segunda-feira, 29 de março de 2010
De volta a Brasilia e a Interpol(1965)
Estágio de serviço terminado,fui convidado pelo comandante Cel.Heitor de Caracas Linhares para continuar mais um ano,mas já com a opção feita pela Policia Federal,com minha vaga guardada no Interpol e com casamento a vista,agradeci,recebi um baita elogio e voltei para Brasilia,retornando ao meu quarto no posto de identificação não utilizado,a Interpol,onde o Dr.Edson Lasmar recebeu-me muito bem,aos almoços de final de semana na casa do Egydio(não mais Ten.Fernandes,mas meu futuro cunhado)e comecei a procurar um apto para casar.Existia então um órgão de nome GTB(Grupo de Trabalho de Brasilia)responsável pela administração das unidades familiares acompanhando inclusive a ocupação das já distribuídas,ou seja,de saber se estavam de fato ocupadas e por quem,para em caso de irregularidades redistribuí-las.Lá,para minha surpresa e alegria,encontrei como agente investigador,aquele que buscava essas informações o ex-soldado gebiano,então agente auxiliar da PF,Altamir Balbino,em mais uma prova de que Deus traça as linhas futuras.Expliquei meu objetivo ao Balbino,preenchi logo um cadastro,que inclusive era de compromisso de utilização própria(tinha muita gente que locava)e havia também uma clausula de que se eu indicasse um imóvel irregular,esse seria do denunciante,não havendo assim ordem de inscrição ou de atendimento.Foi moleza:o Balbino vasculhou a Asa Sul,onde eu queria morar,pois a Asa Norte era muito deserta então,e encontrou um apto de dois quartos,como eu queria,pois não pretendia morar para sempre em Brasilia,na SQS 409/410,bloco U(bem próximo da L-2 Sul),entrada D apto 301, e informou-me,para que eu fizese a denúncia,que ele seria instado a apurar e confirmando,seria só o andamento burocrático,com notificação em jornais do ocupante irregular e entrada autorizada documentalmente na unidade residencial,através da troca de fechaduras,com a presença de membro do GTB.Assim,no final de 65,eu recebia essa autorização documentada e ocupava o apto.Minhas idas ao Rio,com autorização do chefe continuavam e o namoro com Terezinha mais gostoso do que nunca,com os planos sobre o casamento,mobilia do ap,cores a serem pintadas nos comodos,a cada momento em que eu lá estava e em cartas diárias.Um frenesi só,contínuo.Passei o Natal de 65,como não tinha dinheiro pintando o apto(não pensei que sabia,mas a força do amor é milagrosa o fiz e muito direitinho).Comprei os eletro-domesticos em dez vezes e o dinheiro não deu para tv,comprando apenas geladeira,fogão,com exaustor e radio-vitrola(um móvel que tinha rádio am/fm e ao lado um toca-discos,com lugar para guardá-los).Os móveis tinham sido desenhados por Terezinha e encomendados no Rio,em uma fábrica de móveis,situada perto da central da Brasil,de um grande amigo de meu pai,o João Silva,português e constavam de cama de casal,penteadeira,com espelho e banqueta para o quarto,que tinha armarios embutidos,um sofá-cama para o outro quarto,para as visitas,com uma caminha embutida em baixo e para a sala de visitas,uma mesa com seis cadeira,um móvel,para guardar louças e com prateleiras para objetos vários,que serviria também de divisória na sala,pela colocação entre a parte de alimentação e a parte de visitas onde seria colocado um conjunto de estofados,sofás de três e dois lugares e a radio-vitrola.As guarnições de cama,mesa,banho e as louças e talheres foram todas compradas na Mesbla,no Rio,onde Terezinha como empregada tinha vantagens de preço.Assim,rapidamente tinhamos a casa pronta e com tudo funcionando e funcional.Todo o comprado no Rio foi enviado depois para Brasilia junto com os móveis.Nas janelas foram colocadas cortinas de bambuzinho,muito delicadas e lindas.Enfim ficou um novo e bem montado(foi sintecado)futuro lar.Conforme já entrevisto pelas informações acima sobre o mobiliário o apto tinha a seguinte disposição:entrava-se na sala de jantar,com a mesa e cadeiras próprias e após tinha-se a sala de visitas com os sofás e a radio-vitrola e uma ampla janela,que dava para uma área de estacionamento do prédio em frente.Ao entrar se voltasse para trás,a esquerda,entrava-se na cozinha,que tinha ármarios embutidos,o fogão,com exaustor,a geladeira e ao fundo,separados,por uma muro a lavanderia,com a máquina de lavar e o secador de roupas,com básculas acima.Ainda a esquerda,sem virar-se para a cozinha havia um pequeno corredor,com o banheiro em frente e a esquerda deste o quarto de hospedes(depois quarto do Caio) e a direita o quarto de casal,com os respectivos móveis,ambos com amplas armerios embutidos,que foram coberos com papel de parede e janelas grandes,dando vista para os estacionamentos dos prédios.O banheiro era bem amplo e completo.Não tinha garagem,ficando os carros em vagas demarcadas no chão,com o número do apto,na frente de cada entrada do prédio.Este ap lá está,externamente da mesma forma.Dessa maneira escoou 1965,velozmente,pelo envolvimento nos preparativos do casório...Madeira
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