o braço e este e um dos joelhos é que sofreram com cortes profundos,muita perda de sangue e dezenas e dezenas de pontos,com as inefáveis cicatrizes até hoje.Para variar eu estava trabalhando e TE se virou sozinha e o levou ao hospital,onde foi todo costurado.Em algumas viagens a serviço levei Terezinha,como a Recife,Campo Grande e Rio.Meus pais lá foram duas vezes,dona Hilda vivia lá.Finais de semana eram preenchidos com piqueniques na beira do lago Paranoá,em cachoeiras próximas a Brasilia,nos parques públicos ou na nova piscina de ondas de Brasilia.Tiramos férias em Lorena,para onde os Fernandes tinham sido transferidos e em Dourados,onde o Ismael tinha sido lotado,nesta com direito a um passeio muito bonito de litorina até Ponta Porã.As crianças estudavam ao lado de nosso apto funcional e em tempo integral,pois havia também a escola classe,no outro horário.Perdemos a Leia que quis voltar para o Maranhão e pedimos a Hilda que nos arrumasse outra menina,educada e amiga,para vir substituí-la e veio a Joana,que vale a nível de dedicação e amizade milhões e milhões.O único senão era a saúde de Terezinha,pois a pressão alta que dera as caras ainda em Fortaleza,manifestara-se com força total em Brasilia.Pesquisado por médicos e com os mais variados exames,não se conseguiu descobrir a causa e TE ficou sendo tratada com remedios para controlar a pressão e com a recomendação de que logo que possível fosse morar ao nível do mar.Eu continuava a jogar minhas peladas de futsal,durante a semana,agora sem qualquer compromisso e jogava,principalmente em uma com o pessoal do INI(Instituto Nacional de Identificação).Certa feita houve um incidente envolvendo Terezinha na nossa superquadra.Em um sabado de manhã ela saiu de carro para ir fazer algumas pequenas compras e ao voltar para casa,entrou correndo dizendo que estava sendo incomodada e depois seguida por um homem desde dentro do supermercado.Pela janela ela mostrou m carro parado embaixo do bloco com um cara no volante.De imediato desci,armado e o Ismael,que estava lá,desceu junto.Enquanto o Ismael para distrair o cara foi pelo lado do motorista e falou algo com ele,eu entrei pela porta do carona e meti o revolver na barriga dele,perguntando aos gritos o que ele queria com a mulher que ele estava seguindo.Ele tomou o maior susto,empalideceu,gaguejou,disse que não sabia que ele era casada(mentira,pois ela estava de aliança),pediu desculpas e se identificou,para provar que não era vagabundo,o que eu já tinha feito,era um tenentinho da FAB.Após o susto lembrei a ele que poderia ter morrido por se meter com mulher casada e ele foi embora rapidamente.Nos estudos consegui acabar no CEUB o curso de Administração,que tinha começado no Ceará,época em que também joguei futebol de campo pelo time do CEUB,tendo inclusive sido inscrito para jogar o campeonato brasileiro de 79,mas do qual acabei participando pouco e só no inicio, por causa das viagens,sendo banco do goleiro Zé Walter,excelente goleiro e gente,em alguns jogos,como contra o Botafogo,em Brasilia.Bem,com o fim do curso e do ano,escolha de mudança para Vitória feita,tratei de em novembro de 78 fazer uma viagem sem a familia a Vitória,aproveitando a volta,pós curso,de um colega que lá era lotado e que iria de carro,o Ivo Americano,genro do Silvio Caldas,que inclusive tinha cantado,a pedido dele,no nosso baile de formatura.Assim vim com ele até Vitória e conheci a cidade e a SR,ficando hospedado em um treiler,que ele tinha estacionado em Manguinhos.Daí voltei a Brasilia e preparei a mudança,entregando o apto funcional,viajando de carro para o Rio(aí já só tinha um carro),deixando as crianças lá com dona Hilda e vindo com TE de carro a Vitória para procurar casa.Aqui eu já tinha sido apresentado a algumas pessoas pelo Ivo e uma delas foi ao João Batista Motta,o Motinha,ex-Censor do DPF,que tinha saído da PF,para ser empresário e ele ajudou-me na busca de residencia,sendo que pela proximidade da SR,por ter um dos melhores colégios do ES praticamente ao lado,o Martim Lutero(onde já matriculamos as crianças,com o diretor o prof.Henrique) e ser um bairro tranquilo,decidimo-nos por morar em Bento Ferreira,em um pequeno prédio de três andares,na rua engenheiro Fabio Ruschi,que tinha um apto,no segundo andar,o 201,vago e com um preço de aluguel que cabia no nosso bolso.Assim,locamos o apto e voltamos para o Rio,para passar os trinta dias de trânsito e enquanto isso aguardar a confirmação da chegada da nossa mudança,que logo que chegou,voltei só e arrumei o ap,conforme já tinha combinado com TE,deixando certa a minha apresentação a SR,onde eu já tinha sido designado Coordenador Regional Policial,segundo na hierarquia,para o inicio de fevereiro,juntamente com o novo Superintendente,um delegado mais antigo,oriundo da policia civil de Brasilia,que prefiro nem dizer o nome,face a sua total incompetencia,na minha avaliação...Madeira

2 comentários:

  1. Temos inclusive aqueles filmes de super 8 com esses pic-nics na beira do Lago Paranoá. Quem estava comigo na hora do acidente era a vó, que me atendeu tentando estancar o sangue que corria solto com toalhas de banho e de rosto (e que ficaram imprestáveis depois, claro).

    Começamos estudando na escola pública da 306 norte, quadra vizinha, mas assim que as vagas foram abertas nos mudamos pra escola de nossa quadra, a 106. E fazíamos os cursos complementares do currículo na Escola Parque, algumas quadras adiante.

    CAIO



    CAIO

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  2. Perfeito,apenas acho que a quadra era 302,a primeira da Asa Norte,não???

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