quinta-feira, 1 de julho de 2010

Os cursos volantes e o curso no DEA/USA

Com meus conflitos com o DG,eu não parava na séde e vivia viajando para dar aulas nos cursos volantes.Titular da disciplina Investigação Policial,tendo sempre ao meu lado meu companheiro irmão Altamir Balbino,responsavel pela parte prática,que era inclusive filmada para os debates posteriores,eram os cursos um sucesso.Nesses três anos fomos a todos os grandes estados,levando esses conhecimentos,em cursos de quinze dias,um por mês.AM,PA,CE,PE,BA,MS/MT(ainda juntos e o curso foi em Campo Grande,ocasião em que conheci e jantei com um dos maiores goleiros do Brasil e o maior do FLU,Carlos Castilho,que treinava o Operario local e estava hospedado no hotel em que ficamos e eu o vendo um dia jantar só,fui a ele,identifiquei-me,como carioca,tricolor e delegado e batemos um longo papo)GO,RJ,MG,PR,RS,enfim em todos,e mais aulas na ANP.Esses cursos eram custeados pelo DEA/Drug Enforcement Administration,agência federal americana de combate as drogas e tinham a presença de um agente especial deles acompanhando.Eu coordenava o curso,nos aspectos administrativos e no fim aplicava após as minhas aulas as provas e fazia a festa de formatura.Nas horas de folga,sabados e domingos,conhecia todos os locais turisticos da cidade e do interior proximo.Também comecei a fazer a cabeça dos delegados locais da necessidade de criarmos um associação nacional de delegados da PF,para nos unir,defender e promover o aperfeiçoamento profissional e cultural.Também,quando não havia esses cursos do DEA,eu viajava para aplicar os concursos que estavam sendo lançados e bombando.Apliquei-os no PI,PE,RS,RJ,CE,dentre outros.Esse foi o lado bom do tempo de AGP,as viagens e o dinheiro das diárias.Esse conhecimento valeu-me ser indicado pelo DEA para fazer o curso de aperfeiçoamento anti-drogas nos USA,em Washington e New York,de quatro meses de duração,o que fiz,saindo a delegação brasileira em primeiro lugar na colocação final,pois eles avaliavam o grupo.Nós eramos seis delegados brasileiros,quatro do DPF(eu,Barros,Marcilio e Máximo,que foi meu colega de ap alugado em Washington),um do Estado de Minas,o Domingos e um do RS,o Valmir.No dia em que chegamos,uma sexta pela manhã,após um voo em que conhecemos e nos divertimos com um cantor,ainda não gospel e assim moleque e brincalhão toda a vida,o Nelson Ned,fomos recebidos por agentes do DEA no aeroporto de Washington e colocados em um hotel turista,com essa primeira diaria pór conta do DEA.Tratamos de no domingo catar um aparthotel para residirmos,pois em hotel não dava,face ao custo elevado.Já com indicação dos colegas que tinham feito o curso anteriormente,alugamos uma quitinete,cada uma para duas pessoas,em frente a Igreja de Saint Paul,que o presidente americano de então,Jimmy Carter,frequentava aos domingos,para o culto das dez horas,sendo nesse horário proibido entrar ou sair de casa e mesmo chegar a janela.Meu companheiro era o delegado Máximo,companheiro desde a GEB,onde era patrulheiro(trabalhava no RP)e que era um camaradão.A quitinete tinha uma sala/quarto imensa,onde tinha duas camas próximo da janela,uma cozinha a esquerda da entrada e atrás o banheiro,com banheira com chuveiro e vaso.Interessante era que o prédio,como muitos e muitos nos USA,era todo construído com um material tipo compensado,só sendo de alvenaria a área de escape de incendio,este com total isolamento do restante.Com isso quando o Máximo ia se desapertar no banheiro,na covardia do cinco contra um,ele batia na parede do banheiro e tremia todo o quarto.Também certa vez o policial venezuelano,o Carlos,doidinho e bom de copo,chegou tocado e deu um pontapé na parede e a afundou e depois se justificou que tinha feito o estrago ao tentar matar uma cucaracha(barata) na parede.Era bom e confortável e muito bem situado,pois iamos a pé para a séde do DEA,para as aulas,bem como para o centro da cidade.Faziam o curso delegados ou chefes(tinha de ser do nível de chefia,de comandante)do Chile,dos Carabineiros,Venezuela,Italia,Antilhas Holandesas,Peru,Espanha e nós engulimos eles todos.Toda a metodologia de ensino era em cima de "cases" verdadeiros,aplicados após uma pequena aula prática e com uma avaliação.Nós sempre acabavamos primeiro,ficando com meio dia ou até um dia inteiro livre e com o resultado sempre certo ou próximo dele.A nossa tradutora,dona Nancy,brasileira,funcionária do DEA,disse-nos que isso era uma constante,em todas as turmas de brasileiros que faziam o curso lá e que os demais tradutores reclamavam que ela trabalhava menos.Curso excelente com a parte teórica nas salas de aula do DEA em Washington e a prática em New York,esta recheada de visitas a CIA/FBI e escritorio local do DEA.Dos States,desta morada de quatro meses guardo algumas lembranças e aprendizagens muito boas.Estive lá entre maio e setembro,com muito calor e aprendizado da forma americana de comportar-se e ver o resto do mundo.Bem,eles não se preocupam com as pessoas ao redor,buscando fazer as coisas corretas ao modo deles e pronto.Comem muito fast food e na hora do almoço,no verão,compram seus imensos sanduiches,superrecheados,colocam de tudo dentro,com copos imensos de coca-cola,vão para o gramado das praças públicas,que são inúmeras,sentam-se ao chão e comem de lamber os beiços.É impressionante ver a quantidade de pessoas comendo dessa forma.Pois bem,ao terminar de comer recolhem todos os papéis e migalhas e as praças ficam impecáveis de limpas.Fomos no Valentine s Day(dia dos namorados local)a uma manhã de recreação com almoço na casa de um dos instrutores e foi marcante,por dois motivos básicos.Primeiro a recreação que incluiu um jogo de voley no gramado da casa e depois brincadeiras americanas bem cretinas,das quais lembro-me bem do campeonato de cuspe de caroço de melancia a distancia.Coisa de americano.Nesse dia tambem marcou-me o apoio dado aos donos da casa,pois tudo era feito com divisão das tarefas,nas quais nós nos incorporamos,devidamente coagidos.Desde montar a rede de voley a após o almoço catar o lixo e lavar as louças,tudo dividido entre todos e tanto homens,como mulheres.Também assisti as principais solenidades cívicas de 4 de julho,data nacional deles,emocionantes,eivadas de patriotismo.Efetivamente eles se acham superiores ao resto do mundo.No estágio em New York vimos procedimentos de segurança,que ainda não chegaram ao Brasil.Todas as salas dos órgãos de segurança nacional são travadas e só acessam a ela quem tem ou as digitais ou o fundo de olho registrado,dependendo da sala.As operações policiais são extremamente sérias e muito duras,não se admitindo,mesmo se inocente,qualquer desobediencia a uma ordem dada por um agente da lei.Um dos problemas que tivemos foi namorar e ficamos todos quatro meses virgens,a base de muita punheta.Motivo é que as americanas são ruins de dar para estrangeiro,salvo as prostitutas,para as quais fomos desencorajados pelos instrutores,face aos riscos de sermos assaltados pelos cafetões delas,por sermos estrangeiros.Quanto as cidades,Washington é uma cidade planejada,toda com visão de prestação de serviços públicos e os principais pontos a Casa Branca,o Congresso e outros são todos funcionais.Em frente a Casa Branca,dentro do espirito democrático,diariamente existem pessoas ou grupos fazendo manifestações contra algo,com cartazes ou megafones,andando de um lado para outro,mas que não tentem invadí-la...Aliás as policias,que são inúmeras,nos três níveis,muito descentralizadas,tendo até policia municipal especializada em estacionamentos públicos,que são imensos,para cinco mil carros e por aí.Já para as atividades privadas toda a segurança é feita através de empresas privadas,contratadas,como a Brinks e a Wells Fargo.Já New York é a cidade cosmopolita,com gente de tudo que é origem,com muita diversão,em especial na área do Radio-City e Times Square,com muitos teatros e locais de shows.Lá vi um show de "sex on the table",onde dentre outras coisas diferentes,vi um indiano(assim dizia a propaganda),magro,esqueletico, que após entrar no palco,sentou-se ao chão,de pernas cruzadas e de braços cruzados,sem mover um músculo,fechou os olhos e fez o penis endurecer e ejacular,numa prova do dominio da mente sobre o corpo.È coalhada de biroscas de sex shop,com corredores onde você,tem uma série de quartinhos,com tudo que é tipo de sacanagem.Você escolhe,coloca uma moeda,a cortina se abre e pessoas fazem o que você escolheu assitir a putaria que escolheu.Após algns minutos acaba e a cortina se cerra.Também a nível de compras é uma loucura;tem tudo,em especial eletroeletronicos e por preços baratos.Valeu o curso e conhecer e entender o modo americano de vida...Madeira

3 comentários:

  1. Acho que foi dessa viagem aos EUA que vc me trouxe uma camisa verde do Cosmos (da época em que o Pelé estava lá).

    CAIO

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  2. Certo.Inclusive aos domingos nós iamos ver os jogos do campeonato de soccer,sendo o time de Washington,o Diplomats e o de New York era o Cosmos,dos quais eu vi alguns jogos,inclusive com o Negão,o Carlos Alberto e aquele italiano artilheiro,do qual esqueci o nome.Interessante é que naquele campeonato não poderia haver empate e então ao fim de jogo empatado,cada time tinha cinco chances de gol,com um atacante partindo do meio de campo,com a bola dominada,em direção ao gol,com apenas o goleiro pela frente e x segundos(acho que 10,no relógio do estadio) para chutar em gol ou driblar o goleiro.Só havia a possibilidade de um chute e se o goleiro defendesse ou fosse para o lado ou se estourasse o tempo a chance de marcar estava esgotada.A FIFA proibiu isso...

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  3. Lembrei:o jogador italiano que jogava no Cosmos e era muito ligado ao Pelé era o Giorgio Chinaglia,um centro avante matador,grandão,excelente cabeceador...

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